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Pela primeira vez em 60 anos, o país vencedor de cinco edições da Copa do Mundo pode emplacar seis (ou mesmo cinco) representantes nas quartas de final da competição continental, o que na prática significa ter seis dos oito melhores times da América do Sul na atualidade.

Na semana passada, quando foram disputados sete dos oito confrontos de ida da primeira rodada dos mata-matas decisivos, nenhuma equipe nacional foi derrotada. Por isso, todas elas têm condições reais de avançarem à próxima fase.

Duas delas, aliás, já estão com as mãos nas vagas. Palmeiras e Grêmio venceram Delfín (EQU) e Guarani (PAR), respectivamente, por dois gols de diferença, fora de casa, e agora podem até perder por um gol dentro dos seus domínios que continuarão na busca pelo troféu mais desejado do continente.

O Santos também venceu no exterior, mas sua situação é um pouco menos segura. Como desbancou a LDU (EQU) por 2 a 1, tem a vantagem do empate (ou derrota por 1 a 0) no jogo de hoje, um dos que abrem as oitavas de final.

O atual campeão, Flamengo, que buscou o 1 a 1 com o Racing na Argentina, é outro que se classifica com um empate, mas desde que sem gols. Qualquer vitória também mantém os rubro-negros na busca pelo bi consecutivo da América.

Dentre os brasileiros que já foram a campo nas oitavas, o único em situação um pouco mais delicada é o Athletico-PR. Após empatar em Curitiba por 1 a 1 com o River Plate, um dos times mais poderosos do continente, terá de derrotar os argentinos em Buenos Aires ou pelo menos conseguir um empate com mais gols do que na primeira partida.

O sexto clube brasileiro na fase final da Libertadores, o Internacional, teve seu jogo da semana passada contra o Boca Juniors adiado em virtude da morte de Diego Maradona. As duas equipes duelam pela classificação nesta quarta-feira e no dia 9.

O recorde de presença de brasileiros nas quartas de final é de quatro times. Em 2009, 2010, 2012 e no ano passado, o país emplacou metade dos últimos oito times vivos na disputa.