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O futebol brasileiro não voltará a ser como antes
Lance

À medida em que o tempo passa e fica claro que a vida não voltará ao normal rapidamente depois da pandemia do coronavírus, uma pergunta é inevitável sobre o futebol: quem sobreviverá? A questão não é sobre a saúde dos atletas, mas dos clubes.
No Brasil, especificamente, as finanças da maior parte deles, mesmo os maiores, não são boas. Botafogo, Cruzeiro e Vasco, para citar três dos exemplos mais gritantes, lutam para fugir de um buraco que parece não ter fim. Segundo estudo publicado no ‘Globoesporte.com’ por Rodrigo Capelo, jornalista especializado em negócios do esporte, os clubes brasileiros deixarão de arrecadar até R$ 2 bilhões por causa deste período inativo e da provável volta dos jogos sem presença de público.
Mesmo que a CBF resolva ajudar, como anunciou que fará (de forma tímida) com as Séries C e D e com o futebol feminino, e que o Governo Federal estenda a mão, como discutivelmente já fez antes, é pouco provável que todos os clubes consigam escapar deste terrível momento. Camisas tradicionais, camisas gigantes vão diminuir de tamanho, é possível que não consigam voltar ao lugar que ocuparam um dia.
O cenário não é simples. E o futebol, certamente, nunca mais voltará a ser como antes.
UEFA já teria definido as datas das finais da Liga dos Campeões e da Liga Europa
Futebol Interior

A final da Liga dos Campeões deveria acontecer em 27 de junho, mas por conta da pandemia do novo coronavírus terá que ser adiada. Segundo Sky Sport, porém, a UEFA já definiu as datas das decisões da Champions e também da Liga Europa.
A final da Liga dos Campeões poderá ser realizada em 29 de agosto, em Istambul, na Turquia. A Liga Europa, enquanto isso, deverá acabar dia 26 de agosto em Gdansk, na Polônia. A UEFA, porém, não se manifestou a respeito.
A oficialização, ainda de acordo com a emissora italiana, deverá ser feita em 23 de abril. A UEFA deverá revelar sua vontade em contato com as 55 federações filiadas. A entidade não quer adiar muito mais seu calendário e acabar complicando a próxima temporada.
França cancela todos os campeonatos de futebol amador
Correio

Com 14 mil clubes cadastrados, a Federação Francesa de Futebol (FFF) anunciou, nesta quinta-feira (16), o cancelamento de todos os campeonatos não profissionais, com exceção da terceira divisão e da primeira divisão feminina.
A FFF considera “irrealizável” as competições diante dos problemas causados pela pandemia do coronavírus, que fez o governo francês a adotar o confinamento até pelo menos 11 de maio.
Nos próximos dias, a federação planeja uma reunião com os representantes dos clubes para decidir os campeões, além dos times que vão subir de divisão ou serem rebaixados.
As duas primeiras ligas e a Copa da Liga são administradas pela Liga Profissional de Futebol (LFP, sigla em francês). Ambas as competições estão suspensas e poderão ter uma definição quanto ao futuro nos próximos dias.
A final da Copa da França em 25 de abril e as semifinais da Copa da França, que seriam em 21 de março também foram adiadas, mas não cancelados.
Ao mesmo tempo, a FFF revelou, por intermédio de um comunicado, que está preparando para os próximos dias um “plano de apoio massivo ao futebol amador” para quando as ligas reiniciarem as disputas.
Técnico do Barcelona abre as portas para Coutinho e Neymar
Atarde

Embora pareça difícil, Neymar e Philippe Coutinho podem voltar a jogar juntos. Não é pela Seleção Brasileira, mas no Barcelona. Em entrevista à rádio catalã RAC1, Quique Setién, técnico da equipe catalã, revelou que conta com Coutinho após o fim da temporada e que gosta de Neymar.
O Barcelona emprestou Philippe Coutinho ao Bayern de Munique após uma passagem ruim do brasileiro na Espanha. Na Alemanha, o meio-campista oscilou bastante e ainda não conquistou definitivamente torcedores e dirigentes bávaros. A opção de compra do Bayern, depois do fim do contrato no valor de 120 milhões de euros não deve ser efetuada, e o destino de Coutinho passou a ser uma incógnita.
Durante o programa ‘Tu Dirás’, da rádio RAC1, o próprio Quique Setién elogiou Philippe Coutinho e deixou a porta do Barcelona aberta ao brasileiro.
“Eu acho que o Coutinho é um ótimo jogador, eu realmente gosto dele. Ele, em princípio, é um jogador do Barcelona e para sair precisa pagar a cláusula ou uma quantidade ao Barcelona que possa compensar, mas isso é uma incógnita. Não sei se haverá uma oferta e ele vai querer sair ou voltar. Eu conto que ele possa estar aqui no começo da próxima temporada. Tenho que conversar com ele e perguntar (se quer ficar no Barcelona). Se for necessário, falarei com ele”.
A declaração de Setién vem no momento em que jornais espanhóis como “AS” e “Mundo Deportivo” revelam que o Barcelona poderia envolver Philippe Coutinho em uma troca com Kanté. Coutinho estaria interessado em atuar novamente na Inglaterra e o clube catalão poderia contar com o francês do Chelsea.
E Neymar, volta ao Barcelona? Em entrevista à RAC1, Setién fez mistério
“Eu gosto de todos grandes jogadores, já disse muitas vezes. Neymar e um grande jogador, como gosto de uma dezenas de jogadores na Europa que são extraordinários. Também gosto muito dos que tenho”
O possível retorno de Neymar é mais difícil porque não depende apenas da vontade do Barcelona. O clube catalão teria que encontrar uma forma de tirar o atacante do Paris Saint-Germain (PSG).
Estádio para 100 mil espectadores começa a ser construído em Cantão, na China
Gazeta Esportiva

O Guangzhou Evergrande, campeão chinês de futebol, fixou nesta quinta-feira a primeira pedra de seu futuro estádio em Cantão, Guangzhou, que poderá receber 100.000 espectadores, com um custo estimado de 12.000 milhões de yuans (cerca de 1,7 bilhão de dólares).
Este estádio, que será um dos maiores do mundo, poderá ser concluído antes do final de 2022, de acordo com a agência de imprensa nacional Xinhua, que anunciou o lançamento da construção. A arena será uma das atrações arquitetônicas da cidade do sul da China e terá a aparência de uma flor de lótus.
O objetivo do Guangzhou Evergrande, vencedor de oito dos últimos nove campeonatos nacionais, é aumentar seu público, em um país onde o futebol está em plena expansão: atualmente o número médio de espectadores em casa, de cada partida da equipe, comandada pelo italiano Fabio Cannavaro, gira em torno de 50.000.
O maior estádio do mundo, o Estádio Primeiro de Maio, com capacidade para 150.000 espectadores, está localizado em Pyongyang, na Coreia do Norte. Na Europa, o Camp Nou, em Barcelona, é o de maior capacidade, com mais de 99.000 lugares.
Clubes decidem nesta sexta a venda de direitos internacionais de TV, mas também de streaming e streaming betting rights; entenda
MSN

É muito possível que os clubes brasileiros das séries A e B cheguem nesta sexta (17) a um acordo sobre a comercialização dos direitos internacionais de transmissão para TV das edições do Campeonato Brasileiro entre 2020 e 2023. .
Às 15h, uma teleconferência com todos os clubes da Série A, exceto o Athletico Paranaense, e todos os da Série B deve definir a questão em torno de um acordo de cerca de US$ 40 milhões pelo período. Mas há outros dois pontos a serem analisados e que podem gerar um adicional de receita para os caixas das agremiações.
Anteriormente atrelados aos direitos de TV, os direitos de streaming e os streaming betting rights (streaming para sites de apostas), também estão na vitrine e com preços individuais.
O ESPN.com.br conversou com diversas pessoas ligadas à decisão desta sexta e apurou que, a não ser que haja uma mudança no que já foi tratado, haverá valores diferentes para cada uma das modalidades, não vinculados ao valor dos direitos de TV.
Em outras palavras, o montante de US$ 10 milhões anuais não abarca as duas propriedades de streaming, que serão negociadas por valores adicionais e podem ou não ir para a mesma empresa que adquirir os direitos de televisão.
Pode ser que a reunião termine com três contratos diferentes. Pode ser que um empresa adquira mais de um. Entre as propostas a serem analisadas, existem algumas por mais de uma propriedade.
Embora estejam perto de um consenso, os clubes ainda não bateram martelo nem quanto à proposta de TV, nem a como ela será partilhada entre as diferentes séries.
A divisão 70% para a Série A, 25% para a B e 5% para a C parece ser a de mais força. Mas ainda sugestões que não contemplam a C, na proporção 70-30 entre A e B, e há propostas de fatia ainda maior para a Série A.
Globo avalia exibir final de 1994 após sucesso de 2002 no domingo
Uol

A Globo avalia reprisar a final da Copa do Mundo de 1994, entre Brasil e Itália, no próximo dia 26 deste mês de abril, no jogo que deu o tetracampeonato mundial para o futebol brasileiro. O anúncio deverá ser feito após o fim da reexibição da partida entre Brasil e Argentina, pela Copa das Confederações de 2005, no próximo domingo (19)
Segundo apurou o UOL Esporte, a emissora carioca decidiu retirar a votação popular para a partida, de olho na audiência que a partida pode representar. Houve uma grande celebração interna pela audiência da reprise do penta, que fechou com 21 pontos de Ibope em São Paulo.
O índice foi maior, por exemplo, do que alguns jogos do Campeonato Paulista deste ano e fez a Globo crescer em audiência em relação ao que vinha sendo alcançado nas últimas semanas antes do início das reprises. Apenas algumas questões burocráticas estão sendo finalizadas para o anúncio oficial ser feito.
A Globo tem fechado essas exibições em parceria com a FIfa, que libera mediante agradecimento nas transmissões e a exibição de vídeos com campanhas contra o Covid-19 com a imagem de jogadores. Os acordos também valem para o SporTV, que nesta semana, por exemplo, exibe a campanha do Brasil na Copa de 70.
A emissora carioca projeta exibir o tetra no mesmo esquema que fez no último domingo, no penta, e fará na Copa das Confederações no próximo fim de semana: pré e pós jogo com convidados falando da partida e narração original de Galvão Bueno, exibida na íntegra.
O tetracampeonato da seleção brasileira foi conquistado após 24 anos de jejum. Naquele ano, o protagonismo foi de Romário e o Brasil venceu a Copa do Mundo mesmo sendo massivamente criticado por parte dos torcedores e da imprensa, que não gostavam do estilo rústico e pouco talentoso do time.
A transmissão da final entre Brasil e Itália também ficou marcada por conta do clássico grito de “É tetra!” de Galvão Bueno quando Roberto Baggio perdeu o pênalti decisivo que deu o título para a seleção. O momento, com o advento da internet, virou ao longo dos tempos um grande meme nas redes sociais.
Mudança no ministério da Saúde pode mexer com o futebol brasileiro
Terra

Dirigentes dos clubes brasileiros acompanharam de perto da demissão do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e a nomeação do seu substituto Nelson Teich, que a partir de agora comandará a pasta em mais comunhão com o presidente Jair Bolsonaro. Representantes dos clubes têm interesse nessa movimentação e no que ela pode impactar na economia dos clubes. A mudança no ministério pode ajudar a antecipar o retorno do futebol no País para alívio dos cartolas, que estão preocupados com a situação financeira das equipes.
O Estado conversou com dirigentes e pessoas ligadas a times da Série A e B do Campeonato Brasileiro e eles defendem a ideia de que a partir da segunda quinzena de maio, já será possível a volta dos jogos com portões fechados. A CBF já disse, informalmente, que o ex-ministro havia aconselhado a não ter nenhuma atividade até junho, e prometeu seguir as orientações do titular da pasta.
“Entendemos o posicionamento do ministro e estamos preocupados com a saúde dos atletas e dos torcedores, mas acredito que no meio de maio já será possível ter jogos, pelo menos com portões fechados”, disse um dirigente de clube ao Estado. “A realidade é que se ficarmos mais tempo parados, podemos entrar em uma situação insustentável financeiramente”, completou o mesmo cartola, que fez o desabafo antes da demissão de Mandetta, ocorrida na tarde de quinta-feira.
Uma outra fonte ouvida pelo Estado acredita que, independentemente de quem for o ministro da saúde, os clubes de futebol e a CBF precisam se mobilizar e conversar com o Governo. “Há clubes que vão quebrar se eles ficarem tanto tempo parados. Se os jogos voltassem amanhã, ia ter time já com problemas para pagar salários até o fim do ano. Imagine ficar mais dois meses sem jogar, sem mostrar seu patrocínio? É complicado”, disse o dirigente, em tom de desabafo.
A visão dos dirigentes de futebol de modo geral é que o novo ministro Nelson Teich deva chegar com ideias mais próximas do que pensa o presidente Bolsonaro, que é contrário ao isolamento total, como vinha sendo pedido por Mandeta e pela comunidade médica. A reportagem questionou alguns dirigentes se faria tanta diferença os jogos voltarem em maio ou junho. “Faz e muita (diferença). Uma ou duas semanas já conta muito para gente. E quando fala de voltar em junho, questiono: ‘que dia em junho?’ Uma coisa é voltar no dia 1º e outra é no dia 30”, explicou. “Mas é importante deixar claro que não somos contra o isolamento e a proteção das pessoas. Tanto que nossa ideia é voltar com portões fechados”, ponderou.
Os clubes têm se reunido com suas respectivas federações Estaduais para decidir o que vai acontecer com os campeonatos locais. Na quarta-feira, a Federação Paulista comunicou que, após reunião com os 16 times participantes da A1, que o Paulistão voltará a ser realizado assim que tiver garantias médicas. Nenhuma data foi marcada ainda.
O presidente Bolsonaro vem acenando com a possibilidade de retomada produtiva de alguns setores da sociedade. O Estado publicou recentemente que o futebol dá emprego direta e indiretamente para mais de 156 mil pessoas, hoje todas em casa sem atividade. A troca de ministro pode abrir brecha para que o futebol seja retomado. Não há notícias de que jogadores brasileiros tenham contraído a covid-19. Os torneios foram paralisados na metade de março. Os atletas estão em férias até o fim deste mês.
De Obi Mikel a Gregore, parada do futebol causa “efeito dominó” e freia negócios
Globo Esportes

A parada no futebol mundial reverbera com uma série de desafios para o mercado do esporte. A um mês do final das competições europeias, as negociações começariam a tomar forma com milhões de euros em movimentação. Mas a pandemia de coronavírus colocou diversos clubes em compasso de espera e freou as negociações por jogadores, com reflexos também para os clubes brasileiros.
Os impactos nas receitas dos clubes são inevitáveis. Patrocínios param de entrar, cotas de competições desaparecem, sem jogos não há bilheterias… O fluxo de caixa acaba afetado. As receitas extraordinárias, como são classificadas as vendas de atletas no balanço dos clubes, seriam fundamentais nesse momento, mas o mercado todo está parado.
O empresário Vinicius Prates, com clientes como Jair, do Atlético-MG, e Leandro Damião, atualmente no Japão, vê uma situação difícil especialmente em clubes que não cumprem os seus orçamentos. Em entrevista ao GloboEsporte.com, ele diz que o mercado do futebol está congelado e manifesta preocupação com o futuro.
Os exemplos saltam aos olhos. O atacante Pepê, do Grêmio, por exemplo, é alvo de diversos clubes da Europa. Entre eles o Bayern de Munique, com o qual o estafe do atleta iria se encontrar durante o mês de abril. Encontro, claro, cancelado por conta da pandemia do novo coronavírus. :: LEIA MAIS »
Sem certeza do fim da Libertadores, Fifa deve adiar Mundial de Clubes-2020
Uol

Por causa da pandemia do novo coronavírus, a Fifa já adiou o primeiro Mundial de Clubes que organizaria com 24 participantes, que seria em 2021 na China, e deve ser obrigada também a postergar a última edição que pretende fazer do torneio no formato atual, com sete times e que está marcado para dezembro de 2020, no Qatar.
Não há garantia das confederações que seus torneios continentais serão concluídos em 2020, o que inviabilizaria a realização do Mundial em dezembro já que não haveria clubes classificados. O problema é o mesmo em cada continente: fronteiras fechadas que inviabilizam o deslocamento dos clubes..
A ideia da Fifa, hoje, é adiar para dezembro 2021 o Mundial com sete participantes, mantendo o Qatar como sede porque o evento será teste para a Copa do Mundo de 2022. A Fifa não pode simplesmente cancelar essa edição em 2020 porque há um contrato assinado de patrocínio exclusivo com o grupo chinês Alibaba, de venda online. O campeonato terá que ocorrer, independentemente de quando será.








