Globo Esportes

A comparação é recorrente quando o mais fraco supera o mais forte em qualquer tipo de disputa. Sempre há a referência com a passagem bíblica em que pequeno e frágil Davi derrota de forma categórica o gigante Golias. Foi justamente esse o exemplo usado pelo treinador do Sergipe, Elias Borges, ao comentar a classificação do time diante de seu maior rival, o Confiança.

Na tarde do último sábado, o Confiança precisava de um empate para avançar para a final do Campeonato Sergipano. Estava conseguindo o feito até que, no segundo tempo, Álvaro marcou um gol contra e o Gipão conseguiu vencer por 1 a 0, deixando o oponente azulino pelo caminho. Desde que Borges assumiu o comando colorado, foram três duelos, com uma vitória e dois empates.

– É uma alegria indescritível. A gente chegou há pouco tempo, pegou o time em uma situação não tão confortável, pegando três clássicos consecutivos e poder eliminar o melhor time da competição, tem que reconhecer isso, e poder colocar o Sergipe na final. Eu comparo esse jogo à luta entre Davi e o gigante Golias. Graças a Deus, lá na Bíblia, Davi ganhou. Aqui também Davi venceu o gigante Golias – comparou Elias Borges.

É bem verdade que, se for falar em termos de tradição, de grandeza no futebol sergipano, os rivais da capital se equivalem, e o Sergipe leva até alguma vantagem por ser mais velho e obter mais estaduais. A comparação bíblica poderia até ser considerada descabida em outros tempos. Contudo, é inegável que, atualmente, ela faz certo sentido pelo fato de o Confiança hoje estar na Série B, ter um elenco bem mais qualificado e um orçamento muito maior. A responsabilidade era proletária, mas o Gipão contrariou a lógica de momento e avançou.

– O grande segredo foi jogarmos essas três partidas contra nosso adversário com três sistemas táticos diferentes, justamente para confundir. Não restam dúvidas de que o adversário era muito mais qualificado e entrosado que o nosso time e colocamos um modelo de jogo em que pudéssemos extrair o melhor de cada um dos nossos jogadores. Foi isso que fizemos neste último jogo. Nos doamos bastante e entramos com um sistema bastante eficaz. Soubemos nos defender bem e atacar também com mais qualidade. Foi um jogo duro mas entendemos que poderíamos ter matado essa partida no segundo tempo. Felizmente, o gol saiu e estamos na final – complementou o treinador do Sergipe.

Esse pode ser o segundo título sergipano de Elias Borges no comando do Sergipe. Ele já havia sido campeão em 2018 e pode repetir o feito. O técnico substituiu recentemente Paulo Foiani e vem correspondendo. Com a vaga na final, o Sergipe segue firme na busca por um calendário mais recheado para 2022.