Jogos sem público ameaçam 70 mil empregos no futebol em 2020
Globo Esportes

Convidado a assistir apresentação chamada “Impacto do futebol brasileiro”, no fim de 2019, o secretário de Indústria, Comércio e Inovação do Ministério da Economia, Caio Megale, observava com ponta de otimismo.
– O estudo mostra que mesmo na pior crise econômica da história o futebol é um setor que segue em crescimento – dizia o representante do ministro Paulo Guedes na sede da CBF.
Um mês depois da paralisação do futebol – a CBF suspendeu competições no dia 15 de março, mas a maioria das federações ainda levou mais um ou dois dias para paralisarem por completo as atividades -, o cenário é nebuloso e passa longe do desafio de triplicar a fatia do futebol no PIB brasileiro (0,72% em 2018 para já inalcançáveis 2,1% neste ano), como queria o presidente da CBF, Rogério Caboclo.
O dirigente da CBF repetiu as melhores expectativas numa reunião com 20 representantes da Série A, no Conselho Técnico. Era dia 27 de fevereiro. Treze dias depois a Organização Mundial de Saúde classificava o coronavírus como pandemia. E tudo mudou.
O rombo já é significativo nas finanças de clubes – dos grandes ricos aos em eterna crise e também nos médios e pequenos do país. Uma indústria que gerou 156 mil empregos diretos em 2018, de acordo com estudo da Ernst Young, agora analisa próximos passos em quadro para lá de preocupante.









