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:: 30/jun/2020 . 8:56

Protestos coletivos no esporte dão esperança na luta contra o racismo, avaliam especialistas

Terra

A onda de protestos provocada pela morte de George Floyd, no fim de maio, pode causar mudanças nas estruturas racistas do esporte e de outros segmentos da sociedade. As manifestações têm ocorrido de forma coletiva e contado com diversas estrelas, como o jogador de basquete Lebron James e o piloto Lewis Hamilton. Para especialista ouvidos pelo Estadão, o surgimento de grupos dá esperança na luta contra o racismo.

O presidente do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, Marcelo Carvalho, passou a ser mais otimista em relação a possíveis mudanças que os atuais protestos possam mobilizar. Ele lembrou que manifestações do passado foram perdendo força com o passar do tempo, mas agora o cenário tende a ser diferente.

“Os protestos são muito positivos pela quebra do silenciamento que a gente sempre percebeu. As pessoas dizem que os atletas não se posicionam, que são alienados, mas eu sempre acreditei que houve um silenciamento imposto em forma de represália ou com aquele conselho de ‘é legal você não entrar nessas questões, é melhor focar só no futebol’. Estamos vendo que os jogadores estão participando dessas ações, começa em uma manifestação e daqui a pouco pode ganhar corpo para o futuro”, afirmou Carvalho. “No primeiro momento, estava pensando que iria ter o silenciamento com o passar do tempo, mas, quando você começa a se organizar de forma coletiva, pode ser que o silenciamento não aconteça como antes. Podemos ter um pouco de esperança”, acrescentou.

O mesmo pensamento tem o pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Marcel Diego Tonini, especialista em questões raciais. Na avaliação dele, o engajamento de estrelas do esporte tem papel fundamental para incentivar a adesão de outros atletas à mobilização. Para o pesquisador, apenas uma luta coletiva é capaz de modificar as estruturas racistas.

“Se manifestar sem nenhum acontecimento desse porte significa arriscar a própria carreira. Acho que foi um momento especial em que todos se sentiram encorajados para mostrar suas opiniões. A morte do George Floyd teve um peso muito grande, principalmente porque foi filmada. Se não tivesse sido, talvez não tivesse havido tanta repercussão. Essas estrelas que estão dando a cara a tapa são muito importantes. Por mais que se manifestem, já têm carreira consolidada, não vai abalar, e acaba encorajando outras pessoas”, disse Tonini. “Um atleta erguendo a mão tem um peso, mas sozinho não vai conseguir mudar nada. Precisamos dessas manifestações coletivas, temos que pensar que a estrada é longa e que a luta precisa ser permanente”, emendou.

Recentemente, a Fifa anunciou que manifestações contra o racismo não poderiam mais ser punidas. No comunicado, a entidade máxima do futebol disse que “entende completamente a profundidade do sentimento e das preocupações expressas por muitos jogadores de futebol à luz das circunstâncias trágicas do caso George Floyd”. O presidente Gianni Infantino, inclusive, afirmou que os protestos “merecem aplausos e não punição”.

O Comitê Olímpico Internacional (COI), por sua vez, deve manter a proibição de protesto para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021. A regra 50 da Carta Olímpica declara que “nenhum tipo de manifestação ou propaganda política, religiosa ou racial é permitida em quaisquer locais, arenas ou outras áreas olímpicas”.

Grandes de SP e Flu se unem por diálogo e adiamento do início do Brasileiro

Uol

Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo adotaram o mesmo discurso na hora de definir quando as competições serão retomadas. Segundo apurou a De Primeira, os quatro mantêm conversas e se aproximaram de outros clubes, como o Fluminense, que também acreditam que os torneios só devem voltar a ser disputados em agosto.

Os dirigentes destas equipes estão em uma posição bem diferente da adotada pelo Flamengo, que está empenhado em disputar as competições o mais rápido possível. Os paulistas e o Flu acreditam que vão ter uma desvantagem esportiva com o retorno imediato. No caso dos paulistas, os cartolas estão conversando nos últimos dias com a federação local e a ideia é que o estadual também inicie em agosto, mesmo com o Brasileiro programado para o mesmo mês. Por isso, o pedido é de o nacional iniciar ao menos na segunda quinzena.

Declaração do governador deixa o retorno do Gauchão mais distante

MSN

A volta do Campeonato Gaúcho teve mais um capítulo nesta segunda-feira. Durante uma transmissão ao vivo, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, deixou claro que o futebol não é uma das prioridades do estado.

Apesar dos esforços da Federação Gaúcha de Futebol e dos clubes para tentar achar um protocolo ideal, o governante não quer definir uma data e a expectativa é que a bola só volte a rolar em agosto.

Um dos motivos para o recuo é que a região de Porto Alegre voltou a figurar a ‘bandeira vermelha’, o que significa que o contágio está alto.

Nas últimas semanas, a Federação Gaúcha projetava o retorno da competição para o dia 19 de julho, mas devido ao retrocesso na questão do coronavírus, a volta foi postergada.

Preocupada com a possibilidade do torneio demorar ainda mais do que o previsto, a Federação Gaúcha de Futebol estipulou que o prazo para evitar qualquer conflito com os torneios da CBF é o dia 26 de julho.

CBF planeja teste de protocolo com o masculino para projetar volta dos Brasileiros femininos no Brasil

Globo Esportes

A volta dos Brasileiros femininos Séries A1 e A2 já está em estudo na CBF, mas ainda sem data definida. A entidade tem como planejamento primeiro observar a aplicação do protocolo de segurança sanitária no masculino, que projeta início do Brasileiro para 8 e 9 de agosto, para somente depois retornar com a disputa das mulheres possivelmente com um tempo de garantia de incubação do Covid-19. O cuidado extremo da entidade é porque muitas equipes, principalmente na A2, não dão plano de saúde às atletas e elas estariam desprotegidas e sujeitas à capacidade da rede pública de saúde.

Mesmo com a demora maior no retorno, as competições não correm qualquer tipo de risco de cancelamento, de acordo com orientação interna dada diretamente pelo presidente Rogério Caboclo. Outro cuidado também foca mais na A2 já que as equipes não estão localizadas mais somente em grandes centros. Há a diversidade de locais e, com as viagens, o objetivo é garantir que os deslocamentos sejam feitos com total segurança sanitária.

Com 16 clubes, o Brasileiro Série A1 foi paralisado na quinta rodada da competição ainda com três jogos da etapa por fazer. A CBF precisaria de 10 datas para fechar a primeira fase e depois seis para a fase final, ou seja, garantiria, dependendo do planejamento, o encerramento em pouco mais de um mês. A A2 tem 36 equipes em disputa e foi interrompida na segunda rodada.

Jogo entre Flu e Volta Redonda teve risco de contaminação em campo, dizem especialistas

Bahia Notícias

A partida entre Fluminense e Volta Redonda, vencida pelo modesto clube do Rio de Janeiro por 3 a 0 no último domingo (28), no estádio Nilton Snatos, pode ter sido marcada por contaminação de coronavírus dentro do campo. É o que indicam especialistas ouvidos pelo jornal O Globo nesta segunda-feira (29).

O protocolo “Jogo Seguro” da Ferj permitiu que a partida acontecesse mesmo com três jogadores do Voltaço infectados pelo novo coronavírus após exames realizados horas antes do jogo. Não é descartada a possibilidade de outros jogadores terem o vírus ainda indetectado e serem possíveis transmissores.

O teste rápido utilizado pelos clubes é considerado menos sensível para idenfificar o vírus.

“Nada é 100% garantido no coronavírus. Há a possibilidade de um falso negativo por causa da baixa carga viral da pessoa no momento do teste, por exemplo”, disse a microbiologista e virologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Juliana Reis.

Já Alberto Chebabo, infectologista do Hospital Universitário Clementino Fraga, afirmou que os jogadores do Volta Redonda vão precisar ser reavaliados.

“Uma pessoa assintomática, no caso dos jogadores, que dá negativo no exame, diminui muito a chance de estar transmitindo. Porém, o falso negativo pode acontecer e essa pessoa virar positiva num outro exame. Por isso, há a chance de contaminação durante o jogo, mesmo com pouca quantidade de vírus, por estar correndo, ofegante”, explicou.

O Campeonato Carioca é a única competição no Brasil que retornou em meio à pandemia.









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