Globo Esportes

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A menos de dois dias da semifinal olímpica contra Honduras, o técnico Rogério Micale segue em sua montanha russa de emoções. Começou lá em cima, a toda velocidade com elogios na preparação, passou por loopings assustadores nos empates sem gols diante dos inofensivos África do Sul e Iraque, mas voltou a se estabilizar com as vitórias sobre Dinamarca e Colômbia.

Para o técnico, essa oscilação fez com que o Brasil “criasse casca” e chegasse à partida decisiva, no Maracanã, mais forte do que estava no início do torneio.

– Nossa equipe soube lidar com a pressão de ter que buscar uma medalha, principalmente a de ouro. As coisas não aconteceram da forma que esperávamos, houve um momento de questionamento, mas a equipe suportou, criou essa casca e nos deu força para buscar um objetivo maior. Foi bom para nos fortalecer, acredito que chegamos mais fortes à decisão.

Micale também voltou a mostrar entusiasmo com Gabriel Jesus. Sempre muito elogiado pelo treinador, o atacante do Palmeiras, que irá defender o Manchester City a partir de janeiro, tem recebido algumas críticas nos Jogos Olímpicos, mas é efusivamente defendido pelos companheiros, principalmente pelo empenho defensivo nos últimos dois jogos, quando inverteu de posição com Neymar e passou a atuar aberto pelo lado esquerdo.

– O Gabriel Jesus é extremamente importante, é impressionante a maturidade que tem já tão jovem. É um atleta que corresponde à vanguarda do futebol mundial. Podemos contar com ele não só centralizado, mas principalmente pelas beiradas, no um pra um forte, com uma noção defensiva espetacular. Ele se entrega à equipe, ajuda no momento defensivo, não foi vendido à toa para um grande clube mundial. Ele tem todos os atributos que o futebol moderno exige.

Para quem imagina que a semifinal na quarta-feira, às 13h (de Brasília) possa ser fácil, em razão da falta de tradição hondurenha no futebol, Micale faz um alerta e um pedido à torcida que irá ao Maracanã: paciência.

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