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A pandemia já vai influenciar na primeira decisão geográfica da Fifa após o novo coronavírus, a escolha da sede da Copa do Mundo feminina de 2023. A passagem menos traumática de Nova Zelândia e Austrália pela Covid-19 coloca a candidatura em conjunto como favorita a receber o Mundial daqui pouco mais de três anos. A entidade anunciará o vencedor no dia 25 de junho.

O blog apurou que, dentro da Fifa, é dado como certo que os dois países da Oceania ganharão o direito de receber a Copa, batendo Japão e Colômbia — o Brasil desistiu de sua candidatura na segunda-feira porque não conseguiu garantias necessárias do governo federal e para agradar a Conmebol, que queria apenas um concorrente da América do Sul.

A Nova Zelândia anunciou nessa semana ter erradicado a doença e já tem vida praticamente normal – foram 1.504 casos e apenas 22 mortes por lá. A Austrália sofreu um pouco mais, mas teve números baixos comparados com outros países populosos: foram 7.276 casos e 102 mortes, portanto 16 óbitos por milhão de habitante. No Brasil, por exemplo, esse número de morte por milhão de habitante está em 181.

A questão da Copa de 2023, entretanto, não passa por casos confirmados ou mortes já que daqui a três anos se espera haver remédio e vacina que impeçam a contaminação e evolução da Covid-19. O ponto é econômico.

A avaliação na Fifa é que Austrália e Nova Zelândia terão uma retomada dos negócios menos traumática do que Colômbia e Japão. Os japoneses, por exemplo, ainda têm outro problema a resolver, que é a Olimpíada de 2020, adiada para 2021. Serão gastos milhões de dólares nessa readequação, que pode inviabilizar o investimento necessário na Copa feminina.

Essa quase certeza de que os dois países da Oceania (na geografia da Fifa a Austrália faz parte da Confederação Asiática) poderão organizar uma Copa menos traumática financeiramente aparece em relatório produzido pelos inspetores que visitaram os países para avaliar os dossiês das candidaturas.