Apesar de surto no time, Flamengo segue defendendo volta rápida de público.
Uol

O elenco do Flamengo vive um surto de coronavírus com 16 jogadores infectados, além do seu técnico, membros da comissão técnica e dirigentes. Isso não muda, no entanto, a posição da diretoria do clube que vai defender em reunião na CBF a volta da presença de público em locais que tenham autorização das prefeituras locais.
Essa postura tem oposição de outros clubes: a maioria quer o retorno apenas em todos os Estados juntos com aval das autoridades municipais. Há dirigentes que entendem que ainda não há clima para torcida nos estádios.
A diretoria do Flamengo vê falta de empenho da CBF no processo de retorno do público para os jogos. Já tinha conseguido com o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, para a volta com 30% da capacidade em um jogo no início de outubro no Maracanã. É necessário, no entanto, uma aprovação da CBF para ter público no Brasileiro já que ela controla os protocolos.
O Ministério da Saúde aprovou o plano da confederação de volta do futebol com 30% da capacidade e possibilidade de aumento gradual. Mas a confederação deixou claro que trata-se de um primeiro passo e que seriam necessárias autorizações de municípios em cada um dos locais dos jogos. Prefeituras de São Paulo e Belo Horizonte já disseram que não vão autorizar.
Enquanto isso, o Flamengo entende que trata-se de uma questão de saúde de pública que não tem relação com a CBF. Sua posição é de que, com a liberação da prefeitura do Rio, poderia ter público. A visão da diretoria é de que praias e bares estão com público e, portanto, não faz sentido retardar mais a volta dos torcedores ao estádio.
Essa posição não mudou depois da notícia do surto de coronavírus na delegação do Flamengo que esteve no Equador para jogos da Libertadores. São cerca de 20 pessoas já com testes positivos para o vírus confirmadas. Há um pedido do clube de adiamento do jogo com o Palmeiras, no domingo, pelo Brasileiro.
A maioria dos outros dirigentes de público também quer a volta do público, mas só quando todos os Estados retornarem.









