Rever a final do penta é como observar um retrato cada vez mais envelhecido
Lance

A Globo reexibiu ontem a final da Copa do Mundo de 2002. Uma grande sacada para um domingo de Páscoa esquisito, em que milhões de pessoas, isoladas em casa, não puderam celebrar conforme a tradição.
Relembrar o pentacampeonato conquistado em Yokohama, no Japão, reforça algumas impressões que o tempo pode camuflar ou até mesmo distorcer. Rivaldo, assim como em 1998, foi o melhor jogador da Seleção Brasileira na Copa. Cafu e Roberto Carlos nessa fase eram soberbos, Ronaldinho Gaúcho foi coadjuvante em quase toda o Mundial, salvo o épico gol contra a Inglaterra nas quartas de final. E Ronaldo, artilheiro com oito gols, transformou o drama de Paris em uma daqueles redenções que só os gênios da bola são capazes.
E há ainda Luiz Felipe Scolari, o comandante daquele jornada de sete vitórias em sete jogos. Felipão venceu aquela Copa fiel ao seu estilo, assim como tantos títulos empilhados pelo Grêmio e Palmeiras. A diferença é que ele tinha jogadores da primeira prateleira em várias posições. Hoje, faz sentido citar a obsolescência do treinador, mas o Brasil também perdeu esta genialidade em campo.
A Seleção hoje orbita ao redor da dependência de Neymar, o craque imaturo que carrega o brilho solitário. O penta parece uma miragem hoje. Não só pelo caneco, mas pelos seres fora de série que habitavam o gramado.
Conmebol não sabe se concluirá Libertadores-2020 e clubes já sabem disso
Uol

Conversa entre a Conmebol e interlocutores do futebol brasileiro é de que não há qualquer certeza sobre retomar a edição 2020 da Libertadores. E que a competição certamente será a última a ser pensada após o retorno das partidas, paralisadas por causa da pandemia do novo coronavírus.
Não há certeza sobre datas para se voltar a jogar futebol, seja mundial, continental ou nacional porque não se sabe quando o isolamento social, indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde como melhor remédio para evitar o contágio pela Covid-19, será afrouxado. Mas há ideias e um esboço de como pode ser essa retomada.
Na visão da cartolagem, a sequência natural para o retorno de jogos tem relação com o menor deslocamento que será feito pelos atletas. Por isso, hoje, um calendário teria essa prioridade.
Oficialmente, a Libertadores está parada até a semana de 6 de maio, mas em alguns dias esse adiamento vai passar para junho. Já são três rodadas da fase de grupo perdidas e a Conmebol pretendia usar as datas abertas em junho e julho, com os adiamentos da data-Fifa, das Eliminatórias e da Copa América, para completar as partidas atrasadas. Mas o retorno que obteve é que esquecesse esses meses, pois as fronteiras ainda estarão fechadas.
A Sul-Americana, que só teve a primeira fase concluída, depende do fim da etapa de grupos da Libertadores para definir todos os participantes já que os terceiros colocados das chaves migram de competição.
Hoje a sensação na Conmebol é que dificilmente os torneios serão concluídos.
Público escolhe Brasil x Argentina da Copa das Confederações 2005 como próximo jogo da Globo
Globo Esportes

Depois de reexibir a final da Copa do Mundo de 2002, quando o Brasil bateu a Alemanha por 2 a 0, com dois gols de Ronaldo, e garantiu o penta, a Globo abriu enquete para o público escolher qual seria a próxima transmissão de jogo histórico da seleção brasileira, a ser exibida no próximo domingo, dia 19 de abril.
E o jogo escolhido pelo público foi a final da Copa das Confederações de 2005, com goleada por 4 a 1 sobre a Argentina – gols de Adriano (2), Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Com 49,48% dos mais de 100 mil votos, superou outras duas finais com final feliz para o Brasil: Copa das Confederações de 2013, contra a Espanha, e Olimpíada 2016, contra a Alemanha.
Resultado:
Brasil 4 x 1 Argentina (Copa das Confederações 2005) – 49,48%
Brasil 3 x 0 Espanha (Copa das Confederações 2013) – 36,48%
Brasil 1 (5) x (4) 1 Alemanha (Olimpíada 2016) – 14,04%
CBF cogita ‘retorno progressivo’ do futebol em maio e sem a presença de público nos estádios
MSN

O futebol brasileiro não deverá retomar suas atividades totais no mês de maio. A previsão é de Walter Feldman, secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em entrevista ao programa “A Última Hora” do canal Fox Sports, neste domingo, o dirigente afirmou que a entidade prefere um “retorno progressivo” dos eventos por causa do efeitos da pandemia do coronavírus.
Feldman não descartou a retomada do futebol com portões fechados “Eu diria que o pico da doença no eixo Rio-São Paulo provavelmente se dará no mês de abril, primeira quinzena de maio. Nós temos já uma franca elaboração de um protocolo que permita que, quando a autoridade pública de saúde diga que pode ter a chamada mini aglomeração, é possível nós retomarmos progressivamente, mas claro que de maneira parcial”, disse Feldman.
“Eu acredito que a volta integral, que seria com as equipes treinando, já realizando seus jogos de portões abertos, me parece muito precoce dizer, mas muito improvável que isso aconteça. Eu acredito na retomada progressiva, e o presidente (da CBF) Rogério Caboclo tem insistido no seguinte: responsabilidade e segurança. Nós não vamos, em hipótese alguma, comprometer a saúde de nenhum elemento que faz parte do protagonismo do futebol”, afirmou o secretário-geral.
A CBF decidiu suspender a partir de 16 de março, por prazo indeterminado, as competições nacionais sob sua coordenação que estavam em andamento: Copa do Brasil, Campeonatos Brasileiros Femininos A1 e A2, Campeonato Brasileiro Sub-17 e Copa do Brasil Sub-20.
FPF convoca clubes da Série A1 para discutir a continuidade do Campeonato Paulista
Globo Esportes

A Federação Paulista de Futebol convocou os presidentes dos 16 clubes da Série A1 para uma reunião a ser realizada por vídeo-conferência na próxima quarta-feira, dia 15 de abril.
No comunicado enviado aos clubes, o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, disse que recebeu da CBF o compromisso de que os estaduais serão concluídos.
O mandatário da entidade reforçou também que a retomada das competições só ocorrerá “de acordo com os protocolos de saúde” por causa da pandemia de coronavírus.
Lembrando que o governador de São Paulo, João Dória, ampliou a quarentena no estado até o dia 22 de abril.
O Campeonato Paulista foi paralisado na décima rodada, a dois jogos do término da fase de classificação aos mata-matas. O último jogo foi realizado no dia 16 de março.
Premier League pode ser disputada sem torcedores no estádio até 2021, diz jornal
Galáticos Online

Uma das maiores competições do mundo, a Premier League, disputada na Inglaterra, ainda não tem confirmação sobre retorno dos jogos, em virtude do surto do novo coronavírus, mas os clubes e responsáveis pela liga se reúnem por diversas vezes para definir de que forma a bola vai voltar a rolar.
Existe a opção de acontecerem os jogos sem torcedores nos estádios para evitar aglomerações, de acordo com o jornal “Mirror”, porém ainda não há uma definição em relação a isso. Caso isso aconteça, a medida pode ser estendida até 2021.
A volta dos jogos é uma urgência para os clubes, pois assim eles voltam a receber o direito de transmissão da televisão. Vale ressaltar que em caso de cancelamento da Premier League, as equipes podem perder 850 milhões de euros (R$ 4,7 bilhões).
Pesquisa mostra receio de americanos voltarem a assistir eventos esportivos
Gazeta Esportiva

Uma ampla maioria de americanos teria receio de ir a eventos esportivos até que seja criada uma vacina para o novo coronavírus, segundo pesquisa realizada pela Universidade de Seton Hall.
Com todas as maiores ligas esportivas dos Estados Unidos suspensas devido à pandemia, competições profissionais como a NBA, a liga de basquete, e a MLB, a liga de basebol, exploram diversos cenários sobre quando poderão retomar suas atividades de maneira segura.
Contudo, os resultados da pesquisa realizada por Seton Hall revelaram um profundo receio entre os americanos de voltar a frequentar os estádios.
A pesquisa, respondida por 762 pessoas entre 6 e 8 de abril, concluiu que 72% dos entrevistados não se sentiriam seguros de frequentar um evento esportivo até que uma vacina contra a COVID-19 seja criada.
Clubes se reúnem e vão elaborar protocolo único de saúde para o Carioca.
Uol

Em reunião realizada na tarde desta sexta (10), representantes da Série A do Campeonato Carioca decidiram elaborar um protocolo único para quando os clubes retomarem suas atividades.
Ficou resolvido que os médicos das equipes participarão de uma reunião que servirá como base para a elaboração deste documento. A conversa foi marcada para a próxima segunda-feira (13) e a ideia é uniformizar os procedimentos, uma iniciativa considerada pioneira dentre as entidades de administração do futebol.
A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro já vem tomando algumas providências e agiliza a realização de testes da Covid-19 para jogadores e demais integrantes do estafe das equipes.
A Ferj também já determinou que os treinos de clubes com até quatro jogos em disputa só poderão contar com a presença de até 40 pessoas. Este número será ampliado para os grandes, que possuem estrutura maior e mais preparada do que os pequenos.
O encontro de hoje visa antecipar as medidas para que o Carioca seja reiniciado tão logo as autoridades de saúde deem o sinal verde. O Flamengo foi representado pelo diretor de futebol Bruno Spindel, enquanto o superintendente Marcelo Penha representou o Fluminense. Os presidentes Alexandre Campello (Vasco) e Nelson Mufarrej (Botafogo) participaram.
Atletas reivindicam crédito por ajuda da CBF e esperam clareza na destinação do dinheiro
Globo Esportes

A iniciativa da CBF de disponibilizar ajuda financeira para clubes do Campeonato Brasileiro das séries C e D, do Campeonato Brasileiro Feminino A1 e A2 e às federações de futebol estaduais não foi feita por espontaneidade dos dirigentes da Confederação ou por pressão de representantes dos clubes.
Com a pandemia do novo coronavírus forçando a paralisação dos jogos de futebol país afora, os atletas de clubes da Série D iniciaram um movimento no mês de março para solicitar o apoio da CBF e hoje, com a ajuda anunciada, reivindicam os créditos para o “socorro emergencial”.
Um dos representantes dos jogadores do Acre, que pediu sigilo na identidade e no nome do clube que atua, procurou o GloboEsporte.com para destacar que o início do movimento foi através da criação de um grupo no Whatsapp, no mês de março, com representantes de todas as equipes da Série D.
– Os atletas da Série D fizeram um grupo com todos os capitães e outros jogadores das equipes, entraram com um advogado e conseguiram esse dinheiro. Correram atrás até que saísse na mídia – disse.
A iniciativa deu resultado e a CBF anunciou no início desta semana que vai destinar mais de R$ 19 milhões apara ajudar os clubes das séries C e D, do Brasileiro Feminino e as federações. Os atletas esperam sensibilidade dos dirigentes para que o dinheiro tenha a destinação adequada.
– Tem gente que quer sair por cima dizendo que foi quem conseguiu essa ajuda. E o diretor mesmo da CBF deixou bem claro que era uma ajuda por conta do vírus. A princípio a gente não sabe de nada. Algumas federações já caíram o dinheiro. Aqui no Acre a gente não tem clareza de nada. Estamos aguardando pra ver o que vão falar – finaliza o jogador do clube acreano.
Ao todos, a CBF vai ceder R$ 410 mil para o futebol acreano, sendo R$ 170 mil para o Atlético-AC, que tem equipes na Série D e no Brasileiro Feminino A2, e R$ 120 mil para Galvez, Rio Branco-AC, que estão na Série D, e Federação de Futebol do Acre (FFAC).
Falcão escreve carta sobre a queda de 1982: ‘Ser lembrado sem ter ganhado’
Terra

A convite do LANCE!, o ex-atleta e treinador Paulo Roberto Falcão revelou os seus sentimentos sobre a histórica campanha da Seleção Brasileira de 1982. O elenco de Telê Santana, que é elogiado por Pep Guardiola e serviu de inspiração para diversos apaixonados por futebol pelo mundo, foi recordado por Falcão.
Ídolo de Internacional e Roma lembrou a marcante derrota para a Itália, por 3 a 2, jogo que eliminou o Brasil e aquela inesquecível geração no Mundial, na Espanha, em 1982. Leia, na íntegra, as palavras do ex-camisa 15 sobre a partida histórica, o grupo e a comoção com a queda no texto exclusivo “1982: ‘Não tenho como ficar triste”.
“O esporte precisa causar emoção. O torcedor tem de se sentar numa poltrona ou numa arquibancada e sentir-se tocado com o que vê em campo ou em quadra. Por isso, os times devem ter performance e jogar bem.
Muitas equipes que vencem não emocionam a torcida. Independentemente se ganha ou não, um time entra para a história quando se torna marcante. Mil novecentos e oitenta e dois é isso: uma Seleção que emocionou.
A reprise dos jogos da Copa da Espanha só está acontecendo no ‘SporTV’ por esse motivo: aquele time mexeu com as pessoas. É importante construir um time que ganhe, mas que entre para a história por ter jogado bem. Do contrário, torna-se apenas um dado estatístico.
Não me lembro de outra Seleção Brasileira que tenha perdido e ainda assim seja tão reverenciada como a de 1982. Penso que foi o destino. Entramos classificados contra a Itália. Eles fizeram um gol no início do jogo e nós empatamos em seguida.
Ninguém errava naquele time; valorizávamos o coletivo. Quando Cerezo recebeu do Waldir Peres, a bola passou rápida por mim e acabou mais próxima do Júnior e do Rossi. Era o 2 a 1 da Itália. Não falamos nada; não vimos erro do Cerezo. Aquilo foi uma dividida, e Paolo Rossi teve mais sorte.
Quando empatei, já no segundo tempo, foi uma emoção indescritível. Na pior das hipóteses, o jogo terminaria 2 a 2 e nós estaríamos na semifinal. Meu gol era o da classificação. Tão marcante quanto aquele gol foi nossa vibração.
Quando o Júnior me deu a bola, dominei e pensei em tocar para o Cerezo, que passava. Três jogadores da Itália foram atrás dele. A jogada se transformou num drible e eu chutei. Nunca tive aquela força com a canhota. Brinco dizendo que o Brasil chutou comigo aquela bola.
Ao contrário do que muita gente ainda pensa, tínhamos, sim, poder de marcação. Em cinco jogos, marcamos 15 gols e levamos cinco. Estávamos sempre próximos um do outro; o time era compacto.
Nas laterais, contávamos com dois craques que poderiam jogar no meio-campo, tamanha a técnica que possuíam. Quando o time atacava, Oscar e Luizinho ficavam. Se eu, Zico e Sócrates estivéssemos marcados, Júnior e Leandro avançavam, com muita qualidade. Todos jogavam, tocavam de primeira e apertavam.
O ambiente também era ótimo, de muita responsabilidade. O time treinava demais. O som do vestiário era a música do Júnior, o ‘Voa, Canarinho, voa’, que virou sucesso e se transformou no nosso hino.
Das sete partidas daquela Copa, disputamos cinco; paramos na semi. Ainda assim, elegeram-me o segundo melhor jogador da competição; ganhei a Bola de Prata. Penso que o justo, mesmo, era a Seleção Brasileira ter ganho a Bola de Ouro. Afinal, há times que marcam mais pelo que fazem do que pelo que conquistam. Assim foi conosco. :: LEIA MAIS »









