Flamengo: Elenco e Rogério Ceni firmam pacto pela conquista do Campeonato Brasileiro após queda na Libertadores
ESPN

A eliminação para o Racing de forma precoce na Conmebol Libertadores incomodou o Flamengo não apenas pelo resultado. Mas pela maneira. Ainda no vestiário, a incredulidade preenchia o vazio na queda tão cedo na competição sul-americana. A semana de treinamentos com Rogério Ceni anterior ao confronto foi considerada proveitosa, e o desempenho poderia ter resultado numa vantagem maior no primeiro tempo. Ainda na dor da eliminação, elenco e treinador se aproximaram e fecharam um pacto: vencer o Campeonato Brasileiro.
Uma forma de entregar um mínimo resultado aguardado pela torcida e ainda ajudar Rogério Ceni e suas ideias a vingar no primeiro pelotão do futebol nacional. Há sincronia no pensamento e simpatia mútua nesse primeiro mês do treinador no Ninho do Urubu. Justamente por isso a queda deixou feridas.
O movimento foi capitaneado pelos líderes do elenco, como Diego Alves, Rodrigo Caio, Filipe Luís, Diego e Éverton Ribeiro. A expectativa era avançar diante do Racing e consolidar o resgate do Flamengo, à la Jorge Jesus. Mas ocorreu um balde de água fria.
No período de três meses de Domènec Torrent não houve boicote, mas tampouco entendimento de ideias. Acostumados com intensidade alta nas atividades e detalhes minuciosos dos adversários, o elenco sentiu demais a diferença para os métodos do catalão em relação ao português. Com Rogério, a percepção é de que os pontos divergentes reduziram sensivelmente.
Obcecado pelo trabalho, o treinador varou madrugadas a dentro do Ninho do Urubu. A proposta de fazer um time novamente avassalador, com domínio no campo adversário, sufocando o rival, agrada a quem tem na memória as exibições, coletivas e individuais, em 2019.
A eliminação na Libertadores deixou, sim, feridas abertas. Mas o Flamengo sabe que apenas a taça do Brasileiro gera a cicatrização. O pacto está feito no Ninho do Urubu.









