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Após quase seis meses de espera, o Campeonato Brasileiro feminino, enfim, está de volta. As primeiras equipes retornam ao campo nesta quarta-feira, em uma sequência de partidas que se estenderão até janeiro. Só que em meio à pandemia causada pela Covid-19, a retomada tornou-se símbolo de alívio para uns e apreensão para outros.

Afinal, de times como Corinthians e Santos até Vitória e Sport, a paralisação escancara desafios e realidades opostas vividas pelas 52 equipes que disputam as Séries A1 e A2 no país.

Na elite nacional feminina, foram poucos os times que mantiveram os salários das atletas. Caso, por exemplo, de Palmeiras, São Paulo, Ponte Preta e Ferroviária.

Em meio às dificuldades financeiras, até mesmo nas equipes de maior porte houve reduções. No Santos, isso aconteceu até junho, para quem ganha acima de R$ 6 mil. O Corinthians mantém o corte de 25% no salário da carteira e enfrentou atraso com os direitos de imagem. Mas o clube informou que entrou em acordo com as jogadoras.

Em abril, a Confederação Brasileira de Futebol concedeu uma verba para ajudar as equipes. Foram R$ 120 mil para cada um dos 16 clubes da Série A1 e R$ 50 mil para os 36 da Série A2. Só que a entidade orientou o pagamento de duas folhas salariais, mas não exigiu contrapartida dos clubes.

Neste ano, até mesmo a Fifa lançou um Plano de Apoio com aporte financeiro para o futebol feminino. De acordo com a CBF, procurada via assessoria, os valores serão investidos na manutenção das competições femininas previstas para esta temporada. Principalmente “na implementação dos protocolos de segurança e testagem das atletas”.

Atualmente, 11 clubes que estão na segunda divisão são obrigados pelo Licenciamento da CBF a manter times, porque disputam a Série A do masculino. Caso de Athletico, Atlético-GO, Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Ceará, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Sport e Vasco.