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A Conmebol anunciou a mudança do formato da Copa Sul-Americana que, em 2021, passa a ter uma fase de grupos como a Libertadores. Um dos principais motivos para a alteração é aumentar o número de jogos de times brasileiros e argentinos para aumentar o valor comercial a competição principalmente para a TV

A Sul-Americana deixou de ter seus direitos de transmissão vinculados à DAZN nesta temporada. Com isso, a Conmebol decidiu apostar na competição para seus canais Conmebol TV lançados no Brasil, com conteúdo da Libertadores e Sul-Americanas. O desafio é aumentar a receita da competição

Mesmo ainda com o contrato com a DAZN – e a Directv para o restante da América do Sul -, a Sul-Americana foi deficitária no ano passado. Sua receita foi de US$ 46,5 milhões com despesas de US$ 59,8 milhões. Ou seja, houve um prejuízo de US$ 13 milhões, segundo o balanço da Conmebol.

A confederação segue apostando na competição porque entende que tem potencial a longo prazo. O formato antigo, só com mata-mata, gerava bastante incerteza sobre o valor da Sul-Americana porque times como o Corinthians podiam ser eliminados logo no início, como ocorreu nesta temporada.

Com o novo formato, a Conmebol terá seis times brasileiros e seis argentinos, além de quatro equipes da Libertadores e outros 16 classificados de uma fase preliminar. Há uma garantia portanto de mínimo de 36 partidas de equipes do Brasil no campeonato, e outras 36 de times argentinos. Isso sem considerar que é provável a classificação dessas equipes para as próximas fases.

Além de turbinar a Conmebol TV, isso aumenta uma chance de acordo com TV Aberta no Brasil pela competição.

Pela explicação oficial da Conmebol, a mudança do formato da Sul-Americana foi para torna-la mais competitiva e representativa. Os efeitos comerciais do novo formato são uma consequência.