Clubes brasileiros aumentam o número de patrocinadores durante a pandemia da covid-19
Terra

Apesar do efeito devastador para as finanças dos clubes brasileiros, a covid-19 praticamente não impactou em uma importante fonte de recursos: o mercado de patrocínios. O segmento continua bastante movimentado. Segundo levantamento feito pelo Estadão, desde o início da pandemia até agora, os 20 times da última edição da Série A do Campeonato Brasileiro conseguiram fechar cerca de 80 novos contratos com empresas entre renovações e a entrada de parceiros novos.
Times como Santos, Corinthians e Sport lideram esse ranking e fecharam com nove patrocinadores diferentes desde março de 2020 até hoje. Por outro lado, a saída de anunciantes se deu em uma proporção bem menor. Desde março, 25 marcas encerraram o vínculo com os clubes brasileiros. Quem mais teve baixas nesse segmento foi o Flamengo, com seis saídas. No entanto, o time carioca repôs parte dessas perdas e fechou com cinco novos parceiros, alguns de tamanhos inferires.
Dos participantes do último Brasileirão, somente Red Bull Bragantino e Palmeiras não fecharam com novos parceiros. Os dois são exceção porque contam com modalidades bastante rentáveis de patrocínio master. O time do interior tem o aporte pesado da empresa austríaca de bebidas e a equipe alviverde recebe o investimento anual de mais de R$ 80 milhões da Crefisa.
A estabilidade do mercado de patrocínios no futebol também ficou comprovada por uma pesquisa divulgada mês passado pelo Ibope Repucom. O Campeonato Brasileiro de 2020 exibiu 145 marcas diferentes no uniforme dos clubes de futebol, número quase idêntico aos 144 registrados no ano anterior. Cerca de metade das empresas anunciantes permaneceu com as equipes, uma taxa de fidelidade maior do que os 40% obtidos na comparação entre 2019 e 2018. A maioria dos contratos não tem seus valores revelados.
Na opinião do especialista em marketing esportivo Renê Salviano, os times de futebol continuam recebendo investimentos mesmo na pandemia por causa do cancelamento de outros segmentos, como eventos. “Era mesmo uma tendência marcas e verbas serem migradas para outras possibilidades como o futebol. O grande trabalho das entidades desportivas é serem cada vez mais assertivas no desenho dos projetos a serem captados, focando sempre no objetivo do cliente e inovando cada vez mais”, explicou.









