:: 16/nov/2022 . 8:46
Organizada por Jules Rimet, Copa do Mundo chega à 22ª edição no Cata
Galáticos Online

A história do futebol é recheada de personagens, mas alguns nomes são pouco conhecidos apesar da sua importância. Um deles é Carl Anton Wilhelm Hirschman. O banqueiro holandês foi um dos idealizadores da Copa do Mundo, segundo secretário geral da Fifa e até mesmo presidente interino da organização por cerca de três anos, período no qual a entidade maior do futebol mundial operou de um dos escritórios de Hirschman (Amsterdam).
Foi após o mandato dele que Jules Rimet assumiu, como terceiro presidente, o comando da Fifa, e por mais de 30 anos esteve à frente da entidade, marcando seu nome na história. Foi ele quem fortaleceu a ideia de desvincular o futebol dos Jogos Olímpicos, após o sucesso da modalidade em 1924 e 1928, quando o Uruguai se sagrou bicampeão olímpico.
Ainda em 1928, na Holanda de Hirschman, foi decidido que haveria um Mundial de futebol. Em Zurique, a decisão foi ratificada, e no ano seguinte, em Barcelona, o Uruguai foi indicado como primeira sede, superando as candidaturas de Hungria, Itália, Holanda, Espanha e Suécia. Nesse primeiro Mundial, 13 seleções tomaram parte: Bélgica, Romênia, Iugoslávia, França, Estados Unidos, México, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai, que, favorito, foi o campeão.
A Copa do Mundo do Catar terá 32 seleções, mas já há a proposta de serem 48 no Mundial de 2026, previsto para acontecer em três países: Canadá, México e Estados Unidos.
Só a partir da Copa de 1954 é que houve uma definição no número de seleções em cada torneio. Nos anteriores, ele variou: 16 em 1934, 15 em 1938 e 13 em 1950. Quatro anos depois, e até 1978, o Mundial passou a ter 16 seleções, número ampliado para 24, de 1982 a 1994. A partir do Mundial disputado nos EUA, em 1994, a competição passou a ter 32 equipes.
A Fifa divide suas associadas em seis zonas continentais, cada uma com sua própria confederação e com direito a determinado número de vagas, que serão disputadas nas Eliminatórias de cada continente: África (5), Ásia (4,5), Oceania (0,5), Europa (13), América do Norte, Central e Caribe (3,5) e América do Sul (4,5). Essas vagas pela metade são, na verdade, vagas decididas em repescagens.
Outra mudança importante aconteceu em 2006. A partir daquele ano apenas o país-sede tem direito a uma vaga. O campeão da Copa anterior, atualmente, também precisa disputar as Eliminatórias, se quiser defender seu título.
Seleções consideradas favoritas em seus grupos caçam as zebras
Da Redação

A menos de uma semana da Copa do Mundo, as seleções já conhecem seus convocados e a força de cada uma das equipes que participarão do Mundial. Sem grandes novidades, Argentina, Brasil e Inglaterra chegam como grandes favoritos para passar em primeiro lugar e tentar evitar algum grande confronto logo nas oitavas de final do torneio.
Para isso, resta fazer valer a superioridade técnica que essas três equipes possuem em relação ao seus adversários e não serem surpreendidos por possíveis zebras, já que Messi, Neymar e Harry Kane são os grandes ‘leões’ de seus respectivos grupos.
Contra Irã, Estados Unidos e País de Gales, se os Três Leões não finalizarem o Grupo B como líderes provavelmente seria uma das maiores zebras dessa primeira fase. Quando se fala do time de Gareth Southgate, há sempre um pé atrás, já que a seleção inglesa não tem um bom histórico em Copas do Mundo e costuma tropeçar contra times teoricamente mais fracos que o seu. Contudo, o desnível de força nesse caso não parece ser compensado por um jogo ruim.
De todos os elencos dos oponentes, o único grande jogador que pode preocupar a Inglaterra é Gareth Bale, justamente no clássico regional contra Gales. Cheio de tensões políticas envolvidas, o campo ainda deve gritar pela qualidade quando as coisas ficarem mais complicadas.
O Time da Rosa até sofreu um baque recente antes da lista de convocação, mas ainda não é uma ausência que os colocaria um degrau abaixo. Reece James, lateral-direito do Chelsea, sofreu uma lesão no joelho e não pôde ser chamado por Southgate. Para as próximas fases, a ausência do atleta até pode afetar mais, já que ele era frequentemente titular da equipe. Para o seu lugar, Trent Alexander-Arnold, do Liverpool, foi chamado. O comandado de Klopp já foi considerado o melhor lateral-direito do mundo, mas destoa quando o assunto é consistência defensiva e por isso não era o preferido para ir à Copa.
E se a Inglaterra precisa de mais eficiência, Harry Kane é o atacante perfeito para isso. O jogador do Tottenham foi o artilheiro da última copa, com seis gols, mesmo com sua equipe eliminada na semifinal. Nas Eliminatórias da Europa, o enredo não foi diferente e Kane foi mais uma vez o maior goleador, com doze tentos em somente oito partidas.
Mesmo que muito favorito no Grupo B, talvez a Inglaterra esteja um Mundial atrasada em relação à Argentina e Brasil. Ainda é explícito que Messi e Neymar são os grandes protagonistas, respectivamente. Porém, diferente de quatro anos atrás, não há mais a dependência excessiva de seus craques para que resolvam o tempo todo um jogo.
E é assim que chega a Argentina para o Grupo C, que tem Arábia Saudita, México e Polônia. Com mais tradição, a seleção do goleiro Ochoa poderia demonstrar mais resistência, contudo não fez nem uma boa classificatória. Por outro lado, a Polônia tem o melhor do mundo de 2021, Robert Lewandowski, mas não esbanja um bom coletivo. Assim, Messi, que foi o maior goleador da Argentina nas Eliminatórias, com sete gols, junto com Lautaro Martínez, deve estar com um pé nas oitavas.
Por fim, mas definitivamente não menos importante, a Seleção Brasileira chega com uma confiança ainda maior para tentar o hexa no Qatar. No grupo H, a Canarinho vai jogar contra a Sérvia, que tem o maior poder de fogo entre as três adversárias, a Suíça e Camarões. Apesar de enfrentar dois adversários europeus, não há grande preocupação de perder a vaga, muito menos de não passar como líder.
No elenco, Tite conta com jogadores como Vinicius Júnior, Gabriel Jesus e Pedro, todos em grande fase. Sem deixar de contar com Neymar, segundo maior artilheiro das Eliminatórias, com oito gols.
Seleção Feminina vence o Canadá por 2 a 1 no último amistoso do ano
CBF

A Seleção Feminina encerrou o ano de 2022 com chave de ouro. Diante da sua torcida, 19.585 torcedores estiveram presentes na Neo Química Arena, em São Paulo, a Canarinho devolveu o placar, e venceu o Canadá por 2 a 1. Os gols brasileiros foram anotados por Bia Zaneratto e Ana Vitória, pelo lado canadense Lawrence descontou de pênalti.
Com a vitória, a equipe comanda pela técnica Pia Sundhage fechou o ano com o título da Copa América Feminina, e o retrospecto de 19 jogos sendo doze vitórias, três empates e quatro derrotas. Agora, a Seleção Brasileira volta a atuar em fevereiro, no período de Data FIFA, entre os dias 13 a 22.
O jogo
O jogo começou equilibrado com boas chances para os dois lados. No entanto, aos 15 min, as investidas brasileiras começaram a chegar com mais força no gol canadense. Com Geyse pelo lado direto, o Brasil ensaiava algumas investidas ao gol.
No entanto, foi aos 41 min, que o Brasil balançou as redes, e novamente, com bela assistência de Kerolin. A meia puxou o contrate, e após, belo drible tocou para Bia Zaneratto que mandou para o fundo das redes.
O Brasil voltou para o segundo tempo sem mudanças. Confiante, o time ameaçava aplicar o placar, mas viram os planos mudarem, quando a árbitra assinalou pênalti, após Geyse escorar a bola com a mão na área adversária. Aos 15 min, Lawrence anotou de pênalti.
O jogo caminhava para o empate, quando Pia optou por três mudanças aos 42 min da etapa final, Gabi Nunes, Ana Vitória e Jaqueline entraram nas vagas de Debinha, Kerolin e Adriane, respectivamente. E a jogada que garantiu a vitória brasileira veio do banco.
Após cobrança de escanteio, Gabi Nunes cabeceou com perigo para o gol, após a lateral Yekka salvar na linha, Ana Vitória aproveitou o rebote e marcou o gol da vitória brasileira. De quebra, a meia também balançou as redes pela primeira vez representante a equipe principal.
Com a vitória, o Brasil voltou a ficar na frente no restrospecto de encontros com a equipe canadense. Em 27 jogos, são dez vitórias brasileiras, nove empates e nove derrotas.
Brasil: Lorena; Bruninha (Lauren), Tainara, Kathellen e Tamires; Adriana (Jaqueline), Ary (Duda), Kerolin (Ana Vitória) e B. Zaneratto (Ludmila); Geyse e Debinha (Gabi Nunes).
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