VELHO “ESTADIOZINHO” DO EDVALDO FLORES: QUEM TE VIU E QUEM TE VÊ
Por Enyl Lemos Historiador
Na década de 40, poucos meses antes dos anos 50, todas as competições esportivas, inclusive da LCDT, eram realizadas no acanhado estádio da rua Salgado Filho e campinho do bairro Gerson Sales, hoje conhecido oficialmente por bairro Brasil, fundo do cine Eldorado. Naquela época o futebol amador da cidade monopolizava os torcedores amantes do esporte rei nas tardes dominicais. Não existiam outras opções de lazer, exceção apenas das matinês nos cinemas, com filmes exibidos com casa cheia.
Dessa foma, alguns desportistas liderados pelo Dr. Mário Seixas, sentindo a necessidade de Vitória da Conquista ter um estádio melhor para a prática do futebol, reivindicaram ao então prefeito Edvaldo Flôres a construção de uma praça esportiva. O pedido foi aceito de imediato pelo Executivo Municipal e pouco tempo depois foi construído o estádio no bairro Alto Maron, inaugurado no crepúsculo do governo de Edvaldo na década de 50. A construção do novo estádio, na época um dos cartões de visita da cidade, deu nova dinâmica ao futebol amador da cidade.
A batalha campal pelas competições oficiais e amistosos intermunicipais e estaduais levava multidões àquela praça esportiva recentemente inaugurada. Com o advento do profissionalismo em Conquista em 67, o futebol amador foi perdendo a motivação, o público se afastando e a decadência chegando, sobretudo porque o estádio já não era o mesmo, parcialmente depredado.
Já nos anos 70, no governo de Raul Ferraz o estádio foi totalmente recuperado pelo referido prefeito, inclusive gramado, quando conquistamos pela 1ª vez o título do intermunicipal em 79. Em 84, a seleção conquistense voltou a ganhar o seu 2º título maior do amadorismo interiorano, já com o estádio mostrando sinais de depredação.
Hoje aquele Santuário do futebol amador encontra-se em ruínas, numa situação lamentável, totalmente depredado, esquecido pelo Poder Público Municipal. Sem nenhum conforto, sem sanitários, vestiários vergonhosos, para não falar que nos dias chuvosos, a exemplo do que aconteceu neste final de semana, o piso fica impossibilitado para a prática do futebol. Já nos dias de sol, o poeirão esconde a bola e os jogadores, atrapalhando a visibilidade do árbitro.










