Clubes abrem mão de parceiras gigantes de material esportivo e abraçam marcas próprias de confecção
Terra

O Campeonato Brasileiro tem sido a grande vitrine dessa novidade no mercado da bola dando luz a uma diversidade de fornecedores de materiais esportivos pelo Brasil afora. Nesta edição de 2021, dos 40 clubes que disputam as Séries A e B, 14 equipes abraçaram a fabricação do material. O resultado desse novo panorama é que, além da visibilidade, as marcas ‘caseiras’ possibilitaram também uma nova fonte de renda para as agremiações. Sai de cena os contratos com grandes patrocinadoras e entra a fabricação de camisas e peças feitas em confecções do próprio time.
Dos times que estão na elite, Fortaleza (Leão 1918), Bahia (Esquadrão), Atlético-GO (Dragão Premium), Ceará (Vozão) e Juventude (19Treze) seguem essa trilha. Produzem o próprio material esportivo e ainda dão emprego nas suas comunidades.
Esse número quase dobra quando se trata de Série B, já que nove equipes se utilizam de confecções próprias. Neste cenário, a região Nordeste é representada por CRB (Regatas), Náutico (N6), e Vitória (Nêgo). O Sul também tem três adeptos: Coritiba (1909), Brasil de Pelotas (Xavante) e Brusque (BFC 87). Outros dois times vêm da capital goiana, Goiás (Green) e Vila Nova (V43) e a Ponte Preta (1900) completa a lista de equipes da segunda divisão do Nacional.
Um dos primeiros clubes a apostar nesta iniciativa, o Fortaleza adota a estratégia de bancar a linha de uniformes há quase cinco anos. “O Fortaleza foi um dos primeiros a investir no setor. O torcedor ama o clube e cria um vínculo com a marca por ser algo próprio, mas é essencial manter a qualidade. Eles (torcedores) são clientes e devemos fazer da forma correta”, comentou o presidente Marcelo Paz, defensor da ideia.









