:: 28/abr/2020 . 8:17
Clubes da Série B pedem à CBF aporte de R$ 60 milhões em carta assinada pelos 20 integrantes
Globo Esportes

Direitos de transmissão, verba do legado da Copa do Mundo e manutenção do calendário. São esses os pedidos dos clubes da Série B à Confederação Brasileira de Futebol, em carta entregue na última semana, com o objetivo de minimizar os efeitos econômicos da paralisação por conta da Covid-19
Além da manutenção do pagamento dos direitos de transmissão, os 20 clubes solicitaram um aporte de R$ 60 milhões, que seriam divididos de forma igualitária. O recurso, segundo o documento, seria retirado do “Legado da Copa”, verba destinada pela Fifa à CBF, para que o Brasil, que sediou a Copa do Mundo de 2014, investisse na infraestrutura do esporte.
De acordo com o documento, para ter acesso ao dinheiro, os clubes precisariam aceitar uma das duas condições estipuladas:
Comprovação, em 24 meses, da utilização de 50% do recurso na melhoria da infraestrutura das categorias de base e futebol feminino; ou
A título de empréstimo, a ser pago durante as temporadas de 2021 e 2022, com juros sendo aplicado em melhorias nas categorias de base ou futebol feminino.
Por fim, os clubes mantiveram o desejo de que a Série B seguisse sendo disputada com 38 rodadas, em pontos corridos. O documento foi assinado por todas as 20 equipes da segunda divisão. Até o momento, a CBF não se posicionou sobre o caso.
CBF informa a clubes que não solicitou “retorno em breve” do futebol
Uol

Em vídeo-conferência realizada nesta segunda-feira (27), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou aos clubes que não está pressionando o Governo Federal pelo “retorno em breve” das atividades.
No encontro que reuniu os clubes do Brasileiro, a entidade foi representada pelo presidente Rogério Caboclo e pelo secretário-geral Walter Feldman. A afirmação dos dirigentes aos presidentes das agremiações contrariou a declaração do secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Costa, que declarou que a volta será em pouco tempo.
A CBF garantiu aos clubes filiados que não irá colocar os interesses na frente das questões sanitárias, e afirmou que seguirá as recomendações das autoridades de saúde, não dos responsáveis pelas finanças do país.
Apesar da pressão de Brasília, o futebol seguirá ainda as diretrizes dos governos estaduais. Recentemente demitido, Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde, já havia sinalizado que praças como Rio de Janeiro e São Paulo não poderiam retornar tão cedo.
Há uma tentativa de articulação na capital federal para que os treinos voltem entre 5 a 10 de maio, com os estaduais sendo disputados entre 20 e 30. Ocorre que os governadores de Rio (Wilson Witzel) e São Paulo (João Dória) são antagonistas de Jair Bolsonaro. Como a competência para legislar sobre isso é dos estados, a União está de mãos atadas.
Bolsonaro quer parecer da Saúde para liberar volta de jogos de futebol
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na tarde desta segunda-feira (27/4) na saída do Palácio da Alvorada, que o governo tem estudado maneiras de buscar viabilizar um parecer do Ministério da Saúde para liberar a volta gradual de jogos e torneios de futebol.
“Fui procurado por algumas autoridades do futebol, está sendo trabalhado neste sentido. Conversei com um técnico de futebol neste fim de semana, lá no Rio Grande do Sul, que foi favorável, primeiramente, a não ter (jogos), porque a contaminação acontece no vestiário, e agora é favorável (ao retorno)”, apontou Bolsonaro.
Segundo o presidente, inicialmente, os jogos não contariam com torcida. Ou seja, com portões fechados. “É só você não deixar tanta gente no vestiário”, justificou. “Flamengo e Palmeiras têm folha próxima de R$ 15 milhões. Times de segunda divisão, uma parte vai ser extinta. Pelo que me consta já estão fazendo acordos para jogador ganhar 60%, 50%, 40% do que ganham, não tem receita, bilheteria, não tem televisão”, ressaltou.
Bolsonaro disse que vem tendo conversas sobre o assunto com o secretário especial do Esporte Marcelo Magalhães.
O ministro da Saúde, Nelson Teich, também falou sobre a possibilidade de retomada do futebol e das conversas que estão ocorrendo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
“Existe um pedido para avaliar o retorno de jogos sem público, da CBF. Isso é uma coisa que estamos avaliando. Nem tudo o que a gente avalia é para ser definido. Não é coisa definida ainda. Mas são algumas iniciativas que de alguma forma poderiam trazer uma rotina um pouco melhor para o dia a dia das pessoas”, concluiu.








