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Existe um consenso entre pessoas que trabalham com futebol sobre 2020 ter sido um ano de mudanças no hábito de consumo dos torcedores no Brasil. O ponto mais levantado é como a distribuição de conteúdo se diversificou, já que ao longo dos campeonatos uma pergunta virou regra: “onde o jogo vai passar?”

A proliferação de canais e plataformas foi acompanhada de outras novidades que aceleraram a mudança do perfil do próprio torcedor — cada vez mais conectado e presente nas mídias sociais (e, se for jovem, mais longe da TV). Ele está propenso a encontrar novas formas de entretenimento e busca afinidade com seu time ou ídolo além do campo.

Um estudo bancado por clubes europeus, que também pesquisou o mercado brasileiro, mostrou quem é o fã de futebol do futuro. E o time que não estiver preocupado vai sofrer no bolso, dizem especialistas ouvidos pelo UOL Esporte.

Enquanto os clubes brasileiros oferecem ao público produtos licenciados caros e dificultam o acesso às plataformas de transmissão de seus jogos, o torcedor se distancia. Ele prefere memes e melhores momentos a jogos inteiros, segue mais seus ídolos do que os clubes, quer mais bastidores e experiências únicas e foge de quem se omite na discussão de pautas sociais.

É impossível saber onde esse movimento vai chegar. Mas hoje é um novo dia de um novo tempo que começou.