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Sem contrato, jogadoras do Vitória ficam à mercê do descaso de dirigentes
Uol

Não é de hoje que o Vitória demonstra seu descaso com o futebol feminino. Desde que Paulo Carneiro assumiu a presidência criticando abertamente o investimento feito na modalidade, o clube desmontou a equipe profissional que garantiu o acesso à primeira divisão do Brasileiro feminino e manteve um time amador apenas para cumprir a obrigatoriedade da Conmebol e CBF.
Mesmo sem ter um orçamento relevante destinado ao futebol feminino, o presidente segue “atacando” a equipe das mulheres como um “empecilho” na sua gestão em meio a tantos problemas acumulados, segundo ele, pelas administrações que o antecederam. E, nesta segunda-feira, em entrevista à Rádio Sociedade, Carneiro mais uma vez demonstrou seu desrespeito ao time feminino..
“O Vitória tem um problema muito mais grave do que esse, que é conseguir equacionar esse saco de problemas que nós herdamos e que ainda tenho que ouvir gente preocupada com o futebol feminino. Você vai dizer ‘Paulo, você não se preocupa com o futebol feminino?’. Sim, eu me preocupo com as prioridades do clube. O clube tem prioridades monstruosas, criminosas para absorver e as pessoas estão preocupadas com o que é que o Vitória fez com os R$ 120 mil do futebol feminino”, afirmou.
De acordo com o presidente, o dinheiro destinado pela CBF aos clubes da primeira e segunda divisão do futebol feminino para manter os salários das jogadoras durante a pandemia foi dado ao clube, e é o clube que vai determinar o que será feito com ele. “Eu quero dizer que os R$ 120 mil foram dados ao Vitória, sabe? O presidente do Vitória faz do dinheiro o que ele quiser e assume suas responsabilidades pelos seus atos perante o Conselho Fiscal, está aí o balanço publicado. Nós sabemos o que é melhor para o Vitória.”.
O presidente do Vitória, infelizmente, não está totalmente “errado”. O dinheiro da CBF foi dado aos clubes sem exigência de nenhuma contrapartida e sem a especificação no recibo de que a verba teria que ser usada para o futebol feminino. Por não ter criado um mecanismo de fiscalização que garantisse que o dinheiro chegaria às atletas, a confederação não tem como penalizar as equipes por não fazerem isso. O que a CBF tem feito é denunciar os casos no comitê de ética – o que já foi feito após a declaração de Paulo Carneiro.
Segundo apurou a reportagem, houve um contato do clube com as jogadoras para pegar as informações de contas bancárias delas e fazer o pagamento da verba destinada pela CBF. No entanto, nenhum valor foi pago até agora.
Entre desejo e prudência, a dúvida sobre a volta dos torcedores aos estádios continua
Isto É

A ideia de permitir que os espectadores retornem aos estádios de futebol já está instalada nos grandes campeonatos europeus para tentar virar a página o mais rápido possível da triste situação atual, com os portões fechados. Mas a prudência deverá comandar a luta contra o coronavírus.
“Sonho em poder ver as pessoas nos estádios, mais do que esses tristes torcedores de papelão. Mas temos responsabilidades e devemos ser o mais cautelosos possível”, resumiu recentemente Carlo Sibilia, secretário de Estado do Interior da Itália.
Na Itália, assim como na Alemanha e na Espanha, o futebol recomeçou em estádios vazios, com algumas equipes tentando compensar a ausência de torcedores com avatares de papelão, mensagens de apoio ou cantos pré-gravados.
Esses artifícios têm gerado “um forte sentimento de rejeição” na Alemanha, diz Ronan Evain, diretor-geral da rede Football Supporters Europe (FSE), com sede em Hamburgo.
“Se é necessário jogar com portões fechados, o fazemos, mas não vamos colocar um remendo para esquecer que estamos em uma crise sanitária”, acrescentou.
As arquibancadas já foram abertas para torcedores na Sérvia, atraindo multidões, e na Nova Zelândia, país que registrou apenas 22 mortos pela pandemia e que neste fim de semana encheu seus estádios com até 43.000 pessoas (Auckland) para acompanhar as partidas de rugby.
Mas na Europa os grandes campeonatos se mostram prudentes e pacientes.
Em um email enviado aos clubes e divulgado pela revista Kicker, a Liga Alemã (DFL) prevê que os espectadores deverão retornar já na próxima temporada.
Mas “autorizar o retorno passo a passo dos espectadores” já está em discussão, disse o diretor Christian Seifert, pedindo aos clubes “que não citem publicamente nenhum número ou data sem que haja certezas”.
– Diferença entre regiões –
Na Espanha, onde o campeonato recomeçou há alguns dias, a Liga e alguns clubes – como Las Palmas (2ª divisão) e Celta (1ª), de duas regiões pouco afetadas pelo vírus – pressionaram pelo retorno do público antes do final de junho.
“Após dez ou quinze dias de competição, nos sentaremos com o governo para solicitar que o público possa voltar aos estádios”, disse o presidente da Liga, Javier Tebas, no dia da retomada.
Será “um sinal de retorno a essa ‘normalidade anormal’”, acrescentou.
Por enquanto, as autoridades manterão os portões fechados até que todas as regiões da Espanha estejam no mesmo nível de desconfinamento. “As condições de jogo devem ser as mesmas em todos os estádios”, disse o ministro da Saúde, Salvador Illa.
Na Itália, outro dos países mais afetados pela pandemia, o que se ouve é um pouco diferente.
“Em regiões onde o número de casos novos é zero há vários dias, podemos começar a refletir sobre uma reabertura progressiva dos estádios com um número limitado de espectadores”, disse Walter Ricciardi, conselheiro do governo e ex-presidente do Instituto Superior da Saúde.
Com o futebol retomado desde a última sexta-feira, com as semifinais da Copa da Itália, não está prevista a presença do público nas arquibancadas antes de “agosto ou início de setembro”, acrescentou Sibilia.
“Imagine 10.000 pessoas que precisam passar pelas entradas do Estádio San Paolo (Napoli), seria um pouco complicado. Isso não significa que não falemos sobre isso, mas é necessária a segurança absoluta”, continuou o Secretário de Estado do Interior, ciente de que “o futebol vale menos sem torcedores e paixão”.
Fifa discute dia 25 mudar calendário de seleções e adiar Mundial de Clubes
Uol

A cúpula da Fifa vai discutir no dia 25 de junho o calendário do futebol e pode, por exemplo, anunciar o cancelamento de suas datas-Fifa em 2020 e o adiamento do Mundial de Clubes, marcado para dezembro no Qatar.
O Conselho se reúne virtualmente daqui a dez dias, em sua primeira reunião do ano — a primeira, marcada para março em Assunção, foi cancelada por causa da pandemia do novo coronavírus. O encontro será importante porque também debaterá as contas da entidade, números que serão revelados em setembro durante o Congresso virtual, e também será escolhida a sede da Copa do Mundo feminina de 2023 — o Brasil desistiu na semana passada dessa disputa.
A Fifa avalia cancelar as datas-Fifa, aquele período em que há jogos entre seleções, do restante do ano. São três, uma entre agosto e setembro, outra em outubro e a última em novembro. Isso faria com que a seleção brasileira não entrasse em campo em 2020, já que as data-Fifas de março, que marcaria o início das Eliminatórias da América do Sul para a Copa de 2022 no Qatar, e de junho já foram canceladas.
Como debaterá calendário, há expectativa entre membros do Conselho de que a secretaria-geral coloque em pauta o Mundial de Clubes de dezembro. Como mostramos em abril, a incerteza de que campeonatos como a Libertadores terminarão até novembro faz a Fifa estuda adiar para dezembro de 2021 o torneio ainda com sete participantes marcado para dezembro no Qatar. As confederações pediram para a Fifa não adiar a competição, ou esperar ao máximo para fazer isso, mas o tempo está encurtando e é preciso dar resposta aos patrocinadores.
A ideia da Fifa é apresentar o calendário modificado até 2024, com novas datas-Fifa e períodos dos torneios adiados. Por enquanto, a ideia é não alterar nada da Copa do Mundo do Qatar, marcada de 21 de novembro a 18 de dezembro de 2022. Também não há planos de modificar o mês marcado para sorteio dos grupos da Copa, agendado para abril de 2022
Uefa define sede da reta final da Liga dos Campeões com jogos únicos em agosto, diz TV
Uol

Mais um importante veículo europeu crava Lisboa como sede da reta final da Liga dos Campeões. Nesta segunda-feira, 15, a Sky Sport Italia afirmou que a capital portuguesa foi escolhida pela Uefa para receber o restante da competição, com jogos únicos e sem público das quartas de final até a grande decisão. De acordo com a emissora italiana, o anúncio será feito na próxima quarta-feira, após a reunião agendada do Comitê Executivo da Uefa.
Os jogos que faltam deverão ser realizados no estádio da Luz, casa do Benfica. O estádio José Alvalade, do Sporting, também é cotado para ser palco de alguns dos confrontos decisivos. De acordo com a Sky Sport, Lisboa vai receber a reta final da competição num intervalo de 12 dias no mês de agosto.
A emissora indica que: as quartas de final serão disputadas nos dias 12, 13, 14 e 15; as semifinais serão decididas nos dias 18 e 19; e a grande final será disputada no dia 23 de agosto. Todos os jogos com portões fechados.
A Champions League 2019-20 foi interrompida por conta da pandemia de coronavírus. Ainda restam quatro confrontos de volta das oitavas de final a serem disputados: Manchester City x Real Madrid (ida: 2 a 1 para os ingleses); Bayern x Chelsea (ida: 3 a 0 para os alemães); Juventus x Lyon (ida: 1 a 0 para os franceses); Barcelona x Napoli (ida: 1 a 1). Segundo a Sky Sport, as partidas serão realizadas nas respectivas cidades marcadas antes da paralisação, com portões fechados, nos dias 7 e 8 de agosto.
A emissora afirma que, dessa maneira, a Uefa adia as sedes escolhidas das finais para os ans seguintes. Istambul, que seria palco da decisão da atual temporada, receberá a final da temporada 2020-21, enquanto São Petersburgo receberá a decisão 2021-22.
FBF busca liberação de treinos presenciais para clubes do interior
Bahia Notícias

A Federação Bahiana de Futebol (FBF) vai buscar a liberação dos treinos presenciais para os clubes do interior, que disputam o Campeonato Baiano. Nesta segunda-feira (15), o prefeito ACM Neto (DEM) autorizou a volta aos trabalhos nos centros de treinamentos de Salvador. O presidente da entidade que controla o futebol baiano, Ricardo Lima, revelou que está em contato com as prefeituras para as equipes retomarem suas atividades.
“Nós estamos em contato com prefeituras no interior para a retomada dos treinos presenciais. Salvador já liberou e agora estamos pleiteando a liberação em outras praças esportivas”, afirmou em entrevista ao Bahia Notícias.
De acordo com o Ricardo Lima, o retorno aos treinos presenciais seguiria um rígido protocolo de segurança para garantir a saúde dos atletas e de todos os envolvidos dos departamentos de futebol dos clubes. Além disso, este seria o primeiro passo para uma possível retomada da disputa do Campeonato Baiano, paralisado desde meados de março quando começou a pandemia do coronavírus no Brasil.
“Sobre o Baianão, é um passo de cada vez. Agora são as retomadas dos treinos presenciais. Tudo tem que ser feito com cuidado. Já entramos em contatos com os prefeitos do interior”, disse.
O Baianão foi paralisado após o encerramento da sétima rodada, faltando apenas mais duas jornadas para o término da primeira fase.
Profissionalizar a arbitragem não é apenas possível, mas necessário e urgente
Globo Esportes

Já ouvi dois presidentes da Fifa falarem para os árbitros selecionados para Copa do Mundo: “Vocês são a nossa 33ª seleção!” Ou seja, além das 32 seleções classificadas para o Mundial, havia a seleção de árbitros.
Uma centena de árbitros selecionados nos cinco continentes que se juntavam à “família Fifa”, como os funcionários da Fifa gostam de se referir aos que lá trabalham.
Enquanto estávamos à disposição da Fifa, em competições ou treinamentos, tínhamos o melhor suporte que um árbitro profissional pode ter, do ponto de vista logístico ao técnico. Tudo era mais que perfeito! Para falar a verdade, sempre tive a certeza de que aquilo era passageiro, o que facilitou bastante minha decisão de parar de apitar.
Na CBF, enquanto fui árbitro, sempre nos disseram que era feito o possível pelos árbitros, e hoje tenho a certeza que não era verdade!
A excelente iniciativa de ajudar os árbitros da CBF com doações equivalentes a um jogo é uma demonstração de que não se fazia o possível, mas apenas o conveniente para não comprometer o status quo. Faltou visão às gestões anteriores que parece sobrar à atual. Exatamente a visão de que os árbitros são o 21º time do Brasileirão.
Foram doados em três meses praticamente 3 milhões de reais aos árbitros da CBF, que, como se sabe, não são contratados e só recebem quando apitam. Com a pandemia, a renda zerou!
Remunerar melhor os árbitros (que na final da Copa do Brasil e no Brasileirão ganham apenas 30% do que recebem na fase preliminar da Sul-americana e só 5% do que ganham na final da Libertadores), além de contratar esses árbitros, já não parece mais uma utopia. A legislação trabalhista hoje é mais flexível do que anos atrás, assim com a atual presidência da CBF. Falta flexibilizar as cabeças retrógradas de juristas e burocratas descrentes de que profissionalizar a arbitragem não é apenas possível, mas necessário e urgente.
Prefeitura de Salvador autoriza clubes de futebol a retornarem aos treinos presenciais
Bahia Notícias

A Prefeitura de Salvador autorizou o retorno dos treinos de futebol nos centros de treinamento da capital. A informação foi revelada nesta segunda-feira (15) pelo prefeito ACM Neto (DEM).
A liberação será de forma gradual e com cautela. Nas primeiras etapas só serão permitidos treinos individuais, respeitando o distanciamento e apenas com 50% do elenco. Os treinamentos coletivos estão proibidos. Os vestiários também não poderão ser utilizados, assim como as salas de fisioterapias. O tratamento dos jogadores será feito em ambientes abertos. Antes do retorno, os atletas deverão fazer testes de Covid-19 e serem vacinados da H1N1.
Em Salvador, dois clubes profissionais foram beneficiados com a medida: Vitória e Jacuipense. Já o Bahia, que tem seu CT situado em Camaçari, aguarda o aval da prefeitura local. Porém, a tendência é que o Tricolor tenha suas atividades liberadas.
As atividades presenciais nos CTs estavam suspensas desde março em virtude da pandemia do coronavírus. Ainda não há data para o retorno das competições. Um decreto expedido pelo governo do Estado proíbe partidas de futebol até 21 de junho.
SP tem semana decisiva e expectativa por volta de jogos em meados de julho
Uol

A semana é vista como decisiva para que os clubes do estado de São Paulo saibam quando poderão retornar às atividades. Depois de ter adiada a ideia de voltar com os treinamentos hoje, os times paulistas aguardam já nos próximos dias uma reunião com representantes do governo estadual para ter o aval necessário.
A expectativa é que esse encontro com as autoridades ocorra no decorrer da semana e que o governador João Doria (PSDB) dê a ‘benção’ para as prefeituras liberarem os treinamentos.
Os prefeitos aguardam um posicionamento do governo estadual pois não querem ter que arcar sozinhos com o ônus caso ocorra algum problema — como ter que paralisar novamente o futebol se uma quarentena mais rígida retorne no estado.
Caso o plano de voltar aos treinos nos próximos dias avance, a Federação Paulista de Futebol e os clubes pretendem retomar o Campeonato Paulista em meado de julho, ainda sem uma data definida.
Até o momento, dos 16 times da Série A1 do estadual somente o Red Bull Bragantino havia voltado aos treinos. A equipe obteve, por conta própria, liberação das autoridades municipais para retomar as atividades, gerou um mal-estar e foi ‘freada’ depois de reunião na última quarta-feira (10). Agora, o time de Bragança aguardará o retorno coletivo.
Vale destacar que o protocolo apresentado pelos clubes da capital ao prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), agradou. Ele prevê testagem em massa dos profissionais dos 16 clubes da elite, além de um retorno gradativo. Em um primeiro momento, treinos apenas físicos, com distanciamento entre os atletas e vestiários fechados.
A alternativa é parecida com as medidas adotadas por grandes centros do futebol europeu que já estão na ativa, casos de Espanha e Alemanha. Não deve haver discussão sobre datas para se voltar o campeonato até que se estabilizem os treinamentos.
‘A expressão ‘país do futebol’ é só um slogan publicitário’
Terra

Introduzido no Brasil por uma elite e restrito ao seu núcleo, o futebol ganhou popularidade durante o século XX acompanhando a diferenciação social surgida como consequência da modernização econômica. Nos grandes centros urbanos, trabalhadores, muito deles imigrantes europeus, construíram as suas redes de lealdade em torno da prática do esporte. Os campos e os times se espalhavam pelos bairros e se confundiam com a história dos lugares. O esporte bretão cumpriu inegável papel socializador e seu roteiro foi, muitas vezes, o da ferrovia e das fábricas pelo País.
O problema é que o momento passou. O cenário de oportunidade surgido para durante o século XX, no qual ensaiamos uma nova civilização e o futebol cumpriu importante papel socializador, se encerrou com o rearranjo na economia global e o império de sua dinâmica financeira. A sociedade de afluência do século XX já não existe e, diante da realidade imposta pela nova lógica do dinheiro, o futebol se tornou um negócio e o jogador uma espécie de commodity. As estruturas que permitiram a interiorização e a popularização conheceram o seu limite. Agora, ele é apenas um produto gerido por investidores no nível financeiro, moldado para agradar a um público que o consome como mais um produto de entretenimento.
O futebol se tornou muito caro e passou a ter “dono”, no sentido de que o dinheiro investido no negócio tem um dono privado. Assim, ele deixou de refletir a identidade formada nos lugares e de ser um elemento de socialização, criador de redes de lealdade.
Pouco a pouco, com a mudança no padrão de desenvolvimento, as lógicas de pertencimento sofreram alterações profundas. O fim dos empregos regulares e das carreiras construídas nas mesmas empresas, as migrações internas e as alterações no perfil dos municípios, devido a esses processos, contribuíram para quebrar a relação cidade-clube.
O fato principal, contudo, é que o próprio futebol, em sua organização, se tornou um produto de entretenimento numa sociedade de consumidores. Os altos investimentos para ofertá-lo na escala compatível com o retorno esperado inviabilizam a existência de equipes profissionais na maioria dos municípios, a não ser como produtores de jogador de futebol como commodity.
O Brasil como país do futebol é cada vez mais um slogan publicitário, uma estratégia de marketing, relacionada ao negócio. Se, por uma lado, há mais gente consumindo o esporte pelos diversos meios, há cada vez menos espaços livres para a prática e, ao que parece, menos praticantes organizados em associações -de bairro, local de trabalho- com existência regular. O fato é que, como tudo em uma sociedade regida obsessivamente pela lógica do lucro, o futebol não escapou ileso.
Roger Machado se posiciona contra retorno do futebol: ‘Não vejo espaço’
Bahia Noticias

Treinador do Bahia, Roger Machado se posicionou contra o retorno do futebol no Brasil. A opinião foi emitida durante entrevista ao programa Troca de Passes, do canal SporTV, no último sábado (13).
“Pessoalmente, não acho que há espaço neste momento para o retorno do futebol no Brasil. Nós paramos o Campeonato Baiano quando havia dez mortes e nós já passamos de 40 mil mortes. Entendo a pressão pelo retorno do esporte, mas é o momento para refletirmos sobre isso”, opinou.
No momento, a modalidade no estado está parada. Em Salvador, Bahia, Vitória e Jacuipense dialogam com a prefeitura para a retomada dos treinamentos – o Tricolor também dialoga com a prefeitura de Camaçari, na região metropolitana, cidade em que está localizada a Cidade Tricolor.
Se no último sábado Roger se posicionou contra o retorno do futebol, neste domingo (14) o clube divulgou que dois jogadores tricolores foram diagnosticados com a Covid-19. Além deles, outros cinco atletas já haviam contraído o vírus anteriormente, mas estão recuperados. Outros três funcionários também receberam diagnóstico positivo para o novo coronavírus.








