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O calendário do futebol brasileiro tem um aperto para marcação de jogos do Brasileiro por conta do coronavírus. Um eventual classificação do Palmeiras à final da Libertadores obrigará a confederação a fazer uma revolução na atual tabela e achar lugar para três partidas do time na Série A. A ideia da CBF é ir ajustando conforma os problemas aparecem e um remanejando constante de partidas.

Pois bem, a passagem do Palmeiras à semifinal, diante do River Plate, já provocou a primeira questão que é coincidência de uma data com o clássico com o Corinthians. A partida com o maior rival está marcada para a quarta-feira, dia 6 de janeiro, e a semi será na terça-feira. A CBF ainda não tomou uma decisão, mas sabe que vai ter que mudar o dia.

Mas o problema aumenta caso o time alviverde avance na competição. A final está marcada para o dia 30 de janeiro, um sábado, em final de semana em que há rodada do Brasileiro. O Palmeiras enfermaria o Botafogo.

Além disso, a CBF marcou um jogo do time alviverde contra o Vasco, na quarta-feira, dia 27 de janeiro. Essa partida é fruto de uma trapalhada da confederação: decidiu abrir datas para finais do Estaduais, entre eles o Paulista, então trata-se de uma partida da primeira rodada..

A questão é que o regulamento da Libertadores prevê que os times finalistas têm que estar na cidade-sede da decisão, o Rio de Janeiro, na quarta-feira, às 20 horas. O jogo diante do Vasco está marcado para as 21h30, no Allianz Parque, em São Paulo. Essa obrigação é porque as equipes que decidem a competição têm que participar de eventos comerciais para promoção da decisão que é um evento único. Na Europa, não há outros jogos na semana da final da Champions.

A CBF sabe do problema e decidiu marcar o jogo do Vasco mesmo assim à espera do que ocorrerá na campanha palmeirense. Se o time passar à final, terá de renegociar a data da partida. A princípio, a Conmebol aceitaria se o jogo fosse para terça-feira. Isso obrigaria o Palmeiras a uma maratona de jogos com pouco intervalo antes da decisão da Libertadores, tipo sábado ou terça.

Até agora, a CBF só usou o intervalo de menos de 66 horas, aprovado para o período de pandemia, para um clube, o Flamengo. Nos outros, está esperando que encerrem suas participações para ajeitar jogos. No caso palmeirense, classificado às semis da Copa do Brasil e Libertadores, o caso está bem complicado.