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Hoje técnico da Espanha, Luis Enrique foi personagem de uma das cenas mais marcantes da Copa do Mundo de 1994. A Itália fez 1 x 0 com gol de Dino Baggio e os espanhóis empataram, com Caminero. A Azzurra foi pressionada, Julio Salinas não fez 2 x 1 por causa de uma grande defesa de Pagliuca e, numa escapada, Roberto Baggio colocou os italianos à frente.

A Espanha não desistia e, num cruzamento de Goicoechea, o lateral Mauro Tassotti, do Milan, agrediu Luis Enrique dentro da área. O árbitro húngaro Sandor Puhl não viu, não expulsou Tassotti, mas o lateral acabou suspenso dos dois jogos finais, pela Fifa. Como a bola rolava, poderia ter marcado pênalti para a Espanha.

Luis Enrique caiu no gramado e Puhl foi escalado para a finalíssima da Copa. Premiado pelo erro.

O técnico da Espanha carrega esta lembrança até hoje. Campeão olímpico em Barcelona, nunca ganhou um troféu adulto por sua seleção. Mas venceu os italianos nas quartas-de-final dos Jogos de 1992, por 1 x 0 gol de Quico.

A Espanha se lembra da derrota nos Estados Unidos, como da derrota na Copa do Mundo de 1934, por 1 x 0, no jogo desempate. Mas se recorda da final da Eurocopa de 2012, vencida por 4 x 0 sobre uma Itália que havia eliminado a Alemanha nas semifinais.

Até hoje, os espanhóis consideram aquela a maior atuação da equipe bicampeão europeia e campeã mundial de 2010: Casillas, Arbeloa, Sergio Ramos, Piqué e Alba; Xabi Alonso, Busquets e Xavi; David Silva, Fabregas e Iniesta. Era um time sem centroavante, quase só com meias, o requinte do tiki taka em sua melhor versão.

É o que Luis Enrique procura para vencer a Itália, favorita, nesta terça-feira, em Wembley.