:: jun/2020
Com sinais de retorno, futebol brasileiro vive incógnita por caos na saúde
Uol

A volta do futebol em meio à epidemia do coronavírus começa a tomar formas em boa parte dos Estados. Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná já desenham os retornos para julho de seus Estaduais, embora sem data definida em alguns casos. Em São Paulo, nem os treinos dos times foram autorizados pelo governo.
Esse descompasso entre o Paulista e os outros campeonatos regionais é resultado da desorganização nacional da política de combate do coronavírus no país. Não há uma coordenação por parte do Ministério da Saúde de quando e onde se deveria reabrir setores da economia, e onde deveriam permanecer fechados. Só há declarações soltas do presidente Jair Bolsonaro, sem nenhum amparo técnico, forçando a reabeartura.
Sendo assim, cada Estado estabelece um critério para sua região, sem conexão com o que faz o vizinho. Fica difícil estruturar a realização do Brasileiro, um campeonato nacional, neste cenário. A CBF, neste momento, tem protocolos sanitários, mas nenhuma perspectiva de data para o campeonato, que é essencial para sobrevivência dos grandes clubes.
É preciso que se diga que o futebol sinaliza volta em um momento precipitado por todo o Brasil. A epidemia claramente não está sob controle no país, com mais de mil mortes diárias em dias da semana. Ou seja, o país está bem longe do cenário mais brando de países europeus como Alemanha e Espanha que retornaram aos campos.
Dirigentes alemães da Bundesliga já disseram que o essencial para o retorno da bola no país foi o fato de os governos central e regionais terem mantido sobre controle a epidemia. Só assim seus protocolos para volta do jogo de forma segura foram possíveis. O campeonato reiniciou e não parou.
No Brasil, não há nenhuma garantia de que a permissão do futebol será mantida. Como a reabertura da economia ocorreu sem que a epidemia estivesse em clara curva descendente, não será surpresa se houver nova subida de casos e óbitos. E isso pode obrigar autoridades a recuarem das autorizações de volta do futebol.
Em resumo, é mais uma das medidas sem sentido nas políticas públicas sobre coronavírus no Brasil. Assim, dirigentes de futebol, e o próprio futebol, são vítimas e não culpados pela incerteza do calendário nacional deste ano. Mas esta deve se prolongar.
Sem futebol, arenas buscam opções para se reinventar durante crise
MSN

Os estádios brasileiros estão em um cenário ainda mais desolador durante a pandemia do novo coronavírus. O problema mundial tirou as duas principais fontes de renda desses locais: os jogos de futebol e os grandes shows. Agora, os gestores desses locais admitem a busca por novas opções e até a repensarem o antigo modelo de negócios.
Um estudo da consultoria BDO prevê que os estádios dos 20 times que disputaram a Série A em 2019 tenham com a pandemia uma perda de receita bruta estimada em R$ 79 milhões. Atualmente alguns locais famosos do futebol brasileiro trocaram de função e passaram a obrigar hospitais de campanha, casos do Pacaembu e do Maracanã, por exemplo.
As arenas multiuso brasileiras construídas nos últimos anos e voltadas principalmente à expansão desse tipo de negócio gerada pelas obras da Copa de 2014 têm sofrido com a longa quarentena. “Se para um lado o clube de futebol consegue retomar o calendário e ter algumas receitas seja por transmissão ou por patrocínio, uma arena não consegue faturar porque depende principalmente de jogos ou shows”, explicou Carlos Aragaki, coordenador da Câmara de Contadores do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) e especialista em assuntos de finanças do futebol.
Na opinião dele, as arenas precisem pensar em novas formas de faturar e até se preparar para uma retomada lenta do setor. “Não significa que ao fim da pandemia, o torcedor vai voltar de forma instantânea. É possível que sem uma vacina para o coronavírus, o público continue a evitar aglomerações e não volte ao estádio, show, cinema, teatro e outras opções”, explicou.
A arena brasileira que mais recebe shows, o Allianz Parque, encontrou como alternativa o cinema drive-in. No fim deste mês o estádio do Palmeiras abrirá o campo para receber 300 carros. De dentro de cada veículo, as pessoas verão um filme, a exemplo do modelo feito principalmente na década de 1950. “A gente nunca se preocupou com aglomeração, mas agora temos de pensar nisso. Vamos criar um jeito para o público ter uma excelente experiência, mas de dentro dos seus carros”, disse o diretor de marketing e inovação do estádio, Márcio Flores.
Fora o drive-in, o Allianz Parque busca renegociar os contratos de 96 clientes donos dos 160 camarotes. O objetivo é ter novos acordos seja para extensão contratual ou desconto de taxas para não perder os parceiros.
A Arena Fonte Nova também passa por uma fase complicada e se dedica em atrair eventos para compensar as perdas de 2020. “A gente vem trabalhando fortemente na captação de grandes eventos que devem acontecer em 2022 e 2023 no Brasil”, afirmou o presidente da Fonte Nova, Dênio Cidreira. A administração da Arena Castelão, em Fortaleza, admite que no momento tem buscado cortar custos e já a Arena das Dunas, em Natal, estima que a paralisação dos eventos provocou queda de 80% na receita deste primeiro semestre.
“A maioria das arenas, por serem recentes, estavam praticamente no primeiro ciclo de implementação de modelo de negócio, e como acompanhamos, com raros exemplos de sucesso como o Mineirão e o Allianz Parque, no que diz respeito a calendário de conteúdo, experiência e finanças”, afirmou o fundador e diretor de criação da Lmid, Gustavo Herbetta, ex-gerente de marketing do Corinthians.
Reunião “surpresa” da Ferj irrita Botafogo e Fluminense e esquenta ânimos para o arbitral de segunda
Globo Esportes

A reunião “surpresa” da Ferj com alguns clubes do Rio de Janeiro na noite deste sábado irritou Botafogo e Fluminense, aliados na posição contra o retorno imediato do Campeonato Carioca no atual quadro da pandemia do novo coronavírus no Estado – foram 175 mortes e 1.052 casos nas últimas 24 horas. Sem ter sido convidada, a dupla ficou sabendo do encontro em videoconferência através da imprensa e estuda medidas, sejam individuais ou conjuntas.
Na segunda-feira, um arbitral está marcado para 17h (de Brasília), e os ânimos prometem estar acirrados – na última reunião oficial, o presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, não participou e enviou um representante, enquanto o Botafogo repetiu o voto contrário. A Ferj e alguns dirigentes já planejam jogos nesta semana, a partir de quinta ou sexta. A ideia é realizar só uma ou duas partidas por dia, já que apenas três estádios funcionarão: Maracanã, Nilton Santos e São Januário.
Confira a pauta do arbitral:
Atestado de saúde da delegação dos clubes (passaporte) estabelecido no protocolo Jogo Seguro (fase 2): modelo, conteúdo e responsabilidade.
Torneio Extra (§ 2º do art. 50 do REC).
Substituições.
Quantidade de atletas não profissionais.
Inscrição e Registro (art. 21 e 36 do REC).
Inscrição e Registro de atletas por associação diferente da que tenha jogado no mesmo campeonato.
Assuntos pertinentes à conclusão do grupo Z.
Outros assuntos pertinentes às partidas complementares do Campeonato Carioca passíveis de discussão por decisão preliminar favorável da maioria.
Se este cenário for aprovado no arbitral, a tendência é que ele force a aplicação de W.O. (walkover, termo em inglês que significa “vitória fácil”) ao Fluminense. Isto porque, além do fato de não ter voltado aos treinos presenciais, a diretoria tricolor ainda sequer realizou os testes sorológicos em seu elenco, o que irá acontecer na terça-feira. Como os resultados do exame demoram uma semana para ficarem prontos, o clube não poderia ir a campo sem saber se tem jogadores infectados.
O Botafogo está mais avançado nesse quesito, mas é outro que não se vê confortável para retomar os trabalhos presenciais. Como já declarou o presidente Nelson Mufarrej em mais de uma ocasião. O clube ainda não tem, oficialmente, data marcada de retorno ao Nilton Santos. Contudo, já realizou testes da Covid-19 que terão resultado nos próximos dias e instalou um túnel de bio-descontaminação no estádio, palco de treinos e jogos alvinegros.
Se Botafogo e Fluminense não entrarem em campo com os jogos marcados, a dupla corre o risco também de a atitude ser considerada como abandono do torneio. Nesse caso, o regulamento geral de competições da Ferj em 2020 prevê severas punições. O artigo 9º §2º diz:
“A associação que pelo descumprimento do disposto no caput, desistir ou abandonar o campeonato estadual da categoria de profissionais será penalizada com multa e rebaixamento para a categoria, divisão ou série imediatamente inferior, no ano seguinte, em se tratando das Séries A e B, ou ficará impedida de participar no ano seguinte, em se tratando de associações da Série C”.
Autoridades permitem testagem de COVID-19 em jogadores nos clubes paulistas
Super Esportes

A retomada gradual das atividades nos clubes está próxima de se tornar realidade. A Federação Paulista de Futebol anunciou no início da tarde desta quinta-feira, após uma audiência virtual entre clubes, Governo de São Paulo, autoridades de saúde e sindicatos, que está liberado o início do processo de testagem contra o coronavírus nos funcionários.
A partir da próxima segunda-feira, as equipes deverão realizar exames da COVID-19 em todos os jogadores e envolvidos na prática do futebol. As inspeções devem durar três dias, enquanto será marcada uma nova audiência para análise e definição do Governo do Estado de São Paulo dos protocolos de segurança para eventuais e futuras liberações dos treinos.
Corinthians deve voltar aos treinos presenciais na próxima semana, segundo diretor
Os treinos presenciais nos clubes paulistas estão interrompidos desde o março, quando foi decretada quarentena oficial no estado. Nas últimas semanas, as equipes iniciaram atividades remotas e firmaram o acordo de voltarem aos centros de treinamentos em uma mesma data, para que não haja qualquer vantagem física ou técnica quando a bola rolar.
A última partida oficial disputada em São Paulo foi no dia 16 de março, com o clássico entre Guarani e Ponte Preta, pela 10ª rodada do Paulistão. Diante do início da pandemia no Brasil, a partida não teve a presença de público.
Governo do Rio aprova protocolo médico e votação vai definir retorno do Carioca
Isto É

O Governo do Estado do Rio de Janeiro aprovou, nesta sexta-feira, o protocolo médico proposto pelos clubes da Série A do Campeonato Carioca. Após análises dos números de casos e mortes da covid-19 no estado, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) irá marcar nos próximos dias uma nova reunião para votação da data de retorno do torneio.
Os treinos com restrições foram liberados pelo prefeito Marcelo Crivella no início deste mês, seguindo as orientações de sua comissão científica, que faria uma nova reunião na segunda quinzena de junho para definir o início dos jogos. Tudo iria depender da curva da pandemia.
Na terça-feira, o Rio teve 1.402 novos casos de coronavírus, com 225 mortes. De quarta para quinta-feira, houve aumento de 1.8% no total de casos confirmados e 3.1% no total de mortes. A taxa de letalidade no estado é de 9.72%.
CBF veta empréstimo a clube com cota de TV antecipada e gera insatisfação.
Uol

A CBF anunciou uma linha de empréstimo emergencial de R$ 100 milhões para clubes das Séries A e B por conta da crise do coronavírus. Mas, nas condições impostas, uma boa parte das agremiação não poderá acessar o dinheiro que só estará disponível para clubes que não tenham cotas do Brasileiro antecipadas com a Globo.
Sem dinheiro, dirigentes estão insatisfeitos e tentam uma mudança nos critérios para os empréstimos colocados pela CBF. Há conversas em andamento para tentar modificar essas condições iniciais.
O anúncio do pacote de ajuda da confederação foi feito na segunda-feira. Em nota, a entidade informou que os recursos seriam disponibilizados para os times a juros zero “tendo como garantia os valores a receber pelos clubes referentes aos contratos de direitos de transmissão das competições que disputam e prêmios por desempenho nesses campeonatos”.
O presidente da CBF, Rogério Caboclo, ligou para todos os presidentes de clubes da Série A para falar sobre a linha de crédito. E informou que o dinheiro seria emprestado de acordo com o peso de cada clube dentro do contrato do Brasileiro. As cotas da Globo para o Nacional que são usadas como garantias.
Só que, em seguida, os clubes começaram a receber informações detalhadas sobre as condições do empréstimo. Quem tinha cota antecipada de televisão do Nacional poderia pegar recurso só do seu montante que tivesse liberado. Se tivesse tudo antecipado do ano, não teria direito a nada.
Já clubes que têm contrato com a Turner, então, teriam direito a uma fatia menor já que a empresa não participou desta operação de garantia.
Diante dessas circunstâncias, dirigentes avaliam que boa parte da Série A não poderá ter acesso aos recursos de empréstimos. Entre os clubes com cotas de TV antecipadas, estão Vasco, Botafogo, Fluminense, Atlético-MG, Santos, Corinthians e São Paulo.
Houve então uma insatisfação de alguns dirigentes com a CBF que consideraram a linha de crédito uma operação enganadora já que não chega aos clubes em pior situação financeira. Uma das partes envolvidas no resgate da confederação avalia que ainda há possibilidade de mudanças nas condições.
Procurada pelo blog, a CBF não comenta o assunto. Em sua nota inicial, a confederação tinha informado que as cotas seriam garantias aos empréstimos.
CBF libera terceira parcela de apoio aos árbitros
MSN

A CBF começou a liberar a terceira parcela de auxílio financeiro aos árbitros e assistentes que pertencem ao quadro nacional, em função da paralisação do futebol no Brasil por conta da pandemia da COVID-19. Eles passam a receber mais uma taxa de jogo, calculada a partir da maior taxa paga para a categoria correspondente, num desembolso total de R$ 900 mil por parte da entidade.
Além de liberar um novo apoio, a CBF transformou as três parcelas pagas como antecipação em doação, não estando elas mais vinculadas ao reembolso dos valores em escalas futuras. Ao longo dos últimos três meses, foram repassadas R$ 2,7 milhões aos 479 integrantes aptos do quadro nacional de arbitragem.
– Essas medidas são mais uma demonstração do respeito que a CBF tem pela competência e dedicação dos árbitros brasileiros. Apesar da paralisação das competições, eles têm trabalhado muito em atividades de atualização e aperfeiçoamento e tenho certeza que estarão prontos a atuar quando o futebol voltar – destaca Rogério Caboclo.
Ao longo das últimas semanas, por meio de aulas de vídeo, foram abordados lances de jogo, aspectos do VAR e as novas mudanças nas regras anunciadas pela IFAB. Além das questões teóricas, atendimento psicológico, em sessões individuais e coletivas, e instruções para manutenção do condicionamento físico foram disponibilizados aos integrantes da arbitragem.
Fifa ainda não desistiu de Mundial de Clubes em dezembro, mas já tem plano B
MSN

O plano da Fifa para um Mundial de Clubes de 24 participantes na China no verão europeu de 2021 foi arquivado quando a pandemia do coronavírus adiou a Eurocopa e a Copa América de 2020 em um ano. Porém, a entidade que rege o futebol ainda está buscando manter a edição deste ano do torneio em dezembro, se a situação da COVID-19 permitir, conforme fontes disseram à ESPN.
Isso coloca alguma pressão nas confederações para finalizar seus torneios continentais, antes da competição no Catar em dezembro, que poderia ser jogada sem torcedores, caso necessário.
Fazer isso será mais fácil para algumas confederações do que outras. A Uefa (17 partidas por jogar, a Concacaf (11 partidas restantes), Oceania (sete) e África (cinco) têm caminhos menos complicados para completarem seus torneios. O mesmo não vale para Ásia e América do Sul, no entanto.
Na Champions League asiática, a fase de grupos precisaria ser finalizada antes de embarcar para os 32 jogos do estágio de mata-mata, ao menos se o formato existente for aderido. Uma opção em discussão na Ásia é jogar todas as partidas restantes no Catar, embora nenhuma decisão tenha sido finalizada.
Por fim, tem a Conmebol. Concluir a Copa Libertadores, que ainda estava na fase de grupos quando suspensa, e coroar o campeão da América do Sul é um dos obstáculos mais significativos ao Mundial de Clubes para dezembro, especialmente levando em conta a situação da COVID-19 no Brasil, no Chile e no Peru.
Se a o Mundial da Fifa não puder ir adiante em dezembro, uma alternativa a ser lançada é ter uma edição no inverno em 2021, com os campeões de 2020 e 2021 de cada confederação sendo os representantes em uma edição mais abundante. A prioridade, no entanto, é que as confederações tenham seus campeões e estes se encontrem no Catar neste ano.
Agenda do futebol no final de semana volta ficar cheia com retorno do Espanhol
Ogol

Há vida (e muito futebol) após o fim da quarentena. Enquanto no Brasil a bola não volta a rolar, na Europa o torcedor já pode aproveitar – de casa – um final de semana cheio de jogos da Bundesliga, é claro, mas também do Campeonato Espanhol e em outros cantos mais.
Antes de falar do final de semana, porém, é preciso abrir com a grande novidade que é o retorno do futebol italiano. Hoje, às 16 horas, Juventus e Milan se enfrentam em jogo válido pela semifinal da Copa da Itália. No sábado tem Napoli x Inter, no outro jogo da semifinal, às 16h. O Campeonato Italiano, de fato, volta no próximo sábado, dia 20.
Onde o campeonato nacional já voltou é na Espanha, que teve na quinta-feira o clássico Andaluz entre Sevilla e Betis. Ficou guardado para sábado e domingo, porém, os jogos de Barcelona, Real Madrid e Atlético.
O Barça, líder com 58 pontos, visita o Mallorca, no sábado, às 17 horas. No último jogo antes da paralisação do futebol no país, o clube saiu vitorioso contra a Real Sociedad, resultado esse que ajudou justamente a roubar a primeira posição do então líder Real.
Os Merengues, por sua vez, tentam se recuperar da derrota sofrida contra o Bétis, no início de março, para se manterem colados nos arquirrivais. O jogo do Real é em casa, no domingo, às 14:30, contra o Eibar.
Outro jogo que promete em La Liga é entre Athetic e Atlético. Ambas equipes estão em baixa no campeonato nacional, os bascos na 10ª posição e os madrilenhos fora da zona de classificação para a Liga dos Campeões. O jogo também é no domingo, às 9 horas.
A abstinência de futebol foi tão grande nas últimas semanas que você pode não querer perder um minuto sequer de futebol. Então, calma. Tem muito mais jogos neste final de semana.
O Campeonato Grego, por exemplo, voltou nesta semana e tem rodada com jogos entre Panathinaikos e PAOK, no sábado, e Olympiacos e Aris, no domingo. Confira a tabela.
Na Coréia do Sul, não abandonemos quem manteve o futebol vivo quando poucos o fizeram, tem seis jogos no final de semana. Destaque para o líder Jeonbuk Motors contra o Incheon, no sábado pela manhã. O Ulsan Hyundai, do artilheiro Júnior Negão, joga na madrugada de sábado, contra o Seongnam.
Por fim, a dica final fica para conferir a constelação brasileira do Shakhtar Donetsk no domingo, às 11 horas, contra o Kolos Kovalivka. O time dos artilheiros Marlos e Júnior Moraes (naturalizados ucranianos), conta ainda com outros 11 brasileiros e pode abrir mais vantagem na liderança por lá.
Bom final de semana, e bons jogos!
Fifa avalia cancelar calendário de seleções e Brasil pode não atuar em 2020
Uol

A cúpula da Fifa quebra a cabeça sobre o que fazer com as três datas-Fifa que restam em 2020 — aquele período reservado para amistosos e jogos de Eliminatórias das seleções. Há quem acredite que todas podem ser canceladas.
São três, segundo o calendário da entidade: entre 31 de agosto e 8 de setembro, entre 5 e 13 de outubro e entre 9 e 17 de novembro. A primeira tem 99% de chance de ser cancelada, as outras duas ainda dependem do avanço das contaminações e mortes pelo novo coronavírus mundo afora e do ajuste às agendas de torneios nacionais e continentais na Europa. Muitos começarão a próxima temporada mais tarde, o que inviabilizaria partidas entre seleções.
A CBF acompanha atentamente as negociações da Fifa. Dentro da entidade, apurou o blog, há o diagnóstico de que é provável que a seleção brasileira não jogue em 2020. Haveria dificuldade de deslocamento dos atletas que atuam na Europa para realizar partidas na América do Sul este ano e isso impossibilitaria o início das Eliminatórias do continente para a Copa de 2022, no Qatar, que deveria ter sido em março, mas foi adiado pela Covid-19. O Brasil de Tite não jogou em 2020 — a última partida foi em novembro de 2019, amistoso contra a Coreia do Sul em Abu Dhabi (vitória por 3 a 0).
A Fifa avalia algumas opções para suas datas-Fifa em 2020: – liberar jogos em regiões com a doença mais controlada. Mas isso apenas para amistosos, já que seria ruim alguns países jogarem eliminatórias e outros não.
– realizar datas-Fifa em períodos pouco usuais, como dezembro e janeiro. Isso dependeria da situação dos campeonatos nacionais, bastante afetados pelo novo coronavírus. No Brasil e na América do Sul, por exemplo, é possível que campeonatos como Brasileiro e Libertadores sejam estendidos para o último mês de 2020 ou até 2021.
Há continentes que poderão realizar jogos internacionais antes de outros e isso preocupa a Fifa por causa das Eliminatórias. A Conmebol, por enquanto, não pensa em mudar seu formato de classificação por pontos corridos entre as dez seleções, o que demanda 18 rodadas, ou nove datas-Fifa.
Caso as três datas-Fifa de 2020 sejam de fato canceladas, restariam somente oito janelas até a Copa do Mundo de 2022, que por causa do calor no Oriente Médio será disputada entre novembro e dezembro. E duas delas depois de abril de 2022, período previsto para o sorteio dos grupos, quando os 32 participantes já têm que estar definidos Tudo muito apertado, portanto.








