STJD nega pedido, e Caboclo segue fora da presidência da CBF
Terra

Rogério Caboclo amargou mais uma derrota no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. O presidente do STJD, Otávio Noronha, indeferiu nesta quinta-feira novo pedido de liminar feito pelo dirigente para derrubar a suspensão imposta pela Comissão de Ética do Futebol Brasileiro. Com isso, o cartola segue afastado da presidência da CBF e não será reconduzido ao cargo.
Noronha afirmou em sua decisão que a defesa de Caboclo perdeu o prazo para recorrer. Como o recurso foi feito para considerar nula a prorrogação do afastamento, era necessário, no entendimento do presidente do STJD, um pedido relacionado à primeira decisão que suspendeu o cartola da entidade máxima do futebol nacional. O prazo do primeiro recurso também expirou.
“O impetrante, apesar da retórica habilidosa de seus novos Patronos, não consegue esconder que as ilegalidades sustentadas não tiveram origem na mais recente decisão da Comissão de Ética”, afirmou Noronha, acrescentando: “Somente de forma tardia, e quando já havia caducado o direito de fazê-lo, buscou ajuizar o seu primeiro e agora, este segundo mandado”.
Rogério Caboclo entrou com um mandado de garantia contra a prorrogação da suspensão preventiva de 60 dias que recebeu. Este afastamento se juntou aos 30 dias iniciais de gancho, aplicados em 3 de junho.
Noronha havia recusado anteriormente outra solicitação do cartola para retornar imediatamente ao poder da entidade pelo mesmo motivo. O presidente do STJD afirmou que o pedido de recurso deveria ser feito 20 dias após “a prática do ato, omissão ou decisão”.
Os advogados de Caboclo têm pedido ao STJD com caráter de urgência, que estava sem decisão há mais de um mês, o que contraria determinação do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. A defesa argumenta que não havia previsão legal para a decisão de afastá-lo da presidência da CBF quando as investigações ainda estavam acontecendo.
A situação de Caboclo na CBF
A Comissão de Ética estabeleceu pena de 15 meses de suspensão para Caboclo por “conduta inapropriada” em relação a uma funcionária que o acusou de assédio moral e sexual. Três meses já foram cumpridos. Caboclo nega as acusações.
Caso as 27 federações estaduais manifestem em uma assembleia que estão de acordo com a Comissão de Ética, ele só poderá voltar ao cargo em setembro de 2022. O Conselho de Administração da CBF designou Ednaldo Rodrigues para substituir Antônio Carlos Nunes como presidente interino da entidade.
A decisão da Comissão de Ética causou irritação à maioria dos presidentes de federações, que acreditavam que Caboclo seria banido de suas atividades por um tempo maior do que a duração de seu mandato.









