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Futebol brasileiro se descola da realidade e acha que vai driblar o vírus.
Uol

No dia que o Brasil notificou o maior número de mortes por covid-19 em 24 horas, 474, e ultrapassou os 5 mil óbitos pela doença causada pelo novo coronavírus, os dirigentes do futebol brasileiro se reuniram nesta terça (28), por meio de videoconferência (afinal a recomendação é não aglomerar), e sinalizaram a volta do futebol em alguns estados para meados de maio.
No dia que o governo da França determinou que não ocorrerão eventos esportivos no país até setembro, o que obrigou a liga local a encerrar sem terminar o Campeonato Francês, aquele em que joga o PSG do craque brasileiro Neymar, a cartolagem brasileira definiu que é possível criar protocolos que evitem que os jogadores no Brasil sejam contaminados.
No dia que o presidente do Comitê Médico da FIFA, o belga Michel D’Hooghe, defendeu que a bola não role antes de setembro, porque segundo ele o mundo não está preparado para o retorno do futebol competitivo, quem manda no esporte no Brasil deu a mão de vez ao governo federal, que pede desde o início da pandemia que o país ignore o isolamento social recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
A chance de o Brasil retomar campeonatos de futebol em maio com segurança aos jogadores e profissionais que vão precisar trabalhar no entorno de treinamentos e partidas é zero. E não sou eu quem falo. Na segunda (27), o médico David Uip, que é um dos principais conselheiros do governo de São Paulo durante a pandemia e que teve a covid-19, pediu cautela aos clubes paulistas em reunião (por videoconferência, claro)..
Nenhum país europeu sabe muito bem ainda como o futebol vai voltar, e por lá a curva de contaminação está caindo, ao contrário daqui, que não chegou ao pico — especialistas falam em maio. Alemanha e Portugal parecem ser os países mais otimistas, até por terem sido menos afetados por mortes e contaminações do que França, Espanha e Inglaterra, mas mesmo assim ainda não conseguiram chega a um consenso de quando voltar a jogar.
A Uefa (União Europeia de Futebol), num primeiro momento, fez jogo duro e proibiu as federações de encerrarem seus campeonatos locais sem um fim — obrigou a Bélgica, no começo de abril, a voltar atrás nessa decisão. Mas a entidade já cedeu. Com o caos ainda dentro de vários países, decidiu que cada federação pode fazer o que quiser, o que autorizou Holanda e França a decidirem pelo fim das competições.
O Brasil é um país continental e cada estado tem um grau maior ou menor de casos. O problema não é nem o número de infectados, mas a capacidade do sistema de saúde atender doentes, principalmente os mais graves em UTIs. Há estados, principalmente no Sul, que aparentam estar em condições melhores do que outros no Sudeste ou Norte e Nordeste. Mas o ponto é: o vírus não vai sumir.
Aliás, o vírus jamais vai sumir e cientistas dizem que a normalidade da vida só ocorrerá quando uma vacina, para evitar o contágio, e um medicamento eficaz, para combater a doença, forem criados ou encontrados. O mundo vai voltar a rodar, o comércio vai reabrir, mas a recomendação do distanciamento social existirá enquanto não se puder evitar o contágio. Como o futebol, um esporte de contato, se encaixa nisso?..
Voltar com o futebol com a pandemia no auge do contágio no Brasil é uma irresponsabilidade e coloca em risco a saúde dos profissionais do futebol. Há pressão do governo federal, que parece querer a volta da política do “pão e circo” para tirar o foco dos mortos por covid-19, mas também há pressão de patrocinadores e detentores de direitos. Tempo é dinheiro, dirão. Neste momento, tempo é vida..
É impossível jogar futebol de máscara: alemão reprova experiência por volta de campeonatos
Terra

Enquanto algumas federações está optando pelo cancelamentos dos campeonatos nacionais, a Liga Alemão de Futebol (DFL) tem o plano de voltar com a Bundesliga, após a paralisação do coronavírus Covid-19, já em maio, para os nove jogos que faltam para completar a temporada. Mas, para isso, apresentou medidas a serem tomadas para que o vírus não volte a se alastrar por conta do futebol, entre elas os portões fechados e o teste regular de todos os envolvidos nas partidas.
O Ministério do Trabalho alemão, no entanto, foi mais longe e sugeriu que, durante os jogos, todo mundo, inclusive os atletas, devessem estar usando máscaras de proteção para evitar o contágio por meio de gotículas.
A inviabilidade da medida tem sido muito discutida, principalmente no meio futebolístico e,pensando nisso o jornal alemão Bild decidiu testar como seria para um jogador de futebol disputar uma partida desta maneira. Para isso, o zagueiro Dennis Aogo, foi convidado a praticar seus exercícios de alta intensidade ao ar livre e utilizando a máscara.
Clubes baianos assinam carta pedindo auxílio para CBF
Resenha na Rede

Presidentes de clubes que disputarão as 2ª divisões estaduais encaminharam uma carta para Confederação Brasileira de Futebol, dentre os objetivos está o pedido que as equipes sejam tratadas de forma igualitária. Os dirigentes alegam que faltou isonomia da entidade, tendo em vista que os clubes das séries C e D do campeonato Brasileiro e os que disputam o futebol feminino receberam auxílio de R$120 mil reais.
O Estado da Bahia foi representado pelas assinaturas do presidente do Galícia, bem como, o presidente do Canaã. No documento, os dirigentes pedem uma ajuda no valor de R$100 mil reais para cada clube, além da dispensa da isenção das taxas de inscrições das equipes nos respectivos torneios.
Vale lembrar que, o Galícia emitiu nota oficial em março desistindo da participação na 2ª divisão do Campeonato Baiano, alegando dificuldades logísticas para a preparação e assistência da equipe profissional e comissão técnica. O Baiano série B conta com cinco equipes confirmadas: Canaã, Jequié, Colo-Colo, Barcelona de Ilhéus e Unirb.
CBF sugere a federações articulação para volta dos estaduais em 17 de maio
o Globo

A cúpula da CBF teve uma reunião por videoconferência com as federações estaduais nesta terça-feira na qual os rumos do calendários brasileiro foram tratados. A sugestão da CBF é que, se possível, as filiadas tentem viabilizar o retorno dos campeonatos locais no fim de semana do dia 17 de maio (domingo).
O GLOBO apurou que o presidente da CBF, Rogério Caboclo, admitiu que o cenário pode não ser o mesmo em todos os estados, já que há diferença na disseminação do coronavírus e também no posicionamento das autoridades. Rio e São Paulo, por exemplo, têm governadores com postura mais rígida em relação às atividades esportivas.
Caboclo fez questão de pontuar que o dia 17 de maio é uma sugestão e não uma determinação, sublinhando a falta de poder da CBF para ordenar algo do gênero. A proposta não é passar por cima das autoridades.
A volta do futebol, com portões fechados, nos estaduais seria consequência do retorno aos treinos já no começo de maio. Assim, os clubes teriam condições de fazer uma intertemporada.
Para a CBF, é importante o desenrolar dos estaduais para que se abra espaço no calendário para o Brasileirão e a Copa do Brasil. A volta dos torneios nacionais traz um quadro mais complexo, já que demandaria uma diminuição mais ampla do coronavírus no país, com liberação de voos e trânsito entre estados. Ninguém se arrisca a cravar uma data para isso.
Ao mesmo tempo, as federações estaduais têm autonomia para colocar à mesa com governadores e prefeitos protocolos médicos que se adéquem às respectivas realidades.
Após o encontro com as federações, a diretoria da CBF engatou outra reunião: com os clubes, cujos jogadores voltarão de férias ao fim desta semana. Os dirigentes decidiram não estender o período.
Clubes da Série A definem que não vão prorrogar férias coletivas
Uol

Mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus, a rotina do futebol brasileiro tende a ser retomada de maneira gradativa. Em videoconferência realizada nesta terça-feira com a participação da diretoria da CBF, os clubes da Série A decidiram não prorrogar o período de férias coletivas para jogadores e comissões técnicas, dando margem para o retorno aos treinos. A informação foi divulgada no jornal “O Globo”.
Segundo a CBF, o retorno dos jogadores aos gramados, mesmo que para atividades, dependerá do aval das autoridades de cada cidade ou de estado..
As férias foram antecipadas para 1º a 30 de abril. Não há jogos em gramados no país devido à pandemia do novo coronavírus desde março.
Também em reunião nesta terça-feira, a CBF sugeriu a federações estaduais que articulem um retorno das competições locais para o dia 17 de maio, de acordo com o panorama de cada local.
Fim de férias, protocolo e testes: em reunião paralela a federações, clubes discutem volta aos treinos
Globo Esportes

Paralela à reunião das federações com a cúpula da CBF, a Comissão Nacional de Clubes se reuniu nesta tarde por videoconferência e, por decisão unânime, decidiu pelo fim de férias de atletas. A data de retorno das atividades – da maioria dos clubes – está marcada para o dia 2 de maio, mas alguns já vão voltar dia 1º de maio (sexta-feira).
O país registrou o recorde de óbitos nas últimas 24h. Foram 474 mortes. O Brasil tem 71.886 casos, com 5.017 mortes, segundo informações desta terça-feira do Ministério da Saúde
A CBF vai distribuir aos clubes o protocolo nacional de retorno progressivo dos treinos para cada clube tentar adaptar à sua realidade. Ainda há necessidade de liberação das autoridades estaduais, que não recomendam aglomerações. Por isso, num primeiro momento, os atletas podem seguir com atividades dentro de suas casas. Porém, uma outra reunião, esta da Comissão Nacional de Médicos, que vai definir ajustes para cada realidade ainda nesta noite de terça-feira.
No Rio, o Fluminense vai comunicar aos atletas retorno das atividades – neste momento, “home training” – dia 1º de maio. Por enquanto, os outros clubes grandes cariocas ainda não se manifestaram.
Em Curitiba, o Paraná marcou o dia 4 para retorno das atividades, também com cada jogador em suas casas no primeiro momento. No dia 11, a intenção é o retorno ao treino presencial. O Athletico ainda espera as autoridades de saúde para definir este planejamento.
Em Goiânia, os clubes aguardam sinalização da Federação Goiana de Futebol, mas projetam o dia 4 de maio como possível retorno aos treinos.
Mais cedo, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, e o secretário-geral Walter Feldman, se reuniram com presidentes de federações estaduais. Ouviram intenções de retorno de atividades de pelo menos duas federações. Paraná e Santa Catarina querem voltar aos jogos dia 16 de maio.
O protocolo da CBF será distribuído aos clubes – está pronto e aprovado pela diretoria da entidade nacional do futebol, mas passou por últimos ajustes.
Também houve orientação sobre a compra de testes para coronavírus. A CBF quer testar todos atletas, estafe e pessoas da convivência desse grupo em todo o país. Os clubes vão fazer a própria aquisição de testes. Cada teste varia entre R$ 150 a R$ 250.
Câmara aprova urgência e pode votar suspensão de dívidas do Profut
Uol

A Câmara aprovou hoje (28) a urgência para votar o projeto que suspende os pagamentos das parcelas de dívidas do Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro) até o final do ano. Na prática isso significa que o projeto pode ser votado em plenário amanhã, por exemplo, mas não há definição de quando entrará em pauta.
O Profut é um programa criado pelo governo federal, em 2015, para parcelamento de dívidas e fiscais e busca promover a gestão transparente das finanças de entidades desportivas.
O requerimento pela urgência foi apresentado pelo deputado Arthur Maia (DEM-BA), autor do projeto. Ele justificou que a proposta visa suspender o pagamento do parcelamento de dívidas com a União relacionadas ao programa enquanto durar o estado de calamidade pública, até 31 de dezembro.
Maia ponderou que a pandemia impede a realização de jogos e campeonatos, e isso causa causa perda de arrecadação dos clubes. Assim, há mais dificuldade para quitar os débitos. O parlamentar destacou que a suspensão do pagamento das dívidas não implicará na rescisão do parcelamento.
“Os recursos que seriam destinados ao pagamento das parcelas suspensas (…) devem ser utilizados pela entidade de prática desportiva para o adimplemento de remuneração de empregados que percebam remuneração até duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social”, prevê o projeto. Urgência.
A aprovação de urgência na tramitação de Câmara e Senado é uma medida habitual. Ela dá mais agilidade para votação dos projetos. Na Câmara, como não há comissões instaladas devido ao coronavírus, praticamente todos os projetos entram em votação com urgência, assim, a análise dos representantes das comissões é feita em plenário, antes da votação do projeto.
A era dos pontos corridos
Uol

Por décadas, até 2003, o Campeonato Brasileiro sempre terminou com um duelo de mata-mata ou uma partida decisiva de quadrangular final. Há 17 anos, porém, o torneio passou por sua maior mudança, com o início da “Era dos Pontos Corridos”.
Desde então, sete times diferentes, de três estados, conquistaram o título. A lista traz Corinthians, com quatro conquistas, Cruzeiro e São Paulo, ambos com três taças, além de Flamengo, Fluminense e Palmeiras, com dois troféus cada, e do Santos, campeão uma única vez no período.
Mas, e se essas 17 edições do torneio em pontos corridos fossem um grande campeonato por pontos corridos, quem seria o campeão? Quem teria a melhor média de pontos ao longo dos anos? Foi para responder essa (e outras perguntas) que o UOL Esporte fez um levantamento minucioso de todos os campeonatos disputados a partir de 2003.
A pesquisa mostra que o São Paulo lidera com folga, mesmo sem conquistar um título do Brasileirão desde 2008. Santos, Cruzeiro, Flamengo e Corinthians completam as cinco primeiras posições. O levantamento ainda mostra quem já ocupou a liderança e qual é a maior ascensão dos últimos anos, além da melhor média de pontuação.
Único tricampeão brasileiro seguido na era dos pontos corridos (2006-2008), o São Paulo lidera o ranking com vantagem de 60 pontos sobre o Santos. O tricolor acumulou 1.103 pontos em 17 edições. Os santistas somam 1.043 pontos, com o mesmo número de participações.
Cruzeiro e Flamengo, que também ultrapassaram a marca de 1.000 pontos, vêm em seguida. Os mineiros, rebaixados pela primeira vez na edição passada pela primeira vez na história, têm 1.030 pontos. A equipe rubro-negra atingiu 1.009 pontos depois da campanha vitoriosa de 2019.
Em seguida, vem à tona uma briga intensa entre três times: Corinthians, quinto colocado com 986 pontos, Inter, com 975, e Grêmio, com 963. Os três têm 16 participações na Série A, com uma passagem pela Série B: Grêmio (2005) e Corinthians (2008) voltaram como campeões, Inter (2017), como vice. O oitavo colocado é o Fluminense, que alcançou 937 pontos.
Outra disputa quente acontece na sequência. O Atlético-MG soma 904 pontos, mas viu a vantagem cair em relação a Athletico-PR e Palmeiras, que aparecem empatados com 902 pontos.
Por fim, Botafogo, Vasco, Goiás e Coritiba fecham a lista dos 15 primeiros. O time botafoguense marca 787 pontos, contra 726 dos vascaínos. Os goianos têm 648 pontos, enquanto o time coxa-branca atinge 615.
Clubes da Série A se unem à CBF para “peitar” a Globo
MSN

Após horas de reunião na tarde desta segunda-feira (27), os 20 clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiram se unir para tentar impedir a Globo de reduzir os pagamentos aos clubes referentes ao contrato de transmissão do torneio. No último domingo (26), a emissora enviou uma carta aos clubes propondo uma redução entre abril e junho no valor a ser pago referente à cota da TV aberta. Em julho, o pagamento voltaria ao normal e a redução atual seria compensada futuramente.
Segundo apurou a Máquina do Esporte, a reunião foi marcada por uma revolta de boa parte dos dirigentes, que consideraram o pedido da Globo inconsequente, já que foi feito no domingo com um pedido de resposta até terça-feira. Os clubes decidiram se unir à CBF para debater o tema, já que a entidade também é quem negocia com a Globo os direitos de transmissão da Copa do Brasil, que também teve redução no pagamento das cotas, já que o campeonato está suspenso.
Após o encontro por videoconferência, decidiu-se que os presidentes Rodolfo Landim (Flamengo), Romildo Bolzan (Grêmio) e Mauricio Galiotte (Palmeiras) irão junto com um representante da CBF dialogar diretamente com a Globo.
A decisão inédita de reduzir a apenas três clubes o diálogo com a emissora tem relação direta, também, com o status financeiro de quem irá conversar com a emissora. Flamengo, Grêmio e Palmeiras são os clubes com melhor saúde financeira do país atualmente. O caso será tratado diretamente pelos presidentes das três agremiações. A CBF também representará as equipes da Copa do Brasil.
Estrangulados financeiramente pela pausa do futebol, os clubes tinham na receita da Globo pelos direitos do Brasileirão a tábua de salvação neste período. Até março, a emissora pagou integralmente os cerca de R$ 2 milhões ao mês previstos em contrato. Agora, a proposta seria reduzir o valor, que já seria menor, para R$ 400 mil mensais de abril até junho. Os clubes tentarão reverter essa decisão.
A discussão com a Globo, porém, promete ser tensa. Recentemente, Flamengo e Palmeiras peitaram a emissora em negociações pelos direitos do Campeonato Carioca de 2020 e do Brasileirão 2019, respectivamente. O clube carioca, inclusive, acionou a emissora na Justiça por se sentir prejudicado em exposição na TV aberta durante o último Brasileirão, em que acabou campeão, mas teve a maioria das partidas exibidas pelo pay-per-view. Já o Palmeiras peitou a Globo em 2019 e chegou a ter cinco rodadas do Brasileirão sem transmissão de suas partidas pela emissora.
Chefe do comitê médico da Fifa é contra volta do futebol antes de agosto
MSN

Michel D’Hooghe, chefe do comitê médico da Fifa, é contra o retorno do futebol antes de agosto. O dirigente foi taxativo sobre sua opinião a respeito da volta da bola rolando.
“Estamos sujeitos a decisões a nível nacional das autoridades públicas. É muito simples: o futebol de repente deixou de ser a coisa mais importante na vida. Estaremos muito felizes se pudermos retornar, de forma mais conveniente, na próxima temporada, sem ter nada antes disso”, disse, em entrevista ao jornal britânico The Telegraph.
“Se eles puderem começar a temporada 2020/21 em agosto ou início de setembro, estaria feliz. Assim, poderíamos evitar um segundo pico do vírus, o que não é impossível”, completou.
Para D’Hooghe, não deveria haver debate sobre economia x saúde. “Vi várias situações, ao longo da minha carreira, que eram uma disputa entre economia e saúde. Quase sempre a economia vence, desde o cansaço de viagens ou a altitude ou se jogar em condições de poluição extrema. Se há uma circunstância que os argumentos da medicina devam vencer contra os argumentos econômicos é agora. Não é uma questão de dinheiro, mas de vida ou morte. Simples assim”, disse, de forma enfática.
O médico ressalta as dificuldades de se fazer partidas com público e mesmo em reunir no estádio jogadores e comissões técnicas. “Não dá para pedir para os jogadores ficarem a um metro e meio de distância”, ponderou.
“É impossível cada jogador ter seu vestiário próprio. Tenho quase certeza que ainda haverá reunião de torcedores, seja onde for. Pediria para todo mundo ser cauteloso antes de tomar a decisão de jogar futebol de novo”, alertou.








