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Gol aos 50 minutos do segundo tempo, goleada histórica de 5×0 sobre o Santa Cruz, empate de Raudinei fazendo vibrar a Fonte Nova… A mística que acompanha o Bahia ao longo da sua história vai precisar se fazer presente nesta terça-feira (4). A partir das 21h30, o tricolor encara o Ceará, no estádio de Pituaçu, no jogo de volta da Copa do Nordeste, e tem uma missão que está longe de ser das mais fáceis.

A derrota por 3×1 no jogo de ida, no mesmo estádio de Pituaçu, força o time de Roger a ter que vencer por três gols de diferença para ser campeão no tempo normal, ou dois gols para levar a decisão para os pênaltis.

Um dos mais experientes do elenco tricolor, o meia Rodriguinho aponta um norte para o time conseguir a façanha e levantar o caneco: mudar a postura.

Diferentemente do jogo de ida, quando teve desempenho abaixo do esperado e ficou travado na marcação do Ceará, agora o Bahia precisa ser criativo e lutar contra o tempo para construir o placar necessário.

Em toda a história da Copa do Nordeste, apenas uma vez o time que perdeu o primeiro jogo conseguiu reverter e levantar o título. Foi o América-RN, na decisão contra o Vitória, em 1998. Agora, se conseguir a façanha, além de igualar o feito o Bahia vai também entrar para história.

Time com o maior número de finais disputadas no Nordestão (oito no total), o Esquadrão busca o tetracampeonato para se juntar ao rival Vitória como recordista de títulos no torneio.

Do outro lado e com boa vantagem, o Ceará também tenta fazer história. O Vovô tem a chance de ser o primeiro bicampeão desde que a Copa do Nordeste voltou a ser disputado de forma contínua, em 2013. Ergueu o troféu em 2015, contra o Bahia. E, assim como agora, o time chegou invicto à decisão.

Já Guto Ferreira pode igualar a marca de Arturzinho como único treinador a ter dois títulos da competição. Em 2017 Guto venceu pelo Bahia, ao bater o Sport na decisão. Além do América-RN em 1998, Arturzinho foi campeão pelo Vitória em 1997.