Mesmo com ajuda da CBF, clubes negam a jogadoras ajuda de custo de R$500
Uol

Há 20 dias, a CBF começou a transferir para as contas de 52 times de futebol feminino uma doação para ajudá-los a manter os compromissos com suas atletas e comissões técnicas – ao menos era esse o objetivo do dinheiro segundo nota divulgada no site oficial da entidade. As 36 equipes da série A2 (segunda divisão) receberam R$ 50 mil e as 16 da série A2 (primeira divisão) receberam R$ 120 mil. O cálculo foi feito com base na média da folha salarial dos clubes dessas divisões e equivaleria a dois meses de pagamentos.
Mas dos 52, seis times hesitaram em usar o dinheiro para pagar suas atletas. No universo do futebol feminino, em que a grande maioria das equipes não mantém contratos formais com as jogadoras e não fazem qualquer registro da prestação de serviço delas, algumas equipes se aproveitaram disso para fazer outro uso da verba recebida da CBF. Sendo assim, atletas que recebiam uma ajuda de custo de R$500 até R$ 1.000 ficaram até agora sem um centavo em meio à paralisação dos campeonatos.
Entre os times de camisa que também não honraram os pagamentos das jogadoras estão Sport e Vitória. Os dois clubes cortaram o orçamento para o futebol feminino nos últimos anos e mantém equipes quase que amadoras oferecendo ajuda de custo mínima com alimentação e transporte (menos de R$500 por mês). A reportagem apurou que as atletas de ambas as equipes (o Sport, da série A2, recebeu R$ 50 mil, e o Vitória, da A1, recebeu R$120 mil) também não haviam recebido nada até agora.
O blog tentou contato com representantes dos dois times e não obteve resposta. Segundo a CBF, ambos se comprometeram a pagar a ajuda de custo às jogadoras após cobranças da entidade.









