SP tem semana decisiva e expectativa por volta de jogos em meados de julho
Uol

A semana é vista como decisiva para que os clubes do estado de São Paulo saibam quando poderão retornar às atividades. Depois de ter adiada a ideia de voltar com os treinamentos hoje, os times paulistas aguardam já nos próximos dias uma reunião com representantes do governo estadual para ter o aval necessário.
A expectativa é que esse encontro com as autoridades ocorra no decorrer da semana e que o governador João Doria (PSDB) dê a ‘benção’ para as prefeituras liberarem os treinamentos.
Os prefeitos aguardam um posicionamento do governo estadual pois não querem ter que arcar sozinhos com o ônus caso ocorra algum problema — como ter que paralisar novamente o futebol se uma quarentena mais rígida retorne no estado.
Caso o plano de voltar aos treinos nos próximos dias avance, a Federação Paulista de Futebol e os clubes pretendem retomar o Campeonato Paulista em meado de julho, ainda sem uma data definida.
Até o momento, dos 16 times da Série A1 do estadual somente o Red Bull Bragantino havia voltado aos treinos. A equipe obteve, por conta própria, liberação das autoridades municipais para retomar as atividades, gerou um mal-estar e foi ‘freada’ depois de reunião na última quarta-feira (10). Agora, o time de Bragança aguardará o retorno coletivo.
Vale destacar que o protocolo apresentado pelos clubes da capital ao prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), agradou. Ele prevê testagem em massa dos profissionais dos 16 clubes da elite, além de um retorno gradativo. Em um primeiro momento, treinos apenas físicos, com distanciamento entre os atletas e vestiários fechados.
A alternativa é parecida com as medidas adotadas por grandes centros do futebol europeu que já estão na ativa, casos de Espanha e Alemanha. Não deve haver discussão sobre datas para se voltar o campeonato até que se estabilizem os treinamentos.
‘A expressão ‘país do futebol’ é só um slogan publicitário’
Terra

Introduzido no Brasil por uma elite e restrito ao seu núcleo, o futebol ganhou popularidade durante o século XX acompanhando a diferenciação social surgida como consequência da modernização econômica. Nos grandes centros urbanos, trabalhadores, muito deles imigrantes europeus, construíram as suas redes de lealdade em torno da prática do esporte. Os campos e os times se espalhavam pelos bairros e se confundiam com a história dos lugares. O esporte bretão cumpriu inegável papel socializador e seu roteiro foi, muitas vezes, o da ferrovia e das fábricas pelo País.
O problema é que o momento passou. O cenário de oportunidade surgido para durante o século XX, no qual ensaiamos uma nova civilização e o futebol cumpriu importante papel socializador, se encerrou com o rearranjo na economia global e o império de sua dinâmica financeira. A sociedade de afluência do século XX já não existe e, diante da realidade imposta pela nova lógica do dinheiro, o futebol se tornou um negócio e o jogador uma espécie de commodity. As estruturas que permitiram a interiorização e a popularização conheceram o seu limite. Agora, ele é apenas um produto gerido por investidores no nível financeiro, moldado para agradar a um público que o consome como mais um produto de entretenimento.
O futebol se tornou muito caro e passou a ter “dono”, no sentido de que o dinheiro investido no negócio tem um dono privado. Assim, ele deixou de refletir a identidade formada nos lugares e de ser um elemento de socialização, criador de redes de lealdade.
Pouco a pouco, com a mudança no padrão de desenvolvimento, as lógicas de pertencimento sofreram alterações profundas. O fim dos empregos regulares e das carreiras construídas nas mesmas empresas, as migrações internas e as alterações no perfil dos municípios, devido a esses processos, contribuíram para quebrar a relação cidade-clube.
O fato principal, contudo, é que o próprio futebol, em sua organização, se tornou um produto de entretenimento numa sociedade de consumidores. Os altos investimentos para ofertá-lo na escala compatível com o retorno esperado inviabilizam a existência de equipes profissionais na maioria dos municípios, a não ser como produtores de jogador de futebol como commodity.
O Brasil como país do futebol é cada vez mais um slogan publicitário, uma estratégia de marketing, relacionada ao negócio. Se, por uma lado, há mais gente consumindo o esporte pelos diversos meios, há cada vez menos espaços livres para a prática e, ao que parece, menos praticantes organizados em associações -de bairro, local de trabalho- com existência regular. O fato é que, como tudo em uma sociedade regida obsessivamente pela lógica do lucro, o futebol não escapou ileso.
Roger Machado se posiciona contra retorno do futebol: ‘Não vejo espaço’
Bahia Noticias

Treinador do Bahia, Roger Machado se posicionou contra o retorno do futebol no Brasil. A opinião foi emitida durante entrevista ao programa Troca de Passes, do canal SporTV, no último sábado (13).
“Pessoalmente, não acho que há espaço neste momento para o retorno do futebol no Brasil. Nós paramos o Campeonato Baiano quando havia dez mortes e nós já passamos de 40 mil mortes. Entendo a pressão pelo retorno do esporte, mas é o momento para refletirmos sobre isso”, opinou.
No momento, a modalidade no estado está parada. Em Salvador, Bahia, Vitória e Jacuipense dialogam com a prefeitura para a retomada dos treinamentos – o Tricolor também dialoga com a prefeitura de Camaçari, na região metropolitana, cidade em que está localizada a Cidade Tricolor.
Se no último sábado Roger se posicionou contra o retorno do futebol, neste domingo (14) o clube divulgou que dois jogadores tricolores foram diagnosticados com a Covid-19. Além deles, outros cinco atletas já haviam contraído o vírus anteriormente, mas estão recuperados. Outros três funcionários também receberam diagnóstico positivo para o novo coronavírus.
Atlético de Alagoinhas pede doações da torcida em meio à pandemia
Atarde

Em publicação no Instagram, na tarde deste domingo, 14, o Atlético de Alagoinhas fez um apelo para a torcida em meio à pandemia de Covid-19.
Sem receitas, devido à paralisação dos jogos, o Carcará, que teve sua sede invadida e materiais roubados no dia 30 de março, solicitou o apoio dos torcedores neste momento de dificuldade financeira. Confira a publicação:
#AJUDEOCARCARÁ #FAÇA_SUA_DOAÇÃO #SEJA_SOCIO Clube encontra-se sem Receita, sem atividades, Sem receber repasse dos patrocinadores devido atual situação critica em que vivemos, mais precisamos manter forte e com planejamento em dias, Para Serie D do Brasileiro 2020 Elenco de Atletas; (Auxilio Emergencial) Comissão Técnica; (Auxilio Emergencial) Funcionários; (Auxilio Emergencial) Pagamento de Acordo com Justiça; SÓCIO TORCEDOR REALIZE SEUS PAGAMENTOS; NOSSOS PARCEIROS E PATROCINADORES PODEM FAZER DOAÇÕES; COMO PODEMOS AJUDAR O CARCARÁ Com Doação a seu time. Doe qualquer quantia. Doar R$ 10,00. Por favor, pague com este link do Mercado Pago: http://mpago.la/2PFMXX5 Doar R$ 20,00. Por favor, pague com este link do Mercado Pago: http://mpago.la/13ys4BW Doar R$ 30,00. Por favor, pague com este link do Mercado Pago: http://mpago.la/1AmsJco Doar R$ 50,00. Por favor, pague com este link do Mercado Pago: http://mpago.la/1FyRQCT Doar R$ 100,00. Por favor, pague com este link do Mercado Pago: http://mpago.la/1H1EMUn – Link na Bio ??????
Times da Série C acreditam em novo aporte financeiro da CBF
Futebol Interior

Os clubes da Série C do Campeonato Brasileiro acreditam que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) disponibilizará mais um apoio financeiro nas próximas semanas. A crise causada pelo novo coronavírus vem preocupando vários clubes do futebol nacional, que somam dívidas e mais dívidas.
“Entendo o momento de agora, mas meu sentimento é de que a CBF vai estender a mão e ajudar os clubes de Série C. Eu não posso estipular uma data, mas isso vem muito do meu entendimento do presidente Rogério (Caboclo) e do secretário Walter Feldman, porque eles têm visão de futebol e sabem da importância do sistema do futebol não poder parar e da importância da Série C”, disse Constantino Júnior, em entrevista parao Podcast 45minutos.
O mandatário do Santa Cruz é um dos representantes dos times da Série C em debater com a CBF. Ele esteve em várias reuniões que resultaram na mudança da fórmula do torneio. Ele acredita que a competição começará em agosto.
“Visualizo uma situação parecida com as Séries A e B. De uma situação de no mês de agosto se voltar, claro, se tudo der certo e se a gente não tiver uma segunda onda da pandemia. A gente precisa trabalhar em cima de alguma data. Nós estamos muito preocupados e buscando um entendimento para se ter um mínimo de isonomia possível e também obedecer e respeitar as regras de cada estado”, encerrou.
Vale lembrar que os times da Série C receberam um aporte financeiro dos clubes da Série C no valor de R$ 200 mil.
No Brasil, só 7% das cidades têm um time profissional de futebol
Isto É

A pandemia obrigou os brasileiros a viver sem o futebol. Mas essa já é a realidade de 100 milhões de pessoas, quase metade da população do País, que vivem em cidades sem um time profissional. Pesquisa da consultoria Pluri mostra os 650 times que disputam competições oficiais no Brasil no ano passado estão em apenas 422 dos 5.570 municípios. É apenas 7%. Para dirigentes e especialistas, os dados revelam a concentração do esporte aos grandes centros urbanos e colocam em xeque a expressão “País do futebol”.
O estado de São Paulo mostra as duas faces da moeda. É a unidade com mais clubes, 89 ao todo, mas concentra 40% das cidades acima de 100 mil habitantes que não têm um time profissional. “Proporcionalmente, São Paulo está sub representado. É um Estado que representa cerca de 35% do PIB do Brasil, mas com apenas 14% dos clubes. Existe força econômica e população suficiente para aumentar esse número”, analisa Fernando Ferreira, fundador da Pluri.
Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista, rebate. “Em São Paulo, temos um número extremamente relevante de clubes profissionais. São quatro divisões profissionais e todos os clubes recebem cotas de participação para disputar essas competições, o que é único no país”, afirma o dirigente.
Mais de 20 mil torcedores comemoram a volta do rúgbi em estádio na Nova Zelândia
Super Esportes

Sem nenhum registro de casos de transmissão de coronavírus há mais de três semanas e sem nenhum caso ativo há uma semana, a Nova Zelândia festejou o retorno do rúgbi profissional, um dos esportes mais populares do país, com o estádio em Dunedin com 20 mil torcedores para ver a vitória dos Otago Highlanders, por 28 a 27, sobre os Waikato Chiefs.
O público no estádio, sem restrições de comportamento, relembrou o período antes da pandemia do coronavírus, quando os jogos foram paralisados em março. Os torcedores comemoraram o tempo todo até o último lance, que definiu a partida.
Este duelo abriu o Super Rugby Aotearoa. A competição é uma versão reduzida do Super Rugby, na qual equipes da Nova Zelândia, África do Sul, Austrália, Argentina e Japão se enfrentavam antes da suspensão por causa da pandemia.
A Nova Zelândia tem cinco milhões de habitantes e foi considerada um exemplo da luta contra o coronavírus, com apenas 22 mortes. Na segunda-feira, o país suspendeu as últimas restrições.
Na Alemanha não há mais dúvida sobre jogos sem torcida
Uol

A sexta rodada depois da volta ao futebol na Alemanha confirmou que, pelo menos lá, jogos sem torcida favorecem os visitantes. Nos nove jogos da rodada, apenas o virtual campeão Bayern Munique venceu como mandante.
De resto foram dois empates e seis vitórias dos visitantes. No cômputo geral, em 54 jogos, são 27 triunfos dos visitantes, 16 empates e apenas 11 vitórias dos mandantes.
É impressionante constatar que os visitantes venceram a metade dos jogos, 50% deles, empataram 30% e perderam apenas 20%.
Se em Portugal houve equilíbrio na volta com três vitórias, três derrotas e três empates dos mandantes, na Espanha, cujo campeonato voltou no fim de semana, os mandantes se deram um pouco melhor, com quatro vitórias, três derrotas e três empates.
Liga espanhola vai processar jovem que invadiu o campo em jogo do Barcelona
MSN

A LaLiga, responsável pelo Campeonato Espanhol, comunicou neste domingo que vai registrar acusações criminais contra o torcedor que entrou em campo durante a partida do Barcelona contra o Mallorca, neste sábado, pela 28ª rodada do torneio, a primeira após a paralisação em razão da pandemia do coronavírus.
A partida no Estádio Iberostar, em Palma de Maiorca, foi disputada sem torcedores, mas um jovem vestindo uma camisa da Argentina, com o nome de Lionel Messi, superou a segurança e tirou uma foto de si mesmo alguns metros perto do lateral-esquerdo Jordi Alba, do Barcelona.
A liga espanhola afirmou que o torcedor, que não usava máscara no momento em que invadiu o gramado no início do segundo tempo, desobedeceu às ordens dos profissionais da segurança do estádio e violou as medidas restritivas em vigor por causa da pandemia de covid-19. Além disso, ressaltou que o gesto do fã “constitui um crime” e essas ações “comprometem a saúde de todos e a integridade da competição”.
O torcedor entrou pelo lado da meta defendida pelo goleiro Ter Stegen, no início do segundo tempo, quando o Barcelona já vencia por 2 a 0 – o duelo terminou 4 a 0. Aparentemente tranquilo, o invasor não resistiu à ação dos quatro seguranças destacados para o retirarem de campo. Segundo disse à imprensa espanhol, seu objetivo era tirar uma foto com Messi.
O jovem contou que foi libertado pela polícia depois que passou seus dados e o fizeram assinar um documento. Ele disse que foi obrigado a excluir a foto tirada com Alba. Segundo a imprensa espanhola, o rapaz é francês, mas vive em Maiorca.
Com Fluminense e Botafogo contra, arbitral nesta segunda tenta emplacar volta do Carioca
Globo Esportes

Está marcado para acontecer nesta segunda-feira, às 17h (de Brasília), o arbitral da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) que tem como principal item da pauta a possibilidade de retomar o Campeonato Carioca já nesta semana. Os clubes vão se reunir por meio de videoconferência: Botafogo e Fluminense são contra o retorno da competição, enquanto a Ferj e todos os outros 12 clubes são a favor.
Essa é a pauta do arbitral desta segunda (15/06):
Atestado de saúde da delegação dos clubes (passaporte) estabelecido no protocolo Jogo Seguro (fase 2): modelo, conteúdo e responsabilidade.
Torneio Extra (§ 2º do art. 50 do REC).
Substituições.
Quantidade de atletas não profissionais.
Inscrição e Registro (art. 21 e 36 do REC).
Inscrição e Registro de atletas por associação diferente da que tenha jogado no mesmo campeonato.
Assuntos pertinentes à conclusão do grupo Z.
Outros assuntos pertinentes às partidas complementares do Campeonato Carioca passíveis de discussão por decisão preliminar favorável da maioria.
A ideia dos que são a favor do retorno do estadual é emplacar nesse arbitral a volta entre quinta ou sexta-feira dessa semana, com uma ou duas partidas disputadas por dia. Esse plano foi discutido de maneira mais detalhada em reunião extra-oficial no último sábado que não contou com a presença de Botafogo e Fluminense – ambos alegaram que tomaram conhecimento do fato pela imprensa. A “reunião surpresa” esquentou os ânimos para o arbitral desta segunda.
Se esse cenário for aprovado, por exemplo, a tendência é de que ele force a aplicação de W.O. (walkover, termo em inglês que significa “vitória fácil”) ao Fluminense. Isto porque, além do fato de não ter voltado aos treinos presenciais, a diretoria tricolor ainda sequer realizou os testes sorológicos em seu elenco, o que irá acontecer na terça-feira. Como os resultados do exame demoram uma semana para ficarem prontos, o clube não poderia ir a campo sem saber se tem jogadores infectados.
O Botafogo está mais avançado nesse quesito, mas é outro que não se vê confortável para retomar os trabalhos presenciais. O clube ainda não tem, oficialmente, data marcada de retorno ao Nilton Santos. Contudo, já realizou testes da Covid-19 que terão resultado nos próximos dias e instalou um túnel de bio-descontaminação no estádio, palco de treinos e jogos alvinegros.
Por sua vez, o Flamengo é o clube que há mais tempo está treinando no campo: desde o dia 20 de maio. O clube rubro-negro vem fazendo a testagem de elenco e funcionários uma vez na semana. No mais recente, na última segunda-feira, informou que não havia casos positivos de Covid-19. Já o Vasco, que vem treinando desde o início de junho em São Januário, 14 dos 16 jogadores que haviam testado positivo para coronavírus num primeiro momento se reapresentaram na terça, que foi quando o técnico Ramon Menezes contou com o elenco quase completo pela primeira vez. O clube trabalha com a possibilidade de enfrentar o Macaé no próximo sábado.
Dentre os pequenos, clubes como Bangu, Portuguesa-RJ, Madureira e Boavista também estão treinando há pelo menos uma semana. A Cabofriense, por sua vez, marcou a reapresentação do seu elenco para esta segunda-feira.









