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A projeção de prejuízo idealizada pelo Bahia no início da pandemia do novo coronavírus já começou a se confirmar. Com a paralisação das atividades no futebol, o tricolor viu as suas receitas caírem de forma drástica nos últimos meses.

De acordo com o fluxo financeiro dos primeiros meses de 2020 divulgados pelo clube, a diminuição na receita durante o mês de abril chegou a cerca de R$ 10 milhões na comparação com março.

Se entre os meses de janeiro, fevereiro e março os recebimentos do clube oscilaram entre R$ 15 milhões e R$ 13 milhões por mês, em abril a conta ficou em pouco mais de R$ 3,7 milhões. Essa queda está basicamente ligada com as receitas de televisão.

Atualmente, o tricolor conta com dois contratos para a transmissão das suas partidas no Campeonato Brasileiro: um com a Turner (jogos em canais fechados) e outro com a Globo (partidas em TV aberta, pay per view e outras plataformas). O problema é que, sem o início do Brasileirão e consequentemente a não transmissão de jogos, as empresas decidiram fazer cortes nos repasses aos clubes.

Enquanto a Turner parou de fazer os pagamentos ao tricolor pelo contrato vigente, a Globo cortou o rapasse em 70%. Assim, se em março os cofres receberam cerca de R$ 4,5 milhões referentes a contratos de televisão, em abril o registrado foi de apenas R$ 151 mil, por exemplo.

“A Turner suspendeu o pagamento, não pagou nada que estava previsto. Tínhamos que receber R$ 2,5 milhões da Turner em abril e não recebemos nada, também não recebemos em maio. A Globo descontou 70% da fatura, então a nossa receita de televisão foi para quase zero. Era R$ 4,5 milhões”, explicou o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, em live realizada pelo grupo Mais um, Baêa!.