O modelo de clube-empresa pode ser prejudicial no Brasil; entenda!
Terra

Com a pandemia do novo coronavírus e a paralisação das competições no Brasil, a delicada situação financeira que grande parte dos clubes atravessa ficou escancarada e ganhou holofotes. O panorama geral de endividamento levantou o debate do modelo de clube-empresa ser adotado por aqui.
No ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que libera os clubes se tornarem empresas, algo parecido com o que ocorre na Europa. Hoje, qualquer clube pode ser uma companhia. Há a possibilidade de nascer empresa, a exemplo do Red Bull Brasil, como deixar de ser uma associação e virar uma empresa, como Red Bull Bragantino e Botafogo-SP.
Atualmente, em sua maioria, os clubes são entidades sem fins lucrativos e se tornariam sociedades limitadas ou até mesmo anônimas.
Outro ponto importante é o abandono dos proprietários. Os donos podem simplesmente perder o interesse em investir no clube, focando-se com os ganhos em venda de jogadores e publicidade. Há o risco da marca ser explorada financeiramente e largada no âmbito esportivo. Este tema implica também na chance de falência.
Uma associação, modelo vigente em quase todo Brasil, pode sofrer insolvência civil- o clube ter mais obrigações do que rendimentos para cobrir tais pagamentos, bastante similar à falência. Como há uma rotatividade de mandatários, regida pelo sistema presidencial, o fato de não haver responsáveis pelo ativo dificulta essa ação. Na realidade, é improvável a insolvência de um clube de futebol em decorrência das oportunidades que envolvem o capital- compra e venda de jogadores, bilheteria, publicidade. Mesmo que em estado crítico, os clubes se mantém.
Já no modelo empresarial, a situação se reverte. Uma empresa pode falir. A falência no futebol implicar em ter de reiniciar todas as competições estaduais e nacionais da última divisão.
Diante desse cenário, quem iria assumir um clube brasileiro na atual crise?
“Não vai chegar um xeique no Brasil com um 1 bilhão de reais. Pode ter certeza. Não acredito em mágica, de que um investidor chegue no Brasil, em um clube que deve mais de R$ 700 milhões, como o Corinthians, com esse dinheiro para curar as dívidas, mais 500 milhões para folha salarial. Acreditar que o clube-empresa vai ser a solução de tudo é um pouco de ilusão”, comentou César.
“O real está em baixa, então colocar 300 milhões de euros não é inconcebível. Mas, pensando friamente, com esse valor se compra outros clubes da Europa, e lá, num país que não seja das grandes ligas, se consegue chegar em uma Liga Europa, se consolidar nacionalmente”, completou.
A discussão de clube-empresa ou associação é bastante complexa e deve ser levada com muito cuidado. Independente do modelo, a gestão deve ser profissional e responsável, somente assim qualquer instituição sobrevive à longo prazo.
Premier League doa R$ 6,6 milhões para que Inglês feminino possa retornar
Uol

A Premier League, organizadora do Campeonato Inglês masculino, fez hoje uma doação de R$ 6,6 milhões para que a liga feminina do país possa retornar na próxima temporada. A quantia possibilita principalmente a testagem para coronavírus dos envolvidos na competição. As informações são do site “BBC Sport”.
Enquanto a temporada da liga masculina será decidida em campo, voltando após uma pausa que durou entre o início de março e o final de junho, a feminina foi dada como encerrada no início deste mês. Com a decisão, o Chelsea foi declarado campeão.
Em conversa com o Departamento de Cultura, Mídia e Esporte da Inglaterra, o executivo-chefe da Premier League, Richard Masters, ainda afirmou que tem como objetivo passar a gerir a Women’s Super League (Superliga Feminina, em tradução livre), mas que esse não é o momento certo para isso, apesar das negociações terem acontecido no último ano. Atualmente, a competição é gerida pela FA (Associação inglesa de Futebol).
“De uma perspectiva pessoal, é algo que eu gostaria de fazer no futuro por essa organização – não apenas ser responsável pelo topo da pirâmide em termos de jogos masculinos, mas também de mulheres. Essas duas coisas funcionariam de mãos dadas muito bem e inspiraria uma geração de jovens futebolistas a se envolver no jogo”, afirmou Masters.
Até então, nenhuma verba extra havia sido destinada à testagem nas competições femininas do futebol inglês. Kelly Simmons, diretora de futebol profissional da FA, agradeceu à Premier League por fornecer um financiamento crucial “que nos permitirá cumprir com os protocolos de testes quando voltarmos para a temporada 2020/2021”. A próxima temporada, no entanto, ainda não tem data confirmada.
Bolsonaro recebe presidentes de oito clubes da série A em apoio mudança da transmissão na TV
MSN

O presidente Jair Bolsonaro recebeu, nesta terça-feira, dirigentes de oito clubes da Série A do Campeonato Brasileiro para uma reunião seguida de um almoço no Palácio do Planalto. Os representantes de Athletico Paranaense, Bahia, Ceará, Coritiba, Fortaleza, Internacional, Palmeiras e Santos apoiaram a Medida Provisória nº 984/2020, que, dentre outros pontos, altera a forma de negociação dos times com as emissoras de TV sobre os direitos de transmissão das partidas, colocando os direitos dos jogos nas mãos das equipes mandantes.
No encontro, os dirigentes pediram o apoio de Bolsonaro ao projeto de Lei 3.832, que altera a Lei da TV Paga para que empresas de telecomunicações possam atuar na produção de conteúdo esportivo. O presidente da República disse que vai acompanhar a tramitação, mas não se comprometeu com o tema.
Os oito clubes tem interesse especial nas duas medidas. Eles venderam os direitos de transmissão dos seus jogos no Campeonato Brasileiro em TV fechada para a Turner, empresa do conglomerado AT&T, que realizou as exibições em 2019. A emissora e os times passam por imbróglio que pode terminar com o rompimento do contrato.
Os clubes afirmam que a rescisão do contrato ocorreria em um momento financeiro difícil por causa da pandemia do coronavírus, que paralisou o calendário do futebol – só o Campeonato Carioca foi retomado.
Os dirigentes destacam que o rompimento favoreceria a Rede Globo, que transmite os principais campeonatos no País e com quem eles precisariam negociar novamente. Os dirigentes vão encontrar nesta terça-feira com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre.
Os oito clubes foram representados pelos seguintes dirigentes: Robinson Passos de Castro e Silva (Ceará), Marcelo Paz (Fortaleza), Eduardo Bastos De Barros e Samir Namur (Coritiba), Aguinaldo Coelho de Farias (Athletico), Maurício Galiotte e André Sica (Palmeiras), Guilherme Bellintani (Bahia), Matheus Del Corso Rodrigues (Santos) e Marcelo Medeiros (Inter).
Presidente do Bahia de Feira revela data de incio do Baiano e Série D
Resenha na Rede

O presidente do Bahia de Feira, Jodilton Souza, revelou em entrevista a rádio 87 FM, do Rio Grande do Norte, que o Campeonato Baiano será iniciado no de 18 de julho. Ele, que é membro Comissão Nacional de clubes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), contou ainda que as Séries C e D iniciarão no mês de agosto.
“O Campeonato Brasileiro começará no dia 8 de agosto, Série A e B. Ficou definido que o Estado ou cidade que não libere o futebol, o time mandará os jogos em uma localidade vizinha. A série C e D começam dia 15 ou 22 de agosto, para gente ter tempo de terminar os estaduais. Na Bahia, nós começaremos o Estadual no dia 18 de julho e terminará no dia 5 de agosto. O prefeito de Salvador vai liberar através de portaria os jogos na cidade e aqui em Feira de Santana a gente tem conversado com o prefeito. “, disse o presidente.
O presidente ainda revelou que a CBF concedeu uma ajuda de custo nos meses de abril e maio para os clubes que estão na Série D. “Todos os clubes que vão participar da Série D tiveram uma ajuda da CBF de 120 mil reais, pois a média salarial desses clubes é de 60 mil. Foi uma ajuda referente a abril e maio, não sabemos se terá junho e julho, está havendo um estudo”.
O Bahia de Feira já retomou as atividades na Arena Cajueiro, visando o reinicio do Campeonato Baiano e a preparação para Série D.
Não há ‘plano B’ para a Champions, afirma Uefa após Lisboa retomar confinamento
Uol

Diante da decisão de retomar as medidas de confinamento em Lisboa, cidade que sediará o torneio final da Liga dos Campeões, a Uefa afirmou nesta terça-feira que “não há nenhum motivo para prever um plano B”.
“Esperamos que tudo irá bem e que será possível organizar o torneio em Portugal. Por enquanto, não há nenhum motivo para prever um plano B”, declarou à AFP um porta-voz da Uefa, explicando que a entidade está “em contato permanente com a federação portuguesa de futebol e as autoridades locais”.
“Seguimos a situação diariamente e nos adaptaremos caso necessário, quando chegar o momento”, continuou o porta-voz, repetindo as palavras pronunciadas em 17 de junho pelo presidente da Uefa, Aleksander Ceferin.
A partir desta quarta-feira, os moradores de 19 bairros da periferia norte de Lisboa, onde há núcleos de contaminação do coronavírus, serão novamente confinados em casa, anunciou na última quinta-feira o primeiro-ministro português, António Costa.
Nestes locais, as aglomerações serão limitadas a no máximo cinco pessoas, contra 10 no conjunto da região da capital e 20 no restante do país.
A final da Liga dos Campeões 2019-2020, competição suspensa em meados de março devido ao coronavírus, está prevista para acontecer em 23 de agosto em Lisboa, após a disputa de um torneio inédito que reunirá oito equipes na capital portuguesa a partir de 12 de agosto.
Quatro equipes já estão classificadas para as quartas de final da Champions: PSG, RB Leipzig, Atalanta e Atlético de Madrid.
As outras quatro vagas serão atribuídas após a disputa dos jogos de volta das oitavas de final ainda não realizados e que deverão acontecer nos dias 7 e 8 de agosto em locais a determinar.
Análise: Justiça dá força para MP mudar esporte
MSN

Por que discutir diariamente a MP 984 em nossas mídias? É interessante notar que, há 12 dias, quando o governo editou a medida provisória que muda radicalmente a questão dos direitos de transmissão do futebol brasileiro, rapidamente nossa audiência quintuplicou. Tivemos dois dos dias mais lidos, vistos, curtidos, descurtidos e compartilhados neste ano.
Só que agora também é interessante notar que o público começa a se desgarrar do debate. Quando o assunto começa a não ter uma definição clara, as pessoas parecem se afastar da questão. Só que a MP 984 levantou um debate que pode mudar totalmente a configuração do esporte como negócio no país.
Um bom exemplo é o efeito prático que tem a decisão da Justiça em favor do Flamengo publicada nesta segunda-feira (29). Ela abre a jurisprudência para que os direitos de transmissão da Série A do Brasileirão sofram uma enorme mudança.
Até agora, o Red Bull Bragantino é o único clube sem qualquer contrato para transmissão de seus jogos. A partir do que determinou a Justiça no caso Globo x Flamengo, o clube poderá ir atrás de quem bem entender para vender os direitos de mídia dos 19 jogos em que é o mandante no torneio.
Isso para não dizer que os clubes poderão, tranquilamente, alegar para Turner e SporTV que o jogo mudou. Se, antes, só alguns jogos deles poderiam ser transmitidos na TV paga, agora são 19 partidas de cada um dos times com os quais as duas emissoras têm contrato que teoricamente seriam transmitidos.
Tudo isso poderá implodir o acordo vigente do Brasileirão, ou então causar uma guerra de liminares na Justiça que fará com que o torcedor sinta falta de apenas não ter um jogo ou outro para assistir porque os clubes decidiram que não aceitariam as propostas que apareceram para ele para a transmissão.
Para além das mudanças que enfrentaremos como consumidor, o debate sobre os direitos de transmissão no esporte muda, substancialmente, o futuro da indústria esportiva no país. A mídia é a maior financiadora do esporte. Uma regra diferente na relação dela com as modalidades impacta em toda a cadeia.
É curioso notar como boa parte das pessoas acha que o debate sobre a Medida Provisória resume-se ao futebol, sem entender que a lei alterada fala em entidades de práticas desportivas. O enrosco que a MP trará está apenas começando.
Fifa estuda tecnologias para aprimorar marcação de impedimentos, diz jornal
Uol

Mesmo com a introdução do árbitro de vídeo, a Fifa ainda não fechou questão em relação à marcação de impedimentos nos jogos de futebol. Segundo o jornal As, o órgão acredita que pode revolucionar ainda mais a tecnologia para que ela seja mais assertiva em lances milimétricos do tipo.
Para isso, a entidade organizou nos últimos dias uma conferência de trabalho que estuda novas medidas a serem colocadas em prática. Um modelo semi-automatizado – que já foi testado no último Mundial de Clubes -, está sendo aprimorado para fornecer ao VAR informações adicionais e mais precisas para auxiliar o processo de tomada de decisão do árbitro.
No entanto, é necessário validar uma tecnologia que consiga detectar precisamente qual foi o ponto de partida do jogador envolvido no lance de possível impedimento.
De acordo com o jornal espanhol, esta solicitação se dá pelo fato de alguns testes de precisão mostrarem que os bandeirinhas tendem a escolher diferentes partes do corpo dos atletas para marcar ou não a infração. Isto pode ser impreciso, já que nem sempre a região definida é a que está mais à frente no lance.
“O objetivo é desenvolver uma ferramenta semelhante à da tecnologia da linha de chegada: ela não foi projetada para tomar uma decisão, mas para fornecer evidências instantaneamente aos árbitros”, disse um membro que participou da reunião ao veículo.
Estádio Lomanto Junior está à disposição do Vitória da Conquista para a volta aos treinos
Da Redação

A FBF anunciou que projeta o retorno do Campeonato Baiano para a segunda quinzena do mês de julho. Recentemente a Entidade enviou correspondência para as Prefeituras de cidades que sediam a competição, com protocolo para viabilizar o retorno do futebol.
Os jogos serão realizados sem a presença de público. Além da autorização dos municípios, a FBF aguarda também autorização do Governo do Estado da Bahia.
Segundo o Blog da Resenha Geral o Vitória da Conquista solicitou, e a Prefeitura autorizou o retorno aos treinamentos no estádio Lomanto Junior, desde a semana passada.
O Bode tem ainda dois jogos para cumprir na fase de classificação: um contra a Juazeirense fora de casa e o outro contra o Jacobina como mandante.
O Alviverde ocupa a oitava colocação com sete pontos.
Antes de tudo, o Futebol do Brasil tem que se reorganizar, mesmo
R7

Na terra dos jeitinhos, não basta ao brasileiro transformar um limão em limonada. O cartola pátrio, principalmente aquele do Futebol, ainda consegue impor, à sua natural e até que gostosinha acidez, uma atordoante capacidade de corrosão. De causar além de meros arrepios. Nesta que é a pior crise de toda a história do Esporte Bretão, fora das duas Guerras Mundiais, desenha um horizonte turbulento e uma segurança estratosférica. Afinal, parece ostensivo que, antes de haver uma vacina efetivamente testada para o Sars-CoV-2, antes que essa vacina se difunda, a bola apenas rolará, com resultados seguros, nas telas de TV, de computador, smartphones etcetera.
Aconteceu a suspensão dos Jogos Olímpicos, das grandes maratonas internacionais, dos torneios de Wimbledon e de Roland Garros, se estagnou a Fórmula 1, mas o Brasil insiste em resgatar os certames regionais do Ludopédio, os tais torneios que a inclemência do Novo Coronavírus suspendeu. Razão primária, e óbvia: a necessidade de se recuperarem os pagamentos dos direitos de transmissão da empresa que ainda detém o monopólio, a Rede Globo. Se ainda sobram fanáticos que, com todo o respeito, não passam sem as emoções de Macaé X Boa Vista, no Rio de Janeiro, ou de Botafogo de Ribeirão Preto X Mirassol, no Estado de São Paulo, o Campeonato Nacional, este, sim, um dos maiores e mais competitivos do planeta, esbarra no voluntarismo, para não falar em incompetência, dos cartolas de praxe. Sem problema, eu destrincho o meu raciocínio.
Já faz décadas que, certamente, por causa do apego aos regionais, o Futebol do País emperra a lógica de adequar o seu calendário ao europeu. Sou uma das vozes que não cessam de defender essa imperiosidade, no mínimo para conjuminar as janelas de transferência e os clubes daqui não perderem seus atletas, para os clubes de lá, em meio ao Nacional. E, ironicamente, desta vez, conforme a CBF e os clubes pactuaram, o campeonato de 2020 deverá se iniciar em Agosto, deverá se desenrolar por 38 datas e, bingo!, terminar em Fevereiro de 2021. Ou, sete meses de pelejas em todos os domingos de meios de semana, até mesmo no Natal e no Ano Novo. Não é formidável?
No entretempo haverá Copa do Brasil, a Libertadores, a Sul-Americana e assim por diante. Apenas no Brasileiro da Série A e da Série B haverá quarenta clubes, vinte em cada. Na Série A, cinco paulistas, quatro cariocas, dois gaúchos, dois paranaenses, dois goianos, dois cearenses, um mineiro, um baiano e um pernambucano. Imagine que o Grêmio e o Internacional precisarão viajar cerca de 8.000 quilômetros entre Porto Alegre e Fortaleza apenas para enfrentar o Ceará e o Fortaleza. Com todas as suas necessidades de logística, transporte, acomodação, lugar para os treinamentos fora de suas sedes. Isso, numa época de companhias em plena batalha contra a crise. Quarenta clubes, em torno de 2.000 pessoas ao menos de trânsito constante. Bastará um assintomático para contaminar uma delegação inteira.
Graças ao Flamengo e ao seu presidente Roberto Landim, que decidiu peitar a Globo, e graças a uma MP proposta pelo Governo Federal, ocorreu uma modificação radical na definição dos direitos de transmissão. Pela MP, apenas os clubes mandantes podem negociar, com as emissoras de TV e congêneres, as condições, os valores etcetera. Considero difícil que a MP seja aprovada como está. Não creio que tenha como interferir em contratos já vigentes, leia-se da Globo, até 2024. De todo modo, além de criar alguma insegurança jurídica, ao puxar a brasa para a sua sardinha o Flamengo, talvez sem perceber, meramente patrocina a amplificação de um abismo. Nenhum outro certame do universo tem dez, doze clubes efetivamente na briga pelo seu título. Entregar os direitos só aos mandantes significa banir todos os outros.
Ao invés de brigarem por tantas picuinhas, os cartolas do Futebol do País, deveriam, sim, se empenhar num correto fortalecimento desse nobre produto. Ainda nesta década acontecerá uma transformação gigantesca nos habituais meios de transmissão. Tem dias contados a exclusividade do velho Futebol de manhãs, tardes e noites na chamada TV aberta, assim como nas emissoras a cabo. Para pior ou para melhor é inexorável a ascensão das plataformas digitais. E a pandemia Covid-19 cuidou de acelerar esse processo. Afortunadamente, no departamento da venda dos direitos internacionais, a CBF negocia a licitação com uma empresa séria, de profissionais experientes, que quer se pautar pela transparência e pela eficiência integrais.
Atrasados em 15 anos na busca pela modernidade, o País, para encontrar um sucesso que perdure, terá que passar ao mundo a imagem de um campeonato bem planejado, competitivo, equilibrado. Serve para o mercado interno, serve para o mercado externo. Está na hora de o Futebol do Brasil encarar a desgraça da pandemia, aprender com as suas lições, se afastar dos modelos viciados do México e de Portugal, e se aproximar do padrão das grandes ligas européias. Fugir da política momentânea. Se a intenção é acabar com o monopólio da Globo, também é essencial que os clubes avancem em bloco, na organização de suas competições, na absorção crucial das novas tecnologias e, então, na venda dos direitos. Alguém já observou que, no Brasil, o fundo do poço é infinito. E que o dia pior é o dia de amanhã.
Chegou a hora de se acabar com isso, de vez.
Renê Simões defende retorno do futebol para fim da violência doméstica
Atarde

Ex-técnico da seleção feminina de futebol, com passagens pela dupla Ba-Vi, Renê Simões, de 68 anos, gerou polêmica após defender o retorno dos jogos como alternativa para acabar com o fim da violência doméstica.
Segundo o comentarista, alguns amigos estão enlouquecendo em casa devido a quarentena. “Vamos discutir o futebol como fator social para ajudar as pessoas que estão em casa enlouquecendo. Eu tenho amigos aqui que já se separaram, outros já bateram na mulher, outros batem nos filhos. Estão enlouquecendo. Então, se colocar futebol, pode ser que ajude em alguma coisa”, declarou Renê à Rádio Central, de Campinas, na sexta-feira, 26.
Diagnosticado com Covid-19 no dia 28 de março, Renê foi criticado por não informar os casos de violência às autoridades responsáveis.









