Piora na pandemia ameaça jogos da seleção nas eliminatórias
Uol

Em novo comunicado, a Fifa determinou que clubes não são obrigados a liberar jogadores para seleções se eles forem afetados por restrições de viagens por conta do coronavírus. Essa realidade ameaça os jogos da seleção brasileira pelas eliminatórias em março porque há países onde jogam atletas nacionais envolvidos. A CBF monitora a situação dos países e espera um desenvolvimento do quadro.
As eliminatórias da Copa estavam ameaçadas no ano passado, mas a Fifa fez um esforço com os países para liberar os atletas. Com isso, ocorreram as primeiras rodadas.
Só que houve um recrudescimento da pandemia de coronavírus na Europa com aumento de restrições entre os países. A Alemanha, por exemplo, proibiu o Liverpool de jogar a Champions League no país contra o Red Bull Leipzig, agora em janeiro.
Nesta sexta, a Fifa renovou suas determinações sobre liberações de jogadores com exceções para a pandemia. Um clube não é obrigado a liberar um jogador se tiver uma previsão de quarentena de cinco dias no país desse time ou no local do jogo. A agremiação também se torna isenta de liberar se houver restrição de viagem para o país-sede do jogo..
O Brasil tem um jogo marcado para 25 de março, na Colômbia, e outro, em seguida, diante da Argentina, no país. A CBF monitora a situação de todos os países onde há atletas: a Itália, a Inglaterra e a Alemanha têm restrições pesadas e, hoje, não seria possível contar com os atletas. Há abertura para convocações de atletas de Espanha e França.
A confederação ainda vai esperar para saber como vai agir a Fifa. A cúpula da entidade, por sinal, está no Qatar, onde terá encontros com o presidente da federação, Gianni Infantino. Há um temor entre dirigentes da CBF de que a situação atual torne inviável convocações de determinados países.
Mais do que isso, a Colômbia também tem restrições de viagens neste momento. E, sem os atletas de fora, o técnico Tite poderia ser obrigado a chamar mais jogadores do Brasil, provocando problemas com os clubes. Todo o cenário é complexo e há cerca de um mês para ser resolvido já que a convocação teria de acontecer 15 dias antes, por volta de 10 de março.









