Terra

O teste com presença de público no Maracanã na final da Libertadores, no sábado (30), entre Palmeiras e Santos, não foi aprovado pelo menos para alguns dirigentes da CBF, que, segundo o Terra apurou, constataram ser praticamente impossível conter a torcida em momentos mais tensos de um jogo, ou na hora dos gols. Pequena área da arquibancada do Maracanã foi ocupada por convidados da Confederação Sul-Americana de Futebol.

Além disso, havia cerca de 150 torcedores de cada time. Mesmo com número tão inexpressivo, a disposição de mantê-los a uma distância mínima, com assentos vazios entre um e outro, só funcionou até certa parte do jogo.

As aglomerações tornaram-se inevitáveis com o passar do tempo e a proximidade do fim da decisão da Libertadores. Antes mesmo do gol do título do Palmeiras, marcado por Breno Lopes, o distanciamento social já tinha ido para o espaço e torcedores se abraçavam, rezavam e gritavam juntos, cada grupo incentivando sua equipe.

O uso correto das máscaras faciais também ficou de lado. Muita gente deixava o nariz de fora e arriava a peça para empurrar seu time com cânticos. Não houve interferência da segurança para que o protocolo fosse cumprido.