Com Brasil e Argentina em baixa, “superclássico” demora a empolgar
Terra

Batizada de Superclássico das Américas, a reedição da Copa Roca entre Brasil e Argentina vale troféu e coloca em campo a maior rivalidade futebolística do continente. Mesmo assim, a dois dias do primeiro jogo, marcado para Córdoba, o clássico ainda não empolga argentinos e brasileiros, o que de certa forma reflete o momento irregular vivido pelas seleções dos países.
Pelos resultados de competição recentes, Brasil e Argentina concorrem no momento com o Paraguai pelo posto de segunda melhor seleção do continente. O primeiro posto é inegavelmente do Uruguai, campeão da Copa América, semifinalista da última Copa do Mundo e melhor sul-americano no ranking da Fifa.
Fora isso, tanto Mano Menezes como Alejandro Sabella – técnico que assumiu a Argentina há duas partidas – lutam contra a desconfiança com seleções que nas últimas duas Copas do Mundo fizeram papéis de coadjuvantes. E que recentemente têm apresentado irregularidades, como ficou provado em uma Copa América decepcionante para os dois países com a eliminação nas quartas de final.
Além de não opor as seleções em momentos de força e confiança, o duelo teve um esvaziamento de atrações. Com a possibilidade de convocar apenas jogadores atuando nos campeonatos locais, naturalmente estrelas como Messi e Júlio César ficaram fora do confronto. Outros atletas de destaque, como Ganso, Riquelme e Verón, machucaram-se e também não vão atuar.
Neste quadro, o clássico tem tido um tratamento mais frio do que normalmente ocorre em outras oportunidades. Até agora faltam polêmicas, provocações e discussões que geralmente antecedem um Brasil x Argentina no futebol.









