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:: 19/jun/2020 . 8:24

FPF recua após ensaiar reação a Doria e deixa clubes à espera por treinos

Uol

Quando o governador João Doria anunciou, na quarta-feira, que só liberará os treinamentos em São Paulo a partir do dia 1º de julho, a Federação Paulista de Futebol ensaiou uma resposta enérgica. Em uma nota oficial, a mais dura de todo o processo de negociações pela volta do futebol no estado, a entidade falou em “profissionais impedidos de trabalhar, sem explicação plausível e científica”, e marcou uma reunião com todos os clubes para debater uma reação. No dia seguinte, entretanto, a reunião foi adiada sem nova data e um novo comunicado emitido – a postura foi encarada pela maioria dos clubes como uma mudança de tom, e recebida com surpresa.

Clubes e FPF vem mantendo reuniões há meses, buscando alternativas para uma retomada segura das atividades em meio à pandemia do novo coronavírus. O tom entre cartolas, na semana passada, passou a ser de otimismo, com expectativa de retorno para esta semana, frustrada pela decisão do Governo do Estado.

Essa frustração era palpável na primeira nota publicada pela Federação. Além de agendar a reunião e falar que os profissionais o futebol estavam impedidos de trabalhar sem justificativa apoiada pela ciência, o comunicado falava também em “estranheza” com a decisão.

Enquanto isso, nos bastidores, pessoas ligadas à entidade mantinham contato com os clubes. Dirigentes de diversos participantes da Série A1 do Paulistão afirmaram ao UOL Esporte terem sido contatatos por pessoas da FPF com orientação para que realizassem os testes para covid-19 o quanto antes, visando estarem preparados para caso uma alternativa para antecipar a retomada fosse encontrada – alguns deles chegaram a usar o termo “pressão”.

Os cartolas afirmaram à reportagem que chegaram, inclusive, a debater com funcionários da FPF regras trabalhistas que pudessem dar margem a uma interpretação que permitisse a retomada de treinamentos sem o aval expresso do governador. Dentre os clubes, a temperatura variava entre os que pregavam respeitar a decisão, os que admitiam que equipes treinariam escondidas e os que falavam até em buscar uma liberação junto ao Poder Judiciário.

Polêmicas, protestos e novidades marcam a classificação do Flamengo para semifinal da Taça Rio!

Uol

Após três meses parado, o Campeonato Carioca foi retomado com a partida entre Flamengo e Bangu! O confronto ficou marcado por muitas novidades, desde a chegada dos atletas ao estádio, até o fato de que os gandulas ficaram com a disposição de álcool em gel para higienizar as bolas durante os 90 minutos.

Porém, para quem esperava times sem ritmo de jogo, ou até mesmo com dificuldades para criação e domínio, foi pego de surpresa. Por mais que tenha sido superior durante boa parte do jogo, o Flamengo também viu o Bangu criar e levar perigo para o gol de Diego Alves.

O resultado de três a zero para os donos da casa ficou marcado por gols de Arrascaeta, Bruno Henrique e Pedro Rocha, a ênfase da noite ficou para o garçom Gabigol, que mesmo sem marcar, serviu os companheiros duas, das três, vezes em que o Flamengo balançou as redes.

Outro destaque que recebeu atenção dos torcedores foram duas medidas implementadas justamente para evitar possíveis transmissões da doença. Uma delas foi o túnel de desinfecção instalado nas dependências do Maracanã, onde todos eram obrigados a passar.

Outra foi a possibilidade da realização de cinco substituições, ambos os clubes usufruíram da novidade, melhor para o Flamengo, que colocou Pedro Rocha, autor do último gol, na reta final da partida.

Fora do Maracanã o clima não foi dos melhores. Diversos protestos rondaram a região do Rio de Janeiro. Alguns de cunho político e outros contra a volta do futebol. Porém, a situação se manteve normalizada, sem qualquer tipo de tumulto ou confusão generalizada.

O time de Jorge Jesus volta aos gramados na próxima quarta-feira, 24, quando enfrenta o Boavista, no Maracanã, já o Bangu espera um dia a mais e na quinta-feira, 25 joga contra o Cabofriense.

Flamengo coloca em prática o “velho normal”, loteia metade do campo e não dá chances ao Bangu

Globo Esportes

Em um Maracanã que escancarava o “novo normal” do futebol, o Flamengo manteve a prática do “velho normal” sob o comando de Jorge Jesus. Em um texto para analisar somente o que se viu em campo nos 90 minutos de bola rolando, a melhor definição vem através da imagem de Diego Alves solitário na metade que lhe pertencia naquele latifúndio, enquanto seus companheiros amassavam o Bangu.

Se a atmosfera silenciosa naturalmente jogava contra a intensidade costumeira do atual campeão brasileiro e da Libertadores, o Flamengo encurralava o time de Moça Bonita em ritmo de treino. À rigor, o Bangu teve um lance perigoso em chute de Juan Felipe da entrada da área já no segundo tempo. O resto do jogo foi desenhado a partir da intermediária ofensiva rubro-negra.

Com o campo de atuação reduzido, obviamente faltavam espaços. Era muita gente na entrada da área do Bangu, e o Flamengo trabalhou pacientemente a bola para abrir o campo. De um lado, até chegar a Filipe Luís, para o outro, de pé em pé até Rafinha. E deu certo.

Arrascaeta já tinha aparecido bem de cabeça em duas bolas aéreas quando um cruzamento do lateral-direito desviou na zaga do Bangu e parou nos seus pés. Autor do último gol rubro-negro antes da pandemia, o uruguaio reabriu o marcador na volta do futebol.

Nesta jogada, um detalhe evidencia duas coisas: a supremacia do Flamengo e a aglomeração (palavra muito escutada nos últimos meses) na entrada da área do Bangu. Foi Rodrigo Caio, na intermediária ofensiva e com muito espaço, quem pensou o jogo e encontrou Rafinha aberto.

A volta do intervalo seguiu o mesmo roteiro: o Flamengo em ritmo de treino, sobrando no ataque e com a certeza de que era questão de tempo fazer mais gols. Com Gabriel saindo bastante da área, Everton Ribeiro e Arrascaeta tentavam surgir como surpresas, mas a partir de uma hora de jogo faltou perna.

Nada que Michael não resolvesse. O baixinho entrou junto com Vitinho nos lugares dos meias e deu belo passe para Gabigol exercer seu papel na noite: garçom. O cruzamento para Bruno Henrique foi tão certeiro quanto o lindo passe para Pedro Rocha, que marcou o primeiro gol com a camisa rubro-negra.

Em época de protocolos e novas realidades que assustam o cidadão de modo geral, o Flamengo voltou a jogar depois de mais de três meses passando a ideia de que nada mudou. No time de Jorge Jesus, o normal é seguir como antes.









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