Apesar da pandemia, o sucesso do Futebol do Brasil lá no Exterior
R7

Desde que a impiedade da pandemia Covid-19 começou a assolar o planeta, formalmente, em Fevereiro de 2020, a sobrevivência do Futebol, o esporte mais popular da toda a História dos esforços físicos, passou a depender, para a sua sobrevivência, quase exclusivamente da televisão. De seu lado, basicamente impedido de circular livremente, o público aceitou a inevitabilidade. Certames cruciais como a “Champions League” da Europa ultrapassaram todas as fronteiras continentais, via TV, fato que salvou inúmeros clubes do afundamento financeiro. Aqui no Brasil, onde a questão dos Direitos de Imagem ainda tateia e engatinha, em 2020 surgiu uma engenhosa solução paralela quando a CBF negociou a exibição de contendas do Brasileirão no Exterior.
Depois do indispensável procedimento de concorrência, a CBF cedeu os Direitos à GSRM, ou Global Sports Rights Management, que congrega ao menos três empresas de muita experiência e de alcance global. A 777, de origem norte-americana, especializada em áreas diversas, como a energia, a tecnologia, a mídia, e inclusive a aviação e os seguros. A 1190 Sports, especializada no gerenciamento esportivo e na inovação das transmissões. E a Fanitz, uma das plataformas de streaming que mais crescem no setor dos esportes do planeta, presente em mais de 100 países dos cinco continentes.
Importante: além da óbvia Série A, o negócio entre CBF e GSRM englobou, também, a Série B. E não se destinou, apenas a mostrar pelejas lá fora, efetivamente 760 porfias que foram apreciadas em plagas que, antes, não tinham o acesso necessário aos campeonatos do Brasil. Igualmente se preocupou com a exposição das marcas dos clubes e, é claro, dos seus patrocinadores. Outro detalhe: cabe a uma auditoria independente toda a fiscalização do processo. E todas as contas ainda passam pela aprovação final da uma comissão formada pela GSRM, pela CBF e pelos clubes. Explica Hernán Donnari, CEO da GSRM: “E nós demos só os primeiros passos. Teremos muitas mas muitas novidades para a temporada de 2021. Prometo que vamos anunciá-las brevemente.”.
Já no ano inaugural da nova experiência, desde Agosto de 2020 cerca de 10,6 milhões de pessoas apreciaram as pugnas da Série A e da Série B. E as transmissões não se limitaram apenas ao streaming ou à TV fechada. Graças ao acordo também aconteceram exibições ao vivo e de partidas em TV aberta. Numa plataforma curiosamente batizada de “Brasileirao Play” o alcance se expandiu a mercados-chave como Inglaterra, Portugal e Rússia, os países balcânicos e os territórios do Caribe. Através de uma outra plataforma, a “Dugout”, com 125 milhões de usuários, se espalharam gols, melhores momentos, cenas de bastidores e entrevistas. Isso, em português, espanhol e inglês, com a mobilização de mais de 70 profissionais, de técnicos a redatores, de narradores a comentaristas.









