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Futebol passa por teste decisivo com a retomada da Bundesliga
MSN

O que está em jogo é imenso e vai muito além do âmbito esportivo: o campeonato alemão, que no sábado será a primeira grande competição de futebol a ser retomada, deve provar ao mundo inteiro que o esporte profissional pode conviver com o coronavírus. Mas as incertezas são muitas e as certezas poucas.
Às 15h30 de sábado no horário local (10h30 pelo horário de Brasília), o início dos cinco primeiros jogos desta nova era da história do futebol ocorrerá simultaneamente em cinco estádios vazios. Antes dessas partidas haverá, às 13h00 locais (8h00 de Brasília) os confrontos da segunda divisão.
Muitos países, incluindo Itália, Espanha e Inglaterra, as outras três grandes potências que consideram retomar suas ligas, vão acompanhar de perto com esperança e apreensão a experiência alemã. Um fracasso reduziria drasticamente suas próprias chances de convencer seus governos a darem o sinal verde.
O jogo de maior destaque desta 26ª jornada será entre o Borussia Dortmund, segundo colocado, contra o vizinho Schalke, no prestigiado “derby do Vale do Ruhr”, com portões fechados pela primeira vez na história.
O líder Bayern de Munique e seus astros vão entrar em campo no domingo às 18h00, pelo horário local (13h00 de Brasília) em Berlim, no estádio do Union. Será um presente para os fãs ávidos por futebol ao redor do mundo.
“Se a Bundesliga é o único campeonato transmitido pela TV no mundo, suponho que contaremos espectadores aos bilhões”, se animou o presidente do Bayern de Munique, o ex-craque Karl-Heinz Rummenigge, que vê uma operação promocional formidável.
“Em 20 anos, nunca senti esse interesse (do público) pela Bundesliga”, disse à AFP Adolfo Barbero, comentarista do canal espanhol
Mas o espetáculo de sábado virá de uma maneira bastante estranha, com estádios silenciosos.
Os jogadores de futebol não vão poder se abraçar após os gols. Máscaras serão usadas nos bancos de reservas e não haverá protocolos antes dos jogos; com crianças, apertos de mão e nem fotos.
Jogadores e treinadores devem tomar cuidado com suas palavras, que serão audíveis.
Com o Brasil entre os candidatos, Fifa anuncia no dia 25 de junho a sede da Copa do Mundo feminina de 2023
Globo Esportes

A Fifa anunciou nesta sexta-feira que, em razão da pandemia de coronavírus, precisou adiar para 25 de junho a escolha da sede da Copa do Mundo feminina de 2023. Com o Brasil entre os concorrentes finais, a entidade coloca que o encontro do conselho não será mais em Addis Ababa, capital da Etiópia, e sim de forma online para a tomada da decisão. Inicialmente, a votação ocorreria no começo de junho. Além da candidatura enviada pela CBF, concorrem também Colômbia, Japão e a candidatura conjunta de Austrália e Nova Zelândia. Secretária geral da organização, Fatma Samoura comentou que a Fifa tem por objetivo investir um total de 1 bilhão de dólares na modalidade no ciclo atual.
– A FIFA continua comprometida com a implementação do processo de licitação mais abrangente, objetivo e transparente da história da Copa do Mundo Feminina da FIFA. Isso faz parte do nosso compromisso geral com o futebol feminino que, entre outras coisas, verá a FIFA investir US $ 1 bilhão no futebol feminino durante o ciclo atual – disse a secretária geral da Fifa, Fatma Samoura.
Todas as propostas que avançaram à última etapa serão apresentadas ao Conselho da Fifa em um processo de votação aberta, no qual o resultado de cada votação e os votos relacionados pelos membros será tornado público no FIFA.com. O objetivo da entidade é deixar bem claro o processo de escolha. A próxima Copa do Mundo terá uma novidade: terá 32 seleções e não mais 24 como a edição anterior na França.
No livro de candidatura, o Brasil coloca oito cidades como sedes: Belo Horizonte (Mineirão), Brasília (Mané Garrincha), Manaus (Arena da Amazônia), Porto Alegre (Beira-Rio), Recife (Arena de Pernambuco), Rio de Janeiro (Maracanã), Salvador (Arena Fonte Nova) e São Paulo (Arena Corinthians) com a grande decisão sendo realizada no Maracanã. Sobre as datas, a sugestão da CBF é que ocorra entre 13 de julho e 13 de agosto com abertura na Capital Federal e na capital gaúcha. Ela salienta que não haverá conflito com datas de outra competição da Fifa e garante que fará ajustes no calendário local para que a disputa não seja prejudicada. Além disso, foram mapeados mais de 60 centros de treinamento, 1.000 hotéis e estruturas em todas as cidades para realização de sorteios, workshops e eventos paralelos.
Coordenador médico da CBF garante: “Não vai haver lugar mais seguro do que treino de futebol”
Globo Esportes

Em entrevista ao vivo no Instagram, Jorge Pagura, coordenador do protocolo nacional da CBF, não fez previsão para o retorno do futebol, disse que a entidade segue à risca as orientações de cada estado, município e do governo federal, mas garantiu: nada vai ser mais seguro do que um treino de futebol quando houver flexibilização.
– Quando liberarem as atividades não vai haver lugar mais seguro do que treino de futebol, jogo de futebol. As medidas que preparamos sao altamente restritivas do ponto benéfico para a saúde de todos – afirmou Pagura.
O médico neurocirugião, que também é presidente da Comissão Nacional de Médicos do Futebol da CBF, participou de live com “Companhia de Viagem” e tratou de diversos pontos. Também avisou que as comemorações vão mudar. Ou seja, o comportamento dos atletas em campo de maneira geral.
– O barulho do silêncio é a nova tônica que a gente vai ver no futebol. O abraço, a comemoração, “hoje tem gol do Gabigol, dancinha… isso não vai existir – disse Pagura.
Neurocirurgião, Pagura contou que ouviu mais de 100 médicos e diversas associações para finalizar o protocolo médico. Disse que o protocolo prevê testes do tipo RT-PCR, considerado mais assertivo, e também testes rápidos, que são mais simples. Pagura, porém, considerou ser inviável fazer o teste RT-PCR em massa para os atletas.
– Alemanha resolveu os problemas deles, mas não podemos nos comparar com eles, tem a diferença econômica. Mas vamos ter testagem sim, não podemos fazer teste de RT-PCR em cada um porque pode demorar, tem que esperar entre o 3º e o 7º dia, então teria que testar e isolar. Então vamos ter grande questionário clínico, testes rápidos e série de coisas. Dentro desse plano, qualquer sintoma vamos tratar como doente e daí vai para o RT-PCR. Mas uma coisa é analisar para 80 jogos. Outro, fazer em 380 jogos, que é só da Série A. E mais de mil em outras séries. É inviável RT-PCR para todos – disse o médico.
Covid-19: clubes podem ser condenados a pagar seguro de vida
R7

Em Portugal, o retorno das atividades no futebol levou o SJPF (Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol) a pedir que a Liga e a federação contratassem um seguro de vida para proteção por causa da covid-19.
No Brasil, há uma lei que já prevê a contratação de seguro de vida para o atleta. Mas não tem sido seguida, de uma maneira geral, conforme afirma Décio Neuhaus, advogado do Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Rio Grande do Sul.
Ele acredita que isso seja difícil de acontecer agora. Do ponto de vista do retorno das atividades no país, a falta de seguro não impediria um recomeço, segundo ele. Inter-RS e Grêmio retomaram os treinamentos, seguindo protocolos.
“(Os jogadores) Poderiam fazer. Mas só isto não autorizaria a volta dos jogos.A volta está atrelada a liberação por autoridades sanitárias”, diz.
A situação, no entanto, pode ser prejudicial a um clube caso um jogador contratado seja infectado pelo coronavírus e pegue a covid-19.
Hoje, se o atleta sofre acidente e o clube não contratou (o seguro), o clube é condenado a pagar. Sim (vale também para o caso de covid-19). A responsabilidade é objetiva, basta haver o incidente”, destaca Neuhaus.
O argumento do sindicado em Portugal leva em conta a urgência do momento.
“O SJPF quer, sobretudo, dar aos jogadores a tranquilidade para se concentrarem na sua atividade, compete-nos a nós, Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), clubes, Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e SJPF, garantir todas as questões médicas e medidas de segurança, e todas as questões de âmbito jurídico”, diz Joaquim Evangelista, presidente do sindicato português, conforme informou o jornal Diário de Notícias.
Presidente da Uefa reforça desejo de encerrar Champions e critica França: “Decisão prematura”
Globo Esportes

O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, reafirmou o desejo da entidade de encerrar em campo as suas duas principais competições: a Liga dos Campeões e a Liga Europa. Em entrevista à emissora “BeIN Sports”, o dirigente declarou que a intenção é usar agosto para as partidas restantes. E que a situação atual em relação ao combate ao coronavírus é uma boa referência.
“Temos que esperar que o Comitê Executivo da Uefa confirme as datas, mas eu posso dizer que a temporada europeia será finalizada se em agosto tudo esteja como está agora”, declarou Ceferin.
– Como está agora, eu tenho certeza que podemos finalizar a temporada europeia, e isso significa as competições da Uefa. As ligas nacionais são uma coisa separada e eles decidem separadamente como vão proceder. Mas acho que 80% delas vão finalizar a temporada – comentou o eslovênio.
Em calendário divulgado por boa parte da imprensa europeia, a Uefa tem em mãos um cronograma com os 17 jogos restantes da Liga dos Campeões disputados entre 7 e 29 de agosto. Ceferin, no entanto, ainda não confirmou se as partidas das quartas de final e semifinal terão ida e volta.
Questionado sobre a decisão da LFP em encerrar precocemente a temporada do futebol francês, Aleksander Ceferin não se esquivou. Ele reforçou a autonomia das entidades e a decisão do governo local, mas disse que havia tempo hábil para jogar as partidas restantes.
– Para nós, o importante é que a gente sabe quem é o campeão, o segundo, o terceiro, o quarto. Mas na minha opinião pessoal é que cancelar a temporada tão cedo é não é o ideal, porque as coisas podem melhorar muito e todos podem jogar, com exceção de algumas ligas. Mas se a decisão é do governo, o que os clubes podem fazer? Ou a liga? Eles não podem fazer nada.
“Para mim, a decisão foi prematura. Mas não afeta a Uefa, é a decisão deles”, declarou.
Sem protocolos, base sofre cortes e fica ameaçada de não voltar em 2020
O Globo

Se a data de retorno do futebol profissional no Brasil ainda é incerta, a pandemia do novo coronavírus tem provocado danos silenciosos e ainda mais profundos nas categorias de base, que ameaçam não retornar às atividades em 2020. Embora representem uma parcela pequena do orçamento das equipes da Série A — na média até 5% — , os primeiros cortes realizados pelos clubes atingiram exatamente este setor mais frágil.
Flamengo, Sport e Vasco são exemplos de equipes que demitiram profissionais das categorias inferiores. O Corinthians reduziu 70% dos salários de seus funcionários. Já o Internacional acabou com o seu time de aspirantes ainda antes da paralisação. O principal motivo para o corte é justamente a falta de perspectiva de retorno do calendário e a dificuldade de se imprimir um protocolo de saúde e segurança como está previsto para os times principais.
Em alguns casos, aproveitou-se a realidade econômica menos animadora para enxugar o excesso de profissionais em determinadas funções, como no Flamengo. Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, há chance de se manterem para este ano apenas os torneios sub-20, conforme indicou a Federação Paulista de Futebol. A CBF suspendeu competições sub-17 e sub-20 em andamento, e ainda não sinalizou quando elas retornam. Os clubes receberam da entidade a indicação de que os jogos, se voltarem, podem até entrar por 2021.
O drama invisível é que não é possível a base retornar com o protocolo do profissional, pois a quantidade de pessoas envolvidas é muito maior. Ainda há o agravante do alojamento dos jogadores e da necessidade de os garotos estudarem enquanto treinam, condição para a certificação da CBF como clube formador.
Mesmo assim, entrou em cena o Movimento dos Clubes Formadores do Futebol Brasileiro (MCFFB), com um apelo para a retomada das competições, sob o risco de demissões em massa na categoria de base. Um comunicado divulgado ontem reforçou a preocupação.
— Ninguém pode prever o que vai acontecer nos próximos dias e meses. É importante que todos os dirigentes tenham entendimento que qualquer minuto de treino e jogo na base faz enorme diferença na formação dos atletas — reforçou Carlos Brazil, diretor do MCFFB.
Brazil acredita que a base vai ser a solução na crise:
Arena Fonte Nova se candidata a sede das finais da Copa Sul-Americana de 2021 a 2023
Galáticos Online

A Arena Fonte Nova é uma das candidatas a sede das finais das edições de 2021 a 2023 da Copa Sul-Americana. A Conmebol divulgou nesta quinta-feira (14) as praças que concorrem na disputa.
Além do estádio de Salvador, outros seis representam o Brasil. São eles o Mané Garrincha (Brasília), Arena da Baixada (Curitiba), Arena Castelão (Fortaleza), Beira Rio (Porto Alegre), Arena Pernambuco (Recife) e Maracanã (Rio de Janeiro).
Os candidatos participarão de uma videoconferência com Conmebol nos dias 25 e 26 de maio. Na oportunidade serão discutidos os dossiês de candidatura, que deverão ser entregues em 29 de maio e servirão para avaliação da entidade na escolha das finalistas de cada edição.
Além dos brasileiros, também concorrem estádios da Argentina, Chile, Equador, Colômbia, Uruguai e Peru.
Libertadores – Também nesta quarta, a Conmebol divulgou os candidatos a sede das finais da Libertadores de 2021 a 2023. Pelo Brasil, concorrem Arena da Baixada (Curitiba), Beira Rio (Porto Alegre), Arena Corinthians (São Paulo) e Morumbi (São Paulo). Para a edição 2020, que segue suspensa devido à pandemia do novo coronavírus, o vencedor foi o Maracanã.
Covid-19 no Brasil preocupa Conmebol e ameaça torneios sul-americanos
Correios

Em um cenário normal sem a pandemia do novo coronavírus, hoje os olhares dos torcedores do Bahia estariam voltados para o próximo adversário do tricolor na Sul-Americana. O sorteio que definiria esse rival deveria ter sido realizado na quarta-feira (13), na sede da Conmebol, em Luque, no Paraguai, mas, por conta do surto da covid-19, essa realidade está cada vez mais distante.
A paralisação no futebol em todo mundo alterou a rotina e calendário do esporte no continente sul-americano. A essa altura, a Copa Libertadores já deveria ter encerrado a fase de grupos e apontado os oito melhores terceiros colocados que se classificariam à Sul-Americana, mas apenas duas das seis rodadas foram concluídas.
Por ter uma das melhores campanhas da primeira fase, o Bahia ficou no pote 1 do sorteio, o mesmo que recebe as equipes da Libertadores, e, além do Vasco, pode encarar adversários de Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai. Em meio à pandemia, o CORREIO traçou um panorama de como está o futebol nos países vizinhos.
Até o momento, somente a Argentina definiu o futuro das suas competições. A federação de futebol do país anunciou o fim dos torneios sem acessos e rebaixamentos. Também não haverá rebaixamentos na competição que será disputada em 2021.
A classificação geral estabelecida até a pausa das atividades foi usada para definir os classificados à Copa Libertadores e Sul-Americana do próximo ano. Apesar do fim das ligas nacionais, Independiente, Lanús, Unión Santa Fe e Vélez Sarsfield estão entre os possíveis adversários do Bahia e aguardam a retomada da Sula.
No Chile, Colômbia, Peru, Paraguai, Uruguai, a situação do futebol é parecida com o Brasil. Os clubes e federações discutem com as autoridades protocolos para retornos às atividades e possíveis datas para a retomada do futebol, mas nada está garantido. Enquanto Chile e Paraguai mantêm expectativas da bola rolar em junho, a Colômbia projeta partidas apenas entre julho e agosto.
Fora do radar do tricolor na Sul-Americana, equipes de Equador, Bolívia, Venezuela também discutem protocolos e aguardam a liberação das autoridades sanitárias.
Apesar da expectativa do Bahia em seguir disputando o torneio continental, existe a chance do Esquadrão não entrar mais em campo pela competição em 2020.
De acordo com dados oficiais fornecidos por autoridades de cada país, sozinho o Brasil registra mais casos do coronavírus do que todos os outros nove países filiados à Conmebol juntos. Na atualização divulgada ontem, o total de contaminados pela covid-19 era 178.833 no Brasil, contra 160.516 em todos os outros países.
Os números de mortes registradas no território verde e amarelo também assustam. Foram 12.484 contra 5.710 no restante do continente. Os dados podem ser explicados pelas medidas mais duras de isolamento adotadas pelos nossos vizinhos. O restante do continente, inclusive, tem feito críticas severas a forma como Brasil trata a covid-19 e enxergam no país um risco.
“Com o que se vive no Brasil, não pensamos, nem passa por nossa cabeça, abrir as fronteiras, já que é o lugar onde talvez haja maior expansão de covid-19, e isso é uma grande ameaça para o nosso país”, disse o presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, ao jornal La Nación. :: LEIA MAIS »
Presidente da Conmebol acha ‘muito difícil’ Mundial de Clubes em 2020
IG

Alejandro Domínguez, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), afirmou nesta quinta-feira que será “muito difícil” que o Mundial de Clubes aconteça este ano.
— Seria deixado para outra época porque há outras coisas mais importantes, e todas as competições da FIFA estão sendo adiadas para o próximo ano — disse Domínguez em entrevista à radio La Red após a reunião do conselho da Comebol realizada por teleconferência nesta manhã.
Sobre a Libertadores e o início das Eliminatórias sul-americanas, o presidente afirmou que a bola só voltará a rolar quando houver liberação total das autoridades sanitárias de cada país do continente.
— O Conselho da Conmebol reuniu-se hoje por videoconferência e analisou os possíveis cenários do futebol continental nos próximos meses, concordando em retomar as competições quando as condições sanitárias o permitirem — comunicou a entidade.
Antes da reunião, a Conmebol trabalhava com a previsão de retorno das eliminatórias em setembro, e confirmava que a Libertadores seria disputada ainda neste ano.
CBF prepara estratégia para evitar ações trabalhistas contra clubes
R7

Após as polêmicas envolvendo ações trabalhistas de jogadores contra clubes, o secretário-geral da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Walter Feldman, informou, em live na última quarta-feira (13), que a entidade está tomando providências para evitar que os clubes virem alvos permanentes destes processos.
“O futebol tem uma realidade muito própria, se forem aplicadas as Leis Trabalhistas a esses aspectos diferentes do futebol vai ficar uma loucura. Estamos montando um grupo para discutir a relação trabalhista no futebol, com amparo do Tribunal Superior do Trabalho, para equacionar essa polêmica que no futebol não pode existir”, afirmou.
Feldman contou que conversou tanto com o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, quanto com o ex-jogador Paulo André, hoje dirigente do Athletico-PR.
“O Paulo André me disse que está chateado com a situação, foi em um tempo no qual ele lidava com o lado sindical, como membro do Bom Senso, e queria já ter resolvido tudo isso, hoje ele está mais aberto a todos os lados”, destacou.
Embora Paulo André diga que não tenha reclamado especificamente de pagamento por atuação em jogos noturnos ou aos domingos, assim como horas extras, a ação contra o Corinthians buscava um ressarcimento relativo à sua atuação no futebol, que, segundo Feldman, tem características trabalhistas distintas da maioria das profissões.
Já o volante Maicon, entrou com ação contra o São Paulo reivindicando pagamento de adicionais noturnos e atividades realizadas aos domingos e feriados entre 2012 e 2015, período em que defendeu o clube.
Para o coordenador de futebol feminino da CBF, Marco Aurélio Cunha, que também participou da live, esse tipo de ação é inconcebível.
“Tem de haver uma legislação específica para futebol e entretenimento em geral. Os espetáculos só ocorrem aos domingos e à noite porque precisam de público, de quem assista e isso só ocorre nestes horários e dia porque estão fora da jornada de trabalho convencional” destacou.








