:: ‘AUXILIO’
Técnico do Chile conta com auxílio de profissional brasileiro para buscar vaga
Globo Esportes

O mundo inteiro conhece bem Neymar. Mas poucos têm tanto interesse em conhecê-lo quanto Jorge Sampaoli. Os planos do técnico do Chile de superar o Brasil, neste sábado, no Mineirão, e chegar às quartas de final da Copa do Mundo passam necessariamente pela capacidade chilena de parar o camisa 10 da seleção brasileira. E para superar Neymar e o Brasil, o argentino que comanda a Roja tem o apoio de um brasileiro. Ele é Andre Batista, auxiliar de tecnologia esportiva do Cruzeiro, mas que, durante a Copa, participa da equipe de análise de desempenho na comissão técnica do Chile. Um grupo de cinco profissionais que, entre outras coisas, mapeia os adversários e seus movimentos para tentar auxiliar de alguma forma a missão de Sampaoli e seus comandados.
Um brasileiro a serviço do Chile. Chamá-lo de espião é exagero, mas o tipo de função exercida por André junto à equipe de vídeos é bem parecida. Analisar a própria equipe e os adversários, seus principais jogadores, movimentos, estatísticas, pontos forte e fracos. André Batista, 30 anos, iniciou a carreira nos Estados Unidos, onde se formou, em Gerenciamento de Esportes. Voltou ao Brasil em 2009 e trabalhou no América-MG antes de chegar ao Cruzeiro. O convite da seleção chilena ocorreu após um convívio no ano passado, quando o Chile de Sampaoli ficou na Toca da Raposa II se preparando para o amistoso que terminou empatado por 2 a 2 com o Brasil, no Mineirão.
O Chile leva a sério esse tipo de trabalho. Na Toca da Raposa II, instalaram andaimes ao lado do campo para filmar os treinos comandados por Sampaoli. A utilização do material levantado por André e seus companheiros é recorrente.
Uma das várias características do já caricato Jorge Sampaoli é a desconfiança. Durante a Copa do Mundo, a seleção chilena tem se marcado por um hermetismo mais comum dos argentinos. Pouco acesso para a imprensa; nenhum contato com torcedores, e cuidado tão raçudo quanto o time chileno para não haver vazamento de informações. Os funcionários da Toca da Raposa II têm que manter uma distância de cerca de 50 metros do campo de treinamento quando os jogadores estiverem em campo. O jornalista chileno que fotografou um treino fechado teve a autorização de entrada aos treinos ameaçada. Nem mesmo o exército brasileiro pôde ter proximidade, por conta do receio de um espião.
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