:: 19/abr/2020 . 11:55
Semana terá discussões sobre crédito de bancos públicos para futebol
Globo Esportes

A semana que começa neste domingo (19) terá discussões em Brasília sobre o possível crédito dos bancos públicos para o futebol. A discussão começou duas semanas atrás, na Frente Parlamentar Mista do Esporte, presidida pelo deputado federal Júlio César Ribeiro (PRB-DF). Ganhou força, apesar de apenas dez dos vinte clubes da Série A terem participado da primeira vídeo conferência.
Nesta semana, haverá nova vídeo-conferências para a sempre polêmica possibilidade de injetar dinheiro de bancos públicos, com juros diferentes do mercado, e tentar socorrer a indústria do futebol. A ideia pressupõe contrapartidas e, possivelmente, as linhas de crédito só poderão ser disponibilizadas para clubes que aderirem ao projeto de clube-empresa.
Não pode haver crédito sem contra-partida. É a premissa. O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, não tinha conhecimento da vídeo conferência, há duas semanas, mas disse que é preciso pensar também na indústria do futebol. Entre os dirigentes, todos entendem que é preciso injetar dinheiro novo no futebol.
Outra alternativa que já começa a ser discutida, como hipótese, é a de permitir o retorno dos direitos de terceiros em contratos de jogadores. A Fifa proíbe, mas há quem entenda que a legislação específica de um país pode permitir que se ultrapasse a regulamentação da federação internacional de futebol.
Quilos a mais viram ameaça para os atletas confinados
Gazeta Esportiva

A balança dará o veredito: jogadores de futebol e outros atletas de alto rendimento temem os efeitos que as semanas de confinamento por causa da pandemia do coronavírus possam ter na hora de perder peso para recuperar a forma física.
Na história do futebol, muitos lembram da imagem de alguns jogadores em campo claramente acima do peso, como Diego Maradona, Antonio Cassano, Adriano ou Ronaldo.
Os quilos a mais costumam ser um problema para alguns atletas depois das férias e, desta vez, a causa não será um excesso de caipirinhas durante as noitadas, mas sim as delícias da cozinha caseira e a tentação de ter uma geladeira sempre por perto, além da redução na atividade física.
“Eu sigo o programa de exercícios que o clube nos enviou, mas não é o mesmo que um treino coletivo. Tenho que ter cuidado para não engordar. Minha esposa gosta de cozinhar e eu gosto de comer, é uma combinação perigosa. Temos muitos biscoitos em casa para as crianças e sempre como cada vez que tomo um chá”, admite o meia galês da Juventus Aaron Ramsey.
Com a degradação dos treinos e a manutenção do aporte calórico, os atletas correm o risco de perder massa muscular e aumentar o percentual de gordura, algo contra o qual combate Xavier Frezza, preparador físico que trabalha com jogadores profissionais.
“Lidam bem com isso”:
“Os atletas fazem muitas atividades físicas, então têm uma alimentação bastante rica, ligada a sua disciplina. Se a atividade for mais leve, como acontece agora, e mantiverem o mesmo regime alimentar, caem em uma armadilha. Eles podem ganhar rapidamente um pouco de peso, combinado a uma falta de forma física”, explica o especialista.
A ameaça é especialmente séria para os atletas com planos nutricionais preparados para treinos intensos, como ocorre por exemplo com os nadadores.
“Meu grande problema é a comida, porque sou um glutão”, explicava o nadador francês Florent Manadou à AFP no início do confinamento, que na França começou em março. “Quero me manter em forma, porque sei que a volta à água será difícil”, continuou o campeão olímpico dos 50 m nos Jogos de Londres-2012.
Como uma mentira ajudou o Brasil a conseguir ver a Copa de 70 ao vivo na TV
Uol

Nesta semana, o SporTV está exibindo a campanha do Brasil na Copa de 70, que marcou o tricampeonato nacional. O Mundial daquele ano marcou principalmente a primeira transmissão ao vivo de um jogo de um Mundial no nosso país. Mas algo curioso é que, se não fosse a mentira de um diretor que foi negociar os direitos de transmissão para o nosso país, os jogos jamais teriam sido exibidos.
O ano era 1969 e, até ali, não se tinha muita certeza se o Brasil teria os jogos ao vivo mostrados na TV. A viabilidade técnica já existia: em fevereiro daquele ano, foi inaugurada a Embratel (Empresa Brasileira de Telecomunicações), que montou sua base de Tanguá, distrito de Itaboraí, no Rio de Janeiro. Lá, os sinais de satélite da rede Intelsat, que distribuía o sinal da Copa do México para todo o mundo, eram recebidos e enviados para as TVs brasileiras.
Mas até ali, nenhuma TV ainda podia transmitir a Copa do Mundo de 1970 ao vivo, porque os direitos também não haviam sido negociados. Poucos meses depois, esse assunto na teoria também foi resolvido pela TV Tupi, pioneira emissora do país que ficou no ar até junho de 1980.
José de Almeida Castro, histórico diretor da Tupi, fechou um acordo de exclusividade para a Copa de 70 com a empresa mexicana VT Latin Programs, criada pelo Comitê Organizador da Copa para cuidar desse assunto. Mas assim que o acordo de exclusividade foi anunciado pela Tupi, as outras TVs reagiram.
Determinado o fato, executivos rumaram ao México para fechar novamente o contrato com a VT Latin Programs. Nessa viagem, estavam executivos históricos da TV brasileira, como Walter Clack (considerado por muitos o executivo mais importante da história da Globo), Paulo César Ferreira, diretor da Rádio Nacional; e Flávio Alcaraz Gomes, vice-presidente da ABERT (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão). Além de José de Almeida Castro, da TV Tupi, citado mais acima.
Foi em uma dessa reuniões que a “mentira que salvou a Copa” acabou sendo contada. Paulo César Ferreira, irritado com o executivo Emilio Azcárraga, que comandava a empresa e os direitos de transmissão, bateu na mesa e começou a contar que a não venda dos direitos de transmissão para as TVs brasileiras seria considerado uma afronta pelo Governo Federal. Mais que isso: a seleção brasileira poderia não entrar em campo.
O blefe deu certo. Emílio Azcárraga, intimidado pela fala de Paulo César Ferreira, acreditou que, de fato, o Brasil não poderia entrar em campo. Alguns dias depois, a renegociação foi fechada. O contrato, cotizado pelas emissoras de TV, foi fechado pela bagatela, hoje simplória, de US$ 715 mil.
No fim, Globo, Tupi, Band e Record (essas duas últimas com a alcunha de Rede de Emissoras Independentes) exibiram os jogos do Brasil ao vivo. O restante das partidas era mostrado em VT, bem diferente do que acontece nos dias atuais.
Flamengo recorre a empréstimo de R$ 40 milhões e busca renegociaçõ
Lance

Os impactos da pandemia do coronavírus fizeram a diretoria do Flamengo recorrer a um empréstimo no valor de R$ 40 milhões junto ao Banco Santander. A linha de crédito, com juros baixos, já estava pré-aprovada e em “stand by”, de acordo com o demonstrativo financeiro do clube de 2019.
O empréstimo acontece em momento que as finanças do clube foram impactadas com o rompimento do patrocínio da Azeite Royal e o não recebimento do valor acordado com a fornecedora de material esportivo Adidas. Juntos, nestes casos, o Flamengo deixou de arrecadar R$ 11,3 milhões.
Diante deste cenário, o Flamengo também não fez os repasses referentes às compras do zagueiro Léo Pereira, ao Athletico, e do atacante Thiago, ao Naútico. A direção do Gávea, contudo, está em contato com os representantes dos clubes buscando renegociar os termos por conta da pandemia da Covid-19.
Campanha da Fifa reúne grandes nomes do futebol mundial para agradecer profissionais da saúde
MSN

Cinquenta nomes do futebol mundial aplaudiram os esforços dos profissionais da saúde durante a pandemia do coronavírus (Foto: Divulgação/Fifa)
Durante a pandemia do novo coronavírus, diversos profissionais da área de saúdem têm arriscando as suas vidas diariamente para combater a doença. Pensando nisso, a Fifa reuniu cinquenta grandes personalidades do futebol mundial para aplaudir os esforços e riscos enfrentados pelos trabalhadores da saúde.
“Queríamos mandar uma mensagem que mostre que o futebol está unido e apoia os médicos, enfermeiros e outros trabalhadores fundamentais que estão ajudando todos nós a passar pelo coronavírus neste momento difícil. Do mesmo modo, o coronavírus não irá embora sem lutar e cada um de nós também têm que respeitar as regras estabelecidas por cada autoridade nacional de saúde. Juntos e unidos, nós venceremos”, disse Marta em declaração à entidade.
“Eu tenho orgulho de mostrar o meu apoio a todas as pessoas que estão trabalhando incansavelmente para defender o nosso modo de vida contra o coronavírus. É um inimigo invisível que atacou as nossas vidas, mas, graças à coragem e à dedicação dos profissionais de saúde em todo o mundo, teremos uma chance de superar isto e seguir em frente. Mando um obrigado infinito para cada um de vocês”, acrescentou Pelé.
A campanha ainda conta com nomes como o de Diego Maradona, Zinadine Zidane, Cafu, Roberto Carlos, Ronaldo e Kaká. O vídeo está sendo divulgado nas redes sociais da Fifa.
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