Ogol

Jogar dentro dos domínios, historicamente, representa uma dificuldade a mais no futebol, afinal, em teoria, trata-se de uma partida entre um clube que conta com sua torcida e está acostumado com o ambiente, os atalhos daquele campo. Dito isso, o fator casa nunca fez tão pouca diferença em um Campeonato Brasileiro Feminino como em 2020. E nem se pode culpar (somente) a pandemia da Covid-19 por isso.

Os clubes visitantes venceram, até aqui, decorridas sete rodadas do Brasileirão Feminino, metade dos jogos disputados. O Palmeiras, por exemplo, tem 100% de aproveitamento jogando fora de casa, com três jogos e três vitórias. Jogando em casa, por outro lado, o clube venceu duas vezes e acabou derrotado em duas oportunidades.

Outro clube não sabe voltar para casa sem os três pontos conquistados é o Iranduba. Curiosamente, a situação aqui é ainda mais peculiar: em seus domínios, o Iranduba perdeu as quatro partidas que disputou. Resultado dessa inconstância é que o clube ocupa apenas a 11ª posição na tabela.

E você pode estar se perguntando: como os portões fechados e todas as mudanças em decorrência da pandemia da Covid-19 afetaram esses números? É bem verdade que a rodada que os visitantes mais venceram foi a 6ª, a primeira pós-paralisação do campeonato. Nela, seis clubes que jogaram fora de casa saíram vitoriosos, enquanto apenas dois visitantes foram derrotados.

No entanto, essa já era uma tendência antes da paralisação, como na 4ª rodada em que metade dos visitantes venceram, ou na 3ª em que novamente o triunfo dos visitantes prevaleceu.

O melhor desempenho dos clubes visitantes registrado na história do Campeonato Brasileiro Feminino é na edição de 2017, com 40% de vitórias para quem joga fora de casa – valor similar foi alcançado em 2015, 39%.

Já em relação ao pior desempenho dos visititantes, os anos de 2013, 2016 e 2018 foram complicados, temporadas em que as vitórias longe dos domínios aconteceram, no máximo, 26% das partidas.