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Três títulos em dois anos, oitavo maior salário do mundo e ídolo de uma torcida. De fora, é difícil crer que a situação do meia Darío Conca seja tão ruim no Guangzhou Evergrande para que o jogador queira voltar ao Brasil de qualquer maneira. Desde que se transferiu para o clube chinês, porém, o armador tem enfrentado uma série de problemas com a rígida autoridade dos dirigentes, atrito com técnicos por ser substituído e a pressão da família, que não se adaptou ao país mais populoso do mundo.

Contratação mais cara do futebol chinês, Conca está sempre ao lado de cifras astronômicas. O Guangzhou Evergrande pagou mais de R$ 16 milhões pelo jogador em 2011 e seu salário é o oitavo mais alto do mundo: pouco menos de R$ 2 milhões por mês. O valor supera os vencimentos de Messi e Cristiano Ronaldo, segundo lista do jornal espanhol Marca. O relacionamento nos quase dois anos na China, porém, é oposto ao que o argentino encontrava no dia a dia do Fluminense.

A dificuldade de adaptação também tem motivado o jogador a voltar para o Brasil. Para amigos próximos, o meia argentino reclama que precisa sempre se deslocar com um tradutor, por conta da dificuldade com a língua. Além disso, alimentação, questões culturais e a preocupação com a educação do primogênito também afligem a esposa do jogador, a brasileira Paula Araújo. Os problemas, porém, são minimizados pelo advogado do jogador.