Separados por R$ 14 milhões em salários, Coritiba e Flamengo medem forças pela Copa do Brasil
Globo Esportes

Separados por R$ 14,6 milhões em salários mensais, Coritiba e Flamengo começam a disputa na terceira fase da Copa do Brasil nesta quinta-feira, às 19h, no Couto Pereira. O ge acompanha tudo em Tempo Real.
O Flamengo tem um custo somente com o futebol profissional de R$ 16,6 milhões mensais, enquanto o Coritiba gasta R$ 2 milhões por mês.
Atual bicampeão brasileiro, a folha salarial rubro-negra já chegou a R$ 23 milhões, mas sofreu uma queda para a atual temporada. Os números foram divulgados pelo próprio clube, em maio. Entre Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e direitos de imagem, ao menos quatro atletas recebem perto ou mais de R$ 1 milhão.
Rebaixado à Série B, na temporada passada, o Coritiba vive momentos de reformulação e contenção financeira. O clube conseguiu reduzir o custo de R$ 3 milhões para R$ 2 milhões em 2021. O teto mensal coxa-branca baixou para cerca de R$ 140 mil com a mudança de divisão.
Os maiores salários no Coxa são do goleiro Wilson, zagueiro Henrique, o meia-atacante Rafinha e o centroavante Léo Gamalho, que ficam entre R$ 120 mil e R$ 140 mil. Wilson e Rafinha beiravam os R$ 200 mil, mas aceitaram diminuir após renovações recentes.
A diferença entre os valores dos jogadores de cada time, citadas acima, reflete na qualidade individual. Pelo Flamengo, o zagueiro Rodrigo Caio, o meia Everton Ribeiro e Gabigol foram convocados para os jogos das Eliminatórias pela Seleção principal, enquanto o meio-campista Gerson e o centroavante Pedro estavam com a olímpica.
O clube ainda tem o lateral Isla, do Chile, e o meia Arrascaeta, do Uruguai, com constantes convocações. A dupla, contudo, está fora do jogo. O jogador chileno não terá tempo de se apresentar, enquanto o atleta uruguaio está com Covid-19.
No último balanço financeiro, equivalente a 2020, o Flamengo faturou cerca de R$ 756 milhões, uma queda de 20,5% em comparação com 2019, quando fechou o ano com R$ 950 milhões. A redução se dá principalmente pela ausência de bilheteria nos jogos e pela queda brusca no quadro de sócios-torcedores.
Como resultado disso, o clube apurou um prejuízo de R$ 106,92 milhões em 2020. Um fator a ser levado em conta é que o Flamengo teve receitas postergadas para 2021 – por exemplo, cerca de R$ 87 milhões em direitos de transmissão.
O Coritiba registrou um déficit de R$ 22 milhões, que resultou na reprovação das contas do então presidente Samir Namur pelo Conselho. O último ano de superávit, por exemplo, foi em 2008, quando teve R$ 1 milhão de lucro.
A receita total no ano passado foi de R$ 101,8 milhões, mais que o dobro de 2019, quando estava na Série B, cenário que voltou a ser realidade em 2021.









