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Mais cedo nesta terça-feira (22), o governo britânico declarou que abandonou os planos de retorno dos torcedores aos estádios das principais ligas de futebol em 1º de outubro, data anteriormente estabelecida, por conta de aumento nos casos de COVID-19. Com isso, a Premier League soltou comunicado lamentando a medida, apontando que as medidas de saúde sejam suficientes para o retorno seguro e que a economia do esporte já esteja comprometida com a falta de público.

“Embora a saúde da nação deva permanecer como prioridade de todos, estamos desapontados que o retorno seguro dos torcedores às partidas tenha sido adiado”, diz o comunicado.

“A Premier League está certa de que, com os protocolos da Liga e com o código de conduta desenvolvido por especialistas científicos e aprovado pelas autoridades de segurança no esporte do governo, os fãs nos estádios estarão tão seguros ou até mais seguros do que em qualquer atividade pública já permitida. Isso é evidente em outras ligas da Europa.

“O futebol não é o mesmo sem os torcedores e a economia do esporte é insustentável sem eles”, aponta.

O comunicado indica que, na última temporada, os clubes da Premier League sofreram perdas de cerca de 700 milhões de libras esterlinas (algo como R$ 4,8 bilhões na cotação de hoje), e, atualmente, têm prejuízo de £ 100 milhões (R$ 690 milhões) por mês, de forma que isso “esteja começando a ter um impacto devastador nos clubes e comunidades”.

A Premier League finaliza a declaração exaltando confiança nas medidas tomadas pelos clubes para a garantia de segurança, e que continuará trabalhando com as autoridades para trazer os torcedores aos estádios o quanto antes.