:: ‘Seleção’
Brasil bate o México e disputará final contra as colombianas
Gazeta Esportiva

A Seleção Brasileira está na final do futebol feminino nos Jogos Pan-Americanos de Toronto pela quarta vez consecutiva. Nesta quarta-feira, a equipe comandada por Vadão confirmou o favoritismo e venceu o México por 4 a 2 no Estádio de Hamilton, garantindo-se na disputa pelo ouro.
A artilheira Cristiane abriu o placar logo aos três minutos de jogo e, além dela, a zagueira Rafaelle, duas vezes, e a mexicana Romero, contra, marcaram os tentos brasileiros. Fabiana, contra, e Rangel descontaram para o México.
O adversário do Brasil na grande final, marcada para este domingo, às 19h35 (de Brasília), será a Colômbia. Nesta quarta, a seleção passou pelo Canadá por 1 a 0 com gol de Ospina e chegou à sua primeira decisão pan-americana na história. Já as donas da casa, prata em Guadalajara 2011, disputam o bronze contra o México no sábado.
Luciano comanda goleada em estreia da Seleção Brasileira no Canadá
Gazeta Esportiva

A Seleção Brasileira teve uma estreia sem sustos nos Jogos Pan-Americanos do Canadá. Atuando na cidade de Hamilton, a equipe sub-22 verde-amarela contou com uma boa atuação do atacante Luciano, do Corinthians, para levar a melhor sobre os donos da casa por 4 a 1.
Com o resultado no primeiro compromisso no Pan, o time dirigido por Rogério Micale saltou na liderança do Grupo A, com três pontos. Há vantagem no saldo de gols sobre a equipe do Panamá, que triunfou por 2 a 1 sobre o Peru na partida de abertura da chave.
O placar foi aberto por Luciano, que recebeu cruzamento de Rômulo e bateu de primeira, sem deixar a bola cair no chão, aos seis minutos. Meia hora depois, Luciano foi ao fundo e cruzou. Após corte parcial, Rômulo ficou com a sobra e acertou um chute bonito de pé esquerdo.
O Brasil voltou a marcar no início do segundo tempo, aos dois minutos, quando Luciano achou um ótimo passe pelo alto para Clayton bater na saída do goleiro. Babouli descontou aos 11, ganhando na corrida de Luan, mas a reação do Canadá parou aí. Já aos 44, Erik fechou a contagem de cabeça.
Seleção Feminina estreia contra a Costa Rica neste sábado no Pan
CBF

A bola vai rolar para a Seleção Brasileira Feminina nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Neste sábado, às 18h05 (19h05 de Brasília), as meninas do Brasil enfrentam a Costa Rica no Hamilton Pan Am Soccer Stadium.
A trajetória rumo à terceira medalha de ouro – 2003, em Santo Domingo, e 2007, no Rio de Janeiro – começa com um adversário conhecido. O Brasil enfrentou as costarriquenhas em junho deste ano, na terceira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo do Canadá. Naquele confronto, a Seleção já estava com o primeiro lugar do Grupo E garantida, enquanto as adversárias precisavam vencer para avanças às oitavas de final. A partida terminou 1 a 0 para o Brasil, com gol de Raquel, que faz parte da equipe brasileira no Pan-Americano de Toronto.
– Fui muito feliz naquele jogo. Meu primeiro gol em Copa do Mundo e ajudando à minha equipe a conquistar mais uma vitória. Mas agora é outra competição e uma estreia. Temos que entrar ligadas para sair com um bom resultado – disse Raquel.
Na última edição do Pan-Americano, em 2011, em Guadalajara (México), mais uma vitória para Seleção Brasileira: 2 a 1 na fase de grupos.
O técnico Vadão definiu o time que começará jogando: Luciana, Fabiana, Mônica, Rafaelle e Tamires; Formiga, Andressinha e Thaisa; Raquel, Cristiane e Andressa Alves.
Seleção Masculina vence jogo-treino por 4 a 0
CBF

No último teste da Seleção Brasileira Masculina antes da estreia nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, o time do técnico Rogério Micale derrotou o SC Waterloo, time profissional canadense, por 4 a 0. Clayton, Euller, Luciano e Dodô marcaram os gols da vitória na noite desta quarta-feira.
Mais preocupados em executar aquilo que vem sendo praticado nos treinamentos para dar continuidade a preparação da equipe para o Pan, o Brasil construiu o resultado com calma e naturalidade. O que se viu foi um time de bola no chão, variando as ações ofensivas e buscando entrosamento.
Quem abriu o placar foi Clayton. Ele recebeu um cruzamento certeiro de Luciano dentro da área e, com categoria, tocou para as redes. Em seguida, coube ao lateral-esquerdo Euller ampliar o placar. Em uma bela jogada, ele trouxe da ponta para o meio e chutou da entrada da área em arco, tirando qualquer chance de defesa do goleiro.
Na segunda etapa, com o time bastante modificado pelo técnico Rogério Micale, o Brasil seguiu ditando o ritmo da partida. Demorou um pouco mais para sair, mas o terceiro gol compensou. Bruno Paulista roubou a bola, Lucas Piazon tocou para Erik, que lançou Luciano pelo meio da zaga. Em lance de rara habilidade, ele encobriu o goleiro e completou esta obra coletiva.
Para completar o placar, mais um gol que mostrou a essência do jogo coletivo. Eurico lançou Lucas Piazon, que dominou pela esquerda e tabelou com Dodô pelo meio. Foi ele mesmo quem achou Gilberto arrancando pela linha de fundo. O lateral cruzou na medida, Luciano tentou completar, mas foi Dodô quem apareceu para dar números finais ao placar.
Depois desta vitória por 4 a 0, a Seleção Brasileira ainda tem mais três dias de treinamentos antes da estreia na competição. Brasil e Canadá se enfrentam pelo Grupo A no domingo, às 17h30 (18h30 de Brasília), em Hamilton.
Seleção Feminina de Futebol chega a Toronto para os Jogos Pan-Americanos
Bahia Notícias

Depois da disputa da Copa do Mundo 2015, a seleção feminina de futebol do Brasil retornou ao Canadá para os Jogos Pan-Americanos, que serão realizados na cidade de Toronto.
Sem a presença da craque Marta, que retornou ao seu clube, a equipe fixa do país luta por mais um ouro no torneio e continua se preparando para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016.
Com o primeiro jogo no sábado (11), contra a Costa Rica, o time já realizou um trabalho regenerativo na última segunda-feira (6) e fará um treino nesta terça (7) no CT de St. Thomas More.
O Brasil já conquistou o ouro nos Jogos de 2003 e 2007, além da prata na edição de 2011.
Na CBF, técnicos falam em fortalecer clubes antes de pensar na Seleção
Lancenet

Treinadores da Seleção Brasileira de diferentes épocas estiveram reunidos nesta segunda-feira na CBF para debater os rumos do futebol nacional. No encontro, que contou com o atual comandante, Dunga, e o coordenador Gilmar Rinaldi, a palavra de ordem foi estruturação na “base da pirâmide” antes de pensar na Seleção Brasileira.
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– Gilmar falou que queria ideias vencedoras. Temos que encontrar caminhos para melhorar o rendimento, partindo de uma pirâmide. Em baixo está a célula mátria, que são os clubes, a infraestrutura, formação de jogadores e treinadores, calendário, gestão, e no alto a Seleção. Muita gente quer analisar o futebol brasileiro começando pela Seleção, o que está totalmente errado. A Seleção é o ápice. Tudo embaixo tem que funcionar para que ela funcione. Temos que começar por baixo – disse Carlos Alberto Parreira.
Dunga usou a mesma expressão (pirâmide) para comentar os rumos da reunião. – É uma pirâmide. A Seleção Brasileira é a ponta. Não dá para recuperar o edifício de cima para baixo. Tem que arrumar primeiro a estrutura. E aos poucos ir subindo. A Seleção é sempre referência, temos que buscar nossa forma de jogar e vencer – disse o atual técnico do Brasil, ressaltando que o encontro não foi uma forma de “apagar o incêndio” por causa da eliminação na Copa América:
– Essa reunião estava marcada há um tempo. Já trouxemos os treinadores do Brasileirão, agora foram os que passaram pela Seleção. Pegamos a percepção de quem está fora sobre o que acontece aqui, também falamos sobre o que estamos fazendo. Foi muito válido.
Além de Parreira e Dunga, Carlos Alberto Silva, Paulo Roberto Falcão, Sebastião Lazaroni, Zagallo, Candinho e Ernesto Paulo estiveram na sede da CBF para o encontro, que durou cerca de cinco horas. Carlos Alberto Silva, que comandou o Brasil nos anos 1980, vê que a situação não está fácil.
– Quando chega em um momento desse, é começar tudo de novo. Temos que criar as condições necessárias, ver os erros que estamos cometendo, e atacar os erros. Não pode esperar cair do céu. Trouxe a ideia de que a Seleção precisa de um líder, coordenar melhor opiniões e tocar para frente. O futebol brasileiro é grande. Está passando por um momento difícil, mas vai sair dessa – disse ele.
Falcão foi mais um a abordar a necessidade de trabalhar com a base, inclusive na formação de jogadores.
– Mas nós ainda temos de pensar em fortalecer nossos clubes, e o mais importante é fortalecê-los a partir do futebol de base. E quando eu falo base, não me refiro a 18 ou 19 anos. Falo de antes, de trabalhar fundamentos e priorizar o talento, a qualidade. Isso tem de ser trabalhado – comentou o ex-volante, que não deve acertar com o Goiás.
Gilmar Rinaldi será o responsável por compilar todas as sugestões do encontro e repassá-las ao presidente Marco Polo Del Nero. Novos encontros estão previstos, inclusive com outras classes do futebol, mas não há datas firmadas.
Messi cogita “pedir um tempo” da seleção argentina após novo vice
Globo Esportes

Outra derrota em uma decisão, outra frustração com a camisa de seu país, e dias de reflexão para Lionel Messi a respeito do futuro na seleção argentina. Não que o craque cogite se aposentar do time nacional com somente 28 anos, mas a pressão por um título que teima em não chegar há 22 anos e a tonelada de responsabilidade que carrega nos ombros a cada revés o têm feito pensar em pedir um tempo. De acordo com informações do jornal “Olé”, o jogador do Barcelona é dúvida até mesmo para o início das eliminatórias.
Com apenas um gol marcado e atuação apagada na derrota nos pênaltis para os chilenos, Messi tem dividido opiniões na Argentina. Se companheiros, ex-jogadores e até o presidente da AFA, Luis Segura, fizeram questão de sair em defesa do craque, a opinião pública não tem poupado nas críticas. O próprio “Olé” escreveu em suas páginas que o capitão “não os representa”, e em redes sociais sobram questionamentos sobre sua capacidade de decisão pela seleção. De férias em Rosário, o jogador absorve as informações e reflete sobre a melhor escolha para breve.
Em seu perfil no Facebook, Leo se manifestou e expressou sua dor pelo terceiro vice com a camisa de seu país garantindo que “nada é mais doloroso no futebol do que perder uma final”. Além da derrota no Chile, Messi já tinha sido derrotado na decisão da Copa do Mundo no Brasil e da Copa América de 2007. O próximo compromisso da Argentina está marcado para o dia 7 de setembro, diante do México, e a tendência é que o craque peça para ser poupado.
Depois do Mundial do ano passado, já tinha sido assim, quando não foi convocado por Tata Martino para “revanche” contra a Alemanha, vencida por 4 a 2, em Düsseldorf. O retorno aconteceu no Superclássico das Américas, com derrota para o Brasil, na China – outro vice, por sinal, mas menos impactante. O recesso da seleção, entretanto, pode durar mais e a imprensa especula ausência até mesmo no início das eliminatórias. Nada ainda é definitivo.
Outro jogador que cogita ficar um período sem ser convocado é Javier Mascherano – não por acaso um dos mais próximos de Messi no elenco. Há mais tempo na seleção, o volante tem retrospecto ainda pior, com os vices também da Copa América de 2004 e da Copa das Confederações de 2005.
Sem nenhum brasileiro, seleção dos melhores atletas é dominada pelo Chile
Gazeta Esportiva

Um dia após a decisão do torneio, a organização da competição divulgou, no site oficial da Copa América, a seleção dos melhores jogadores. Escalada com três zagueiros, a relação não apresenta nenhum brasileiro. No entanto, conta com cinco chilenos, três argentinos, dois peruanos e um colombiano. O argentino Sampaoli foi eleito o melhor técnico da competição após conduzir a Roja ao título inédito.
No gol, Claudio Bravo foi unanimidade. O goleiro do Barcelona, eleito como o menos vazado pelos três gols tomados, foi escalado na meta da seleção ideal do torneio. A sua frente, o arqueiro tem a companhia do compatriota Gary Medel, que forma a zaga ao lado do argentino Otamendi – que vem sendo especulado no Real Madrid – e do colombiano Murillo, contratado nesta janela de transferências pela Inter de Milão.
Assim como na linha de defesa, o meio-campo também tem predomínio do time campeão. Fora o argentino Mascherano, vice-campeão com a Argentina pela terceira vez, e o peruano Cueva, Marcelo Diáz e Arturo Vidal representam a seleção chilena na armação. O último, inclusive, que teve a habilitação suspensa após dirigir embriagado e ocasionar um acidente, tem seu nome vinculado ao Real Madrid nos jornais chilenos.
O trio ofensivo do time ideal é composto pelos dois artilheiros da competição. O chileno Eduardo Vargas e o peruano Paolo Guerrero, com quatro gols, foram os maiores goleadores desta edição da Copa América e acompanham Lionel Messi na linha de frente do time. Vencedor da Bola de Ouro em quatro oportunidades, o argentino marcou apenas um gol na Copa América e deu três assistências.

10 saídas para a seleção brasileira
O Estadão

Mais do que ser eliminado da Copa América precocemente diante do Paraguai, o Brasil corre riscos de não participar de uma Copa do Mundo pela primeira vez em sua história. Desde que a Fifa organizou a competição em 1930, vencida pelo Uruguai, o time sempre esteve presente. Ganhou cinco vezes. Depois do 7 a 1 contra a Alemanha dentro de casa no Mundial, no ano passado, e do que veio depois, como corrupção, prisão, Dunga e novos fracassos, ficar fora da disputa na Rússia seria a pá de cal no futebol brasileiro.
O bonde perdido após o fiasco do time de Felipão na Copa ficou para trás. Nada aconteceu depois da surra para a Alemanha e da humilhação mundial. Novo bonde passa à nossa frente agora após a Copa América. O futebol, de modo geral, precisa ser repensado. Veja 10 saídas para o Brasil.
1 – Trocar o comando da CBF
Marco Polo del Nero, que não esteve com a seleção na Copa América, tem seu trabalho questionado desde que participou, junto com Marin, da escolha da comissão técnica liderada por Dunga e Gilmar Rinaldi. Também não pegou bem sua volta ao Brasil de fininho após a batida do FBI em Congresso da Fifa, mês passado, quando Marin foi preso. Novas eleições, com candidatos ligados ao futebol, ex-jogadores, novos dirigentes, poderiam dar mais ‘saúde’ à Casa do futebol brasileiro. Não há clima para sua permanência.
2 – Mudar o comando as Federações Estaduais
Mesmo os que assumiram o cargo recentemente, como Reinaldo Carneiro Bastos, em São Paulo, mas que já estava na função ou próximo dela há anos, deveriam dar passagem para gente nova, de cabeça fresca e menos viciada. Há muitos dirigentes no comando por anos. Há uma subserviência latente dessas entidade ao comando na CBF. Todos beijavam a mão de Teixeira, depois de Marin e agora de Marco Polo. São ajudados financeiramente. É preciso fazer uma limpa.
3 – Conversar com os patrocinadores
Os patrocinadores da seleção precisam ser ouvidos sobre alguns acordos da CBF com empresas que ‘vendem’ a seleção. Esses contratos firmados até 2022 ou mais, para jogos amistosos, têm de acabar. A CBF precisa recuperar o domínio da seleção e pensar para ela o que for melhor. Se for melhor passar uma semana treinando em Teresópolis aprimorando chute a gol, que seja. Chega de amistoso sem qualquer finalidade a não ser ganhar dinheiro.
4 – Direitos de TV
A seleção não pode estar vinculada a somente uma emissora de TV, como está há anos na Rede Globo. O Brasil pertence a todos, e assim deve ser. Isso não mudaria em nada o ganho da CBF. Basta dividir a cota e os direitos, de modo a todos poderem mostrar os jogos. Os melhores profissionais mostrarão com mais informação e graça. Provavelmente será a própria Globo a ganhar essa parada. Mas terá de competir.
5 – Conselho Brasil
A CBF deveria formar um grupo de notáveis para tomar conta da seleção, ajudar nas convocações e nos amistosos, nos treinos e em todo o trabalho. Esse Conselho Brasil poderia ser formado por ex-jogadores escolhidos até em votação popular pela internet, com nomes previamente sugeridos pelo novo comando da CBF. Gente no nível de Zico, Falcão, Rivellino. Ex-jogadores que têm alguma coisa para ensinar e que jamais vão colocar seus nomes em transações escusas e que não sejam para o bem do futebol.
6 – Comissão técnica
Dunga e seus parceiros, Gilmar e Cebola, na seleção tiveram chance e fracassaram. Então, a comissão deveria ser trocada imediatamente, antes do início das Eliminatórias. Dunga não é esse cara para mudar o que está aí. Ele não tem condições técnicas de pensar o futebol da seleção nem de dar um padrão de jogo ao time, tampouco de cair na graça dos jogadores e da própria torcida. Dunga perde o controle quando as coisas não estão dando certo e entende o futebol como uma guerra. Joga para ganhar e não para se resgatar o bom futebol que, consequentemente, dará as vitórias à equipe. Não serve, como se comprovou em 2010 e agora. De nada adianta ganhar amistosos.
7 – Convocação
O Brasil precisa ter jogadores bons em cada posição, mesmo se eles estiverem jogando no País. Não dá para apostar em atletas de praças distantes do futebol, como China e mundo árabe, em detrimento de jogadores de Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro, Grêmio, Atlético-MG, Inter. Chega de inventar meninos na seleção só porque eles estão na Europa também. Chega de privilegiar ‘amigos’ ou ‘simpatizantes’. A seleção tem de ter os melhores. Por isso que as convocações não podem pertencer somente ao treinador, no caso Dunga, mas a um grupo de notáveis com ideias e pensamentos parecidos.
8 – Jogadores
É preciso recuperar a vontade e disposição nos jogadores de servir a seleção. Daí também a importância da presença de jogadores do passado na comissão ou junto dela. Essa harmonia entre time e comissão técnica e torcida precisa existir sempre. O engraçado é que o Brasil tinha isso na Copa do Mundo. Agora não tem mais porque os jogadores convocados por Dunga não têm identificação com o País, salvo um ou outro.
9 – Jeito brasileiro de jogar
O Brasil não joga mais como antes. Além da qualidade ruim dos jogadores, não existe mais um padrão. O Brasil perdeu a graça e a ginga. Não toca mais a bola nem fica com ela. Atua nos contra-ataques. Vale-se das bolas aéreas. Não dribla nem tem a bola nos pés. Meias são deslocados para as laterais. Criadores têm de marcar e destruir. Nem centroavante de área o time tem. Importamos um jeito de jogar que não é nosso. E sofremos com ele.
10 – Ganhar nem sempre é o caminho
Treinadores da escola de Dunga só pensam em ganhar, mas nem sempre esse é o caminho correto para resgatar o futebol brasileiro. Vencer a qualquer custo, de qualquer maneira, não forma time nem jeito de jogar, duas carências do futebol brasileiro e da seleção, especificamente. É possível jogar bem e ser competitivo. O futebol brasileiro também carece de mais inteligência e menos vigor físico dentro de campo. A correria nunca foi a nossa.

Seleção volta para casa, e Dunga diz enxergar boa qualidade técnica no time
Gazeta Esportiva

Eliminada da Copa América em disputa por pênaltis com o Paraguai, a Seleção Brasileira voltou para casa na tarde de domingo. Parte da delegação desembarcou no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, com um esperado clima pesado.
Houve alguns rápidos protestos, com gritos de “pipoqueiro” e “mercenário” de poucos presentes. David Luiz, que conta com o apoio de boa parte dos torcedores apesar de ter perdido a posição, chegou a ouvir aplausos por ter parado para fotos, mas a recepção não foi calorosa para os demais.
Robinho não quis falar, dizendo ter concedido entrevista no Chile. Roberto Firmino, um dos xingados no aeroporto, passou cabisbaixo pelo saguão, com um capuz na cabeça. Miranda e Willian foram os únicos jogadores que ensaiaram explicações sobre a má campanha, encerrada nas quartas de final.
O técnico Dunga também parou para breves palavras, minimizando o fracasso no Chile e lembrando que “o Brasil ficou 40 anos sem ganhar a Copa América”. Ele contestou a visão geral de que simplesmente falta talento à atual geração de atletas da formação verde-amarela.
“A questão não é mudar tudo. A questão é melhorar, a questão é aprendizado. Temos boa qualidade técnica. Tivemos jogadores que nunca haviam passado por esse tipo de competição”, disse o gaúcho, incomodado com a insistência no questionamento da qualidade. “Precisamos ver o que esses atletas já fizeram. Cada um tem sua opinião.”









