Jornal Folha do Estado

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O futebol é mais que uma paixão nacional. Ele faz parte da vida de muitos brasileiros, antes praticado apenas pelo público masculino, hoje as mulheres também dividem com os homens as atenções neste esporte. Porém, para aqueles que praticam o futebol apenas por lazer, precisam cercar-se de certos cuidados antes e depois da famosa ‘pelada’ de final de semana para que a prazerosa diversão não se transforme em um problema ou até mesmo em uma fatalidade.

Um exemplo recente que serve de para alertar quanto aos riscos de praticar esporte sem acompanhamento médico, aconteceu com o adolescente de apenas 16 anos, Augusto Flohr que morreu após sofrer um infarto durante uma partida de futebol em Jaraguá do Sul, no norte do estado de Santa Catarina, no mês de junho deste ano.

A reportagem do FOLHA DO ESTADO entrevistou o especialista em medicina esportiva, o doutor Harley Ramos, que falou a respeito dos principais cuidados que os praticantes do futebol e outros esportes, ainda mais aqueles que o fazem de forma não frequente, devem tomar.

“Na verdade, o ideal seria que todas as pessoas que fossem fazer alguma atividade física, independente de esporte, passassem por uma avaliação médica para saber se possui alguma doença cardiorrespiratória ou alguma doença osteoarticular. Aquelas pessoas acima de 30 anos isso com relação aos homens, que se presta a jogar futebol ou aquele ‘baba’ semanal têm que ter mais cuidado ainda, porque são pessoas que geralmente não fazem atividade física regular, ou seja, esporadicamente fazem alguma atividade e não tem uma avaliação com um especialista seja ele um clinico, um cardiologista, um médico do esporte. Enfim, essas pessoas teriam que ter um cuidado maior, porque eles acabam sobrecarregando principalmente a parte cardiorrespiratória submetendo o seu coração que não está acostumado aquele ritmo diariamente a uma vez por semana fazer um esforço além do habitual”, disse.

Harley ressaltou também os cuidados que aqueles que estão abaixo dos trinta anos devem ter. “Eles teriam também a necessidade de passar por uma avaliação e principalmente pela avaliação osteoarticular. Por que os jovens acabam tendo pequenas lesões não procurando um especialista tomando anti-inflamatório de forma irregular e ai acaba transformando pequenas lesões em problemas sérios no futuro”, afirmou. “É importante fazer um eletrocardiograma ao menos uma vez por ano, assim como teste ergométrico. Isso vale para todos, atletas profissionais ou não”, completa o especialista.