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Os clubes de São Paulo aguardam o aval dos municípios e ensaiam a volta aos treinos em um movimento uniforme na próxima segunda-feira (15), mesmo que o cenário atual seja de briga política. No Rio de Janeiro, os times não são uníssonos nas conversas — e nem nos atos — e veem as divergências do futebol apenas como um reflexo da falta de harmonia entre poderes executivo e jurídico em meio à pandemia do novo coronavírus.

Em meio à ansiedade por ver a bola rolar novamente, disputas políticas e judiciais ainda travam o retorno do futebol nos principais centros do país.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) elaborou um protocolo específico de volta aos treinos, que foi apresentado ao governo do Estado de São Paulo e às prefeituras, com o objetivo de viabilizar um retorno geral a todos os clubes que disputam a Série A1 do Paulista. Uma nova reunião acontecerá nesta quarta-feira (10), com representantes dos clubes e da FPF, para começar a acertar os detalhes da volta, que tem na data preferida para acontecer na próxima segunda-feira, dia 15.

O governo estadual não pretende interferir caso haja acordos com as 12 prefeituras pelas quais se espalham os 16 participantes pela retomada dos treinamentos. Na reunião de hoje a orientação será que para que os clubes articulem essa volta diretamente com as autoridades municipais. No caso da capital, o prefeito Bruno Covas deve se reunir na amanhã (11) com dirigentes de São Paulo, Corinthians e Palmeiras para amarrar os detalhes.

O protocolo envolve uma testagem tão logo os atletas se apresentem. Negativados, eles ficariam praticamente confinados nos centros de treinamento, sem contato externo com familiares, com o público e com locais públicos. No momento em que as competições retornarem, dois dias antes dos jogos é feita uma nova testagem. Assim, as equipes que permanecem na competição são testadas antes e depois das partidas.

No Rio, após o governo estadual do e a Prefeitura da capital flexibilizarem as atividades, os clubes foram surpreendidos por decisão do juiz Bruno Bruno Bodart, que concedeu liminar contra os decretos. A decisão foi derrubada pelo desembargador Claudio de Mello Tavares, que voltou a dar o sinal verde. Em Conselho Arbitral realizado no sábado (6), os cariocas aprovaram o protocolo médico, mas não definiram uma data de retorno, o que deve ocorrer ainda esta semana. As autoridades liberaram jogos sem público a partir da segunda quinzena de junho e com um terço de torcedores a partir de julho.

O Vasco, principal aliado do Flamengo pela volta, também treina. O Cruz-Maltino já faz atividades com bola em São Januário. O Botafogo iniciou testes para detecção da Covid-19, mas ainda não tem data para o retorno. O Fluminense ainda faz atividades virtuais e vai voltar a discutir hoje (10) a situação.