Flamengo prevê estádio cheio em abril e renda de R$ 100 mi, oposição debate.
Uol

Em seu orçamento para 2021, o Flamengo previu a volta do público em um Maracanã cheio já em abril apesar da pandemia do coronavírus. Assim, estima uma receita de R$ 170 milhões com estádio, sendo R$ 100 milhões com bilheteria e outros R$ 70 milhões com sócio-torcedor. A oposição no clube questiona os números por entender que são muito otimistas.
O orçamento foi aprovado no Conselho de Administração do Flamengo nesta terça-feira. Sua retese total prevista é de R$ 930 milhões, um patamar similar ao obtido no ano de 2019.
Para isso, o Flamengo estimou o retorno dessas receitas de estádio com força similar a do ano passado. A tese da diretoria rubro-negra é de que até abril já deve haver vacinação ou um controle maior da pandemia de coronavirus. Assim, é possível prever o Maracanæa com capacidade completa para o início do próximo Brasileiro.
Em reunião no Conselho, o grupo composto pelo SoFla questionou essa premissa dos dirigentes rubro-negros. Para esse grupo, que apoiou o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello, não há um cenário da pandemia de coronavírus em que se possa vislumbrar o retorno de estádio cheio já neste período. Além disso, colocam em dúvida se o clube manterá R$ 70 milhões em sócio-torcedor que é o número de 2020 quando havia o empurrão dos títulos do ano anterior.
A diretoria rubro-negra, no entanto, argumenta que basta fazer um ajuste posterior se não for possível haver público em abril. O Flamengo estimava que poderia haver público no final de 2020 o que não ocorreu.
Além disso, o clube rubro-negro prevê novamente chegar às semifinais da Copa do Brasil e Libertadores, mesmos objetivos 2020 que não foram alcançadas. Neste caso, a diretoria do Flamengo coloca as metas para deixar claro ao mercado e jogadores o patamar do clube. Neste ponto, não houve questionamento da oposição que concorda com a posição.
A situação financeira do Flamengo, apesar da pandemia, é estável. Se o clube não atingir as metas previstas, terá de fazer ajustes e alongar dívidas, e negociar atletas. Mas não há dívidas de curto prazo que inviabilizem o clube que, além disso, tem crédito na praça. Essa opinião é compartilhada tanto por situação quanto por oposição.









