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Confrontos eliminatórios entre grandes clubes do futebol brasileiro se tornam decisões dramáticas com apego a qualquer fato capaz de motivar ou estimular quem vai entrar em campo. Atlético-MG e Flamengo revivem histórias, polêmicas e números do passado para decidir nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), no Mineirão, uma vaga na final da Copa do Brasil contra o vencedor do duelo entre Santos e Cruzeiro.

No jogo de ida, o Flamengo venceu por 2 a 0, no Maracanã. Para se recuperar, o Atlético-MG tem a seu favor uma cota de milagres, principalmente na conquista da Taça Libertadores do ano passado, quando passou pelas semifinais e festejou o título depois de sair com a mesma desvantagem nos confrontos com Newell’s Old Boys e Olimpia, respectivamente.

Nesta Copa do Brasil, o Atlético-MG já fez das suas. Nas quartas de final, depois de perder por 2 a 0 no jogo de ida para o Corinthians, conseguiu se classificar com uma vitória por 4 a 1 no Mineirão, mesmo com o adversário ainda abrindo o placar a dificultando o trabalho.

Atual campeão, o Flamengo também tem números a seu favor. Com três títulos da Copa do Brasil em seu currículo (1990, 2006 e 2013), o clube nunca foi eliminado da competição depois de abrir uma vantagem de dois ou mais gols nos confrontos em 24 oportunidades.

O próprio histórico geral da Copa do Brasil com um dos clubes abrindo dois gols de vantagem deixa o Flamengo mais perto da decisão. Nos últimos 10 anos, em 14 oportunidades em que o fato ocorreu, o vencedor do primeiro jogo se classificou em 11 delas.

Em toda a história que envolve os dois clubes desde a decisão do Campeonato Brasileiro de 1980, a expectativa é apenas de mais um capítulo dramático dentro de campo. Diante de mais um confronto eliminatório, não há prognóstico capaz de apontar um favorito. Nem nos números.