Flamengo insiste por Filipe Luís, mas já estuda três nomes; entenda o cenário
Revista Placar

O Flamengo ainda vive dias de indefinição nos últimos dias do ano. Embora a prioridade absoluta da diretoria do clube seja pela permanência do técnico Filipe Luís, que tem contrato até 31 de dezembro, diante do impasse, o Rubro-Negro já colocou três nomes “na mesa” como alternativas imediatas para assumir o comando técnico em 2026. A informação foi divulgada pelo site ge.
Caso o “plano A” não se concretize, os técnicos portugueses Artur Jorge e Leonardo Jardim, além do ítalo-brasileiro Thiago Motta surgem como os mais cotados.
A negociação com o atual treinador, campeão de cinco títulos desde que assumiu o cargo no time profissional, travou devido a divergências nos valores salariais para a sua comissão técnica.
O treinador até aceitou uma oferta abaixo do que pedia inicialmente e compôs o acordo com bonificações por metas, além de uma multa rescisória acessível ao mercado – valores que o colocariam ainda aquém financeiramente do custo de nomes como Abel Ferreira, do Palmeiras, e Tite, do Cruzeiro.
Jardim e Motta estão livres no mercado, o que facilitaria uma negociação, enquanto Artur Jorge, que comandou o Botafogo no ano histórico de 2024, com as conquistas do Brasileirão e da Libertadores, tem contrato até junho de 2027 com o Al-Rayyan, do Catar.
Enquanto a diretoria negocia, o vestiário rubro-negro já tomou partido. Após o Jogo das Estrelas, evento beneficente comandado por Zico, no Maracanã, o zagueiro Léo Ortiz e o volante Jorginho manifestaram apoio pela permanência do treinador.
“Torço para que ele fique, pelo ano que ele fez desde que ele chegou. Mas, desde o início, sempre foi um grande trabalho, é um cara que acreditou no meu trabalho, que põe um jogo que encanta e que a torcida do Flamengo gosta muito, que combina muito com o estilo do clube. Então, a gente espera que ele continue, mas acho que essas negociações passam muito por ele e pela direção, e a única coisa que a gente pode torcer é para que ele continue”, disse o zagueiro Léo Ortiz.
“Acredito eu que com a possível permanência dele, é um trabalho que já tem… É um trabalho de um ano juntos, um ano e alguma coisa, então, se chega alguém novo, é tudo diferente. Você tem que entrar na dinâmica nova de um treinador, despedir do treinador. Então é algo que é novo. Você não pode garantir que vai ser assim, você não sabe, é um ponto de interrogação. Então, acredito que a diferença é essa”, completou Jorginho.
Filipe Luís já declarou que o futuro “não depende só dele”, mencionando o desgaste de uma temporada de 76 jogos e a necessidade de um projeto sólido para 2026, ano em que o Flamengo buscará manter a hegemonia continental.
Para a torcida, resta o aguardo para saber se o treinador seguirá escrevendo sua história no Maracanã ou se um novo ciclo estrangeiro se iniciará na Gávea.










