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A vitória por 2 a 0 sobre o arquirrival Vasco e a distância de dois pontos para o Internacional, líder do Brasileirão, ativaram o modo “deixou chegar”, frase característica do torcedor do Flamengo para ilustrar a força rubro-negra na hora da decisão.

Essa onda de otimismo já vinha crescendo desde o triunfo por 2 a 0 contra o Palmeiras, mas atingiu um nível mais alto depois do clássico, agora a apenas quatro rodadas para o fim do campeonato nacional. E a alegria de jogadores, dirigentes e torcedores se explica: a partir de agora, o Fla depende apenas de si para levantar o caneco e o rendimento sólido das últimas partidas anima.

Sempre comedido, o técnico Rogério Ceni deixou a euforia dentro do vestiário do Maracanã. Mas tratou de empurrar a pressão para o Beira-Rio, cujo clube teve uma sequência de nove vitórias encerrada em empate com o Athletico-PR, em Curitiba. Lembrando que o time gaúcho não ganha o Brasileirão desde 1979.

“O Inter ganhou coisas importantes, duas Libertadores, o Mundial, títulos até maiores que o Campeonato Brasileiro. Continuam favoritos na competição, mas hoje a gente dorme feliz porque a gente voltou a depender só da gente. Manter a cabeça no lugar é relativamente fácil, os jogadores são profissionais. Esses caras já viveram tudo, sabem quão importante é ser campeão. Eles querem, todos nós queremos brigar”, disse ele.

Com o futebol em alta e a matemática a favor, o Flamengo tem a faca e o queijo na mão para deixar a batata quente no colo do Inter. No domingo (7), a equipe encara o Red Bull Bragantino, às 20h30, no Nabi Abi Chedid, e assume a ponta se vencer. Como o Colorado folga no fim de semana, os atuais campeões seriam líderes pela primeira vez nesta edição do Nacional e testariam ainda mais a força dos gaúchos.