Com mais de R$ 100 milhões anuais, Paulistão vira único estadual ‘intocável’ para 2017
MSN

Com contrato renovado até 2021, o Paulistão virou o único campeonato ‘intocável’ nas discussões que se desenrolam no Comitê de Reformas da CBF sobre mudanças no calendário a partir da próxima temporada. O estadual é hoje o que mais paga no país, com mais de R$ 100 milhões anuais distribuídos entre seus membros, e não deve ter o seu número de datas alterado.
Ele conta com 19 em seu atual formato.
A sugestão feita em encontro na última quarta-feira, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, é de que os demais sejam reduzidos.
Ao lado do Fluminense, o Flamengo propôs, por exemplo, que a diminuição no número de participantes do Carioca seja de 16 para 10 clubes em 2017 e não 12, como prefere a maioria para evitar uma desvalorização abrupta da competição. A preocupação tem motivo de ser.
Ela passa inicialmente pela renegociação dos contratos de televisão.
Em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, os acordos de transmissão do estadual se encerram em 2016
Existe ainda outro fator: a Primeira Liga, que nasceu em sua primeira edição como um movimento preocupado mais preponderantemente com o seu fortalecimento político do que com o lado técnico, definiu, em reunião recente, que pretende saltar de cinco para sete datas em 2017. A partir desse crescimento, ela calcula faturar até R$ 100 milhões no próximo ano, ‘esvaziando’ indiretamente os estaduais.
A entidade não se opõe à manutenção dos estaduais com mais de 12 datas, mas fez a ressalva na CBF de que os seus membros não poderão entrar em campo mais vezes do que isso.
Ao todo, em um calendário que evitaria conflitos com as datas Fifa das seleções, a conta é de que existiriam 76 datas oficiais para serem trabalhadas no futebol brasileiro.
Além da CBF e dos próprios clubes, participam das reuniões Comitê de Reformas representantes também das federações paulista, mineira e baiana, dentre outras.









