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Clubes cogitam ação bilionária e até acionar Governo Federal contra Turner

Uol

Os clubes brasileiros que negociaram seus direitos de TV fechada com a Turner para o Campeonato Brasileiro reagiram com surpresa ao serem notificados no último dia 3 de abril pela empresa, que citava a possibilidade de rescisão contratual. Com conversas frequentes entre elas, as oito agremiações (Athletico Paranaense, Bahia, Ceará, Coritiba, Fortaleza, Internacional, Palmeiras e Santos) têm estudado uma resposta que pode até envolver o governo brasileiro e uma ação bilionária.

A Turner alega que os clubes teriam desobedecido uma série de cláusulas contratuais nos acordos de transmissão. Os dirigentes das equipes não falam publicamente sobre o assunto devido à confidencialidade imposta nos documentos, mas há entre eles o entendimento de que os descumprimentos são discutíveis e de que, ainda que haja abertura para diálogo e rediscussão, o aceno com a possibilidade de rescisão é excessivo e desproporcional.

Diante da notificação, mais de 20 advogados – entre membros de departamentos jurídicos de clubes e escritórios contratados – têm estudado uma reação caso a Turner caminhe nessa direção. Os contratos de transmissão são considerados uma fonte imprescindível de receita e totalizam cerca de R$ 2,3 bilhões. Em caso de rescisão, uma ação judicial não está descartada. Os clubes cogitam também ir além disso e acionar o Governo Federal em busca de providências contra a empresa pelo valor dos contratos e sua importância para o futebol brasileiro nesse momento.

Dirigentes dos clubes parceiros têm reclamado há meses da postura da Turner. Alegam dificuldades no diálogo e pouco interesse em desenvolver o produto. A visão nos times brasileiros é a de que a empresa não soube explorar o futebol nacional e, em meio à pandemia do coronavírus, procura uma saída para rescindir o contrato.

A Turner refuta essa ideia e afirma não ter desejo de parar e transmitir o Brasileirão. Em nota enviada ao UOL Esporte, a empresa diz que “A Turner enviou na sexta-feira, 3 de abril, uma notificação aos clubes com os quais mantem contrato para exibição da Série A do Campeonato Brasileiro 2020. Essa carta reitera o que já foi colocado aos clubes em novembro de 2019, sobre o que não tivemos quase nenhuma resposta, e pede que venham conversar com a Turner para solucionar questões pendentes. Há certas obrigações que a Turner deseja reforçar, incluindo compromissos assumidos pelos clubes que são essenciais para que a Turner crie um modelo de negócios sustentável”.

“A Turner propõe uma nova conversa, ao mesmo tempo em que não descuidará das ações necessárias à defesa de seus direitos. A Turner sempre privilegiou o diálogo e acredita numa solução conjunta”, completa o comunicado.

Presidente da Fifa diz que deve ajudar o futebol de forma financeira

Terra

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, definiu três prioridades para o futebol nos próximos meses: a saúde, a prontidão da instituição para ajudar o futebol na atual circunstância e que ocorre um processo de consulta para considerar a evolução do futuro do esporte. A mensagem foi passada através de vídeo aos 211 membros associados da entidade.

O italiano disse não ter pressa para o reinício das competições enquanto não houver 100% de segurança para quem trabalha com o futebol.

– Nossa primeira prioridade é que a saúde venha em primeiro lugar. Nenhuma partida, nenhuma competição vale arriscar uma vida humana. Seria mais do que irresponsável forçar a retomada das competições. Se tivermos que esperar um pouco mais, devemos fazê-lo.

O presidente destacou também que a Fifa possui uma reserva emergencial de dinheiro e que irá servir para ajudar o esporte e não a entidade. Infantino disse que há um estudo para avaliar o impacto financeiro no futebol com o objetivo de preparar uma resposta correta para a crise que acomete clubes e competições.

– Nossas reservas não são dinheiro da Fifa. São dinheiro do futebol. Quando o futebol necessita, nós vamos pensar em como podemos fazer para ajudar. O mundo saberá para onde vai o dinheiro e o por que dele ir para onde vai.

O mandatário também fez questão de agradecer os presidentes de todas as federações pela união neste momento. Infantino completou dizendo que é necessário encontrar equilíbrio para proteger clubes e seleções em relação ao calendário do esporte. Acrescentou pedindo flexibilidade e bom senso com relação aos contratos e transferências de jogadores na janela de transferência.

Situação diferente do coronavírus nos estados preocupa a CBF

Galaticos Online

A situação distinta de cada estado brasileiro com a relação a casos confirmados e mortes pela Covid-19 deixa ainda mais nebulosa qualquer previsão de data para início do Campeonato Brasileiro em 2020, previsto inicialmente para maio. Hoje a CBF não trabalha com datas justamente porque não sabe quando os aeroportos estarão liberados para o deslocamento necessário para que a competição possa ocorrer normalmente.

A diretoria da CBF apresentou essas condições a presidentes de clubes que participaram na terça (7) de uma reunião, por meio de videoconferência, para discutir entre outros temas o calendário do futebol em meio à pandemia do novo coronavírus. Os clubes, de olho em antecipar receita de direitos de transmissão, pediram a CBF para manter o formato do torneio, em 38 rodadas.

A CBF avisou que hoje é impossível prever o cenário, principalmente porque os estados terão o abrandamento do isolamento social realizado em períodos diferentes e será preciso uniformidade para se jogar a competição. É situação parecida com a que vive a Conmebol com relação a seus campeonatos de clubes, a Libertadores e a Sul-Americana, que reúnem times de dez diferentes países da América do Sul, cada um com grau diferente de contágio e de ação para combater o novo coronavírus.

O cenário do Brasileiro para a CBF ainda não chega a esse ponto, mas preocupa. Segundo dados do Ministério da Saúde, alguns estados vivem situações mais críticas devido ao alto número de casos confirmados e a situação dos sistemas de saúdes, que podem não ter UTIs suficientes para receber os doentes nas próximas semanas.

Receita de quase R$ 400 milhões com sócio-torcedor fica ameaçada com quarentena

Super Esportes

Fonte de receita em crescimento e cada vez mais importante para as contas dos clubes, os programas de sócio-torcedor são mais uma atividade em risco diante da paralisação do futebol nacional em função do surto do coronavírus. A crise econômica e a falta de jogos podem acarretar na perda de apoiadores, especialmente porque o acesso aos ingressos é visto como principal motivador para o pagamento das mensalidades.

Esses programas tiveram faturamento total de R$ 390 milhões nos clubes da Série A em 2018. O valor representa um incremento de 42% na comparação a 2014. E quase 8% dos pouco mais dos R$ 5 bilhões dos recursos obtidos por essas equipes há dois anos, segundo levantamento de André Monnerat, diretor de negócios da Feng Brasil, empresa especializada em programas de sócio-torcedor.

Por suas características, a receita dessa iniciativa ganha em importância com o cenário de crise. Afinal, ela é recorrente, entrando no caixa dos times mensalmente. E como na maior parte dos casos o pagamento é anualizado, ainda que com parcelas mensais, permite o uso pelos clubes em momento de baixa no caixa

O desafio para os times é manter essa receita ativa no momento em que outras já caíram, com a saída de alguns patrocinadores, a paralisação no pagamento do contrato pelos direitos de transmissão e também a bilheteria dos jogos. Especialistas comparam esse momento com o período de férias no futebol, mas com dois fatores preocupantes: o baixo engajamento do torcedor em um momento de crise sanitária e a falta de perspectiva sobre quando as competições serão retomadas.

A estratégia a ser adotada neste momento pode ser reforçar o relacionamento com o torcedor, demonstrando sua importância para o sustento do clube, como destaca Gustavo Herbetta, fundador e CEO da agência de marketing Lmid e que já chefiou esse departamento no Corinthians.

“O sócio-torcedor que normalmente já se esforça para manter a sua anuidade em dia, precisa sentir mais do que nunca que o clube o conhece e que ele possui vantagens por se relacionar com o time. Esse é o momento de se unir ainda mais aos patrocinadores e sugerir em conjunto benefícios para a base, porque o sócio é o público alvo da marca também, é esse torcedor que a marca quer converter em prol do seu produto”, afirmou.

Desassociar o programa do ingresso, apostando na paixão, é a alternativa viável para manter os torcedores vinculados financeiramente aos clubes. “A relação do sócio com o clube não pode ser só financeira. É a relação com mais amor que existe. Na Inglaterra,uma pesquisa mostrou que o primeiro motivo para o torcedor ser sócio é para ajudar o time. Depois, para estar ao lado dos amigos, mas aqui é diferente: se é sócio pelo ingresso”, destaca Amir Somoggi, sócio da Sports Value Marketing Esportivo.

E se não há jogos, o confinamento das pessoas em suas residências pode ser usado favor dos clubes para aumentar o engajamento, através de atividades que possam ser exclusivas ao sócio, de relacionamento, como bate-papos com ídolos. “As pessoas estão enclausuradas, dando uma audiência inédita para internet e tevês. Você pode usar a imagem do clube, com um ídolo, em um hangout (modo de conversação pela internet que pode incluir vídeos)”, sugere Somoggi.

Repensar modelos podem ser importante, pois o programa de sócio-torcedor é peça fundamental nas receitas de diversos clubes. O caso mais claro envolve os dois principais times do futebol gaúcho. O Grêmio possui 90 mil sócios ativos, com uma arrecadação de R$ 75 milhões no ano passado. “Temos uma preocupação por ser uma receita importante para o nosso fluxo”, diz o diretor executivo de marketing Beto Carvalho.

Não é diferente com o Internacional, com 125 mil sócios ativos e receita de R$ 90 milhões em 2019. O clube tem sido ativo nas redes sociais, com a divulgação de atividades lúdicas para o torcedor realizar em casa, tentando ampliar a ligação com o público, apostando em seu engajamento para conseguir manter o time fortalecido.

“O quadro social do Inter é muito sólido e engajado. Mas a gente sabe que não é não querer pagar em muitos casos. É não ter para pagar”, diz Nelson Berny Pires, vice-presidente demarketing e mídia do clube, lembrando que há mais de dez anos o time possui mais de 100 mil sócios. “Eles sabem que nós temos nomes como Cuesta e Guerrero no elenco por causa deles”, comenta.

Equipe com maior torcida do Brasil, o Flamengo faturou R$ 61,6 milhões com seu programa no ano passado e já sente o efeito da pausa nas competições. De acordo com levantamento da reportagem do Estado, o clube contava com 120.486 sócios em 24 de março. Já nesta quarta-feira, esse número havia caído para 115.329, como aponta o site do programa “Nação Rubro-Negra”.

Eurocopa: Jornal aponta primeiras cidades que podem desistir de sediar torneio; Uefa desconversa

MSN

O adiamento da Eurocopa, que seria realizada neste ano, levantou muitas dúvidas, em especial sobre sua sede. O plano da Uefa, organizadora, era ter vários países como palco do torneio, no entanto, segundo o jornal Daily Mail, algumas cidades já não querem mais receber os jogos.

Roma, na Itália, e Bilbao, na Espanha, são as duas cidades apontadas pelo periódico britânico, que ainda afirma preocupação destas com a grande quantidade de afetados pelo coronavírus e com a economia neste momento.

A publicação repercutiu na Europa e chegou até um membro do Comitê Executivo da Uefa. Alexei Sorokin, como informa o GloboEsporte.com, explicou que ‘não é bem assim…’

“Prefiro ouvir as declarações oficiais da Uefa em vez das opiniões expressas por determinados meios de comunicação, mesmo que respeitados”, disse em entrevista à agência Tass, em que ainda explicou que as sedes, ainda participarão de videoconferências para discutir o futuro durante esta semana.

“Todas as cidades-sede têm tempo para refletir até o final do mês. Tudo ficará claro em 30 de abril, quando soubermos quais das cidades-sede da Eurocopa continuarão com a organização e quais decidirão abandonar esse processo”.

A Eurocopa deve acontecer em 2021, e 12 países sediarão as partidas, caso o plano siga de pé.

Federação de Atletas acena a CBF com intervalo mínimo de 48h entre jogos para “manter empregos”

Globo Esportes

Em meio a discussões de clubes e federações sobre encaixes do calendário 2020, a Federação Nacional dos Atletas de Futebol encaminhou sugestão à CBF para adequar o acúmulo de compromissos do ano em cenário de possível falta de datas na temporada com a pandemia do coronavírus. Pela manutenção de acordos e dos empregos do futebol brasileiro, Felipe Augusto Leite disse que a Fenapaf defenderia a redução do intervalo entre os jogos de 66h para 48h.

A flexibilização desse intervalo entre as partidas se daria em comum acordo entre federações, a CBF e a Fenapaf, que foi quem homologou esta regra junto à entidade nacional do futebol em 2017. Desde então consta no Regulamento Geral de competições da CBF a vedação para clubes e atletas atuarem sem intervalo mínimo de 66h. Em alguns estados, como no Rio, a Ferj prevê intervalo mínimo de 60h.

– Falei com o presidente Caboclo no início da paralisação. Também com o Rubinho (presidente da Ferj) – comentou o presidente da Fenapaf, contando que os dirigentes foram receptivos à ideia. – Rubinho achou espetacular. Ouviram (Caboclo e Rubinho) com agradecimento. Estão vendo que todos querem solucionar uma coisa tão grave. Nosso entendimento é de colaborar, encontrar saídas. Os atletas são sensíveis ao que está se passando – completou Felipe Augusto Leite.

Ele disse que qualquer denúncia sobre infração de regulamentos – do intervalo mínimo entre partidas, previsto anteriormente para 66h – só sairia da Fenapaf.

– A sugestão é num momento de excepcionalidade extrema. Precisamos manter postos de trabalho. Não vou ser eu que vou fazer isso (denunciar a infração do regulamento de 66h). Estamos em caráter excepcionalíssimo. Não vamos botar clubes de dois em dois dias para jogar várias vezes. Um joga uma vez, outro joga e vai acomodando para não sobrecarregar ninguém – comentou o dirigente da federação de atletas.

O blog do jornalista Rodrigo Capelo, do GloboEsporte.com, fez levantamento com a hipótese dos jogos de futebol – entre estaduais e competições nacionais e internacionais – retornarem em 1º de julho e ir até 20 de dezembro, com total de 50 datas disponíveis (considerando jogos quarta e domingo). Mesmo que atuassem duas vezes por semana – quarta ou quinta e sábado e domingo, por exemplo -, não haveria datas suficientes para 61 possíveis compromissos dos clubes (6 jogos estaduais, 11 de Copa do Brasil, 38 do Brasileiro e 6 na Libertadores).

Para retorno dia 1º de junho, restariam 202 dias até 20 de dezembro. Para cumprir calendário com 61 datas seria preciso realizar um jogo a cada três dias. Sem contar que há possíveis paralisações em data Fifa – embora o calendário de seleções deva ser o mais prejudicado pela pandemia.

Globo cria meta de audiência para reprise de 2002 e planeja votação popular

Uol

A Globo já planeja os próximos passos para exibir jogos antigos da seleção brasileira nas tardes de domingo caso consiga uma boa audiência amanhã (11), data em que vai transmitir a vitória por 2 a 0 sobre a Alemanha na final da Copa do Mundo de 2002. A emissora estipulou uma meta de Ibope para a Grande São Paulo e pretende abrir votação popular caso o projeto vá adiante.

Segundo apurou o UOL Esporte, a emissora carioca espera que a partida que marcou o pentacampeonato da seleção marque pelo menos 18 pontos de Ibope na principal metrópole do Brasil. Essa média é conseguida por jogos sem tanta importância do Campeonato Paulista, por exemplo.

A média do horário, que contempla jogos dos estaduais e do Campeonato Brasileiro, costuma ser de mais de vinte pontos de audiência. Em alguns domingos, o futebol consegue representar a maior audiência da Globo, superando até mesmo o “Fantástico” e o “Domingão do Faustão”.

Caso a emissora atinja a audiência estipulada, já existe a ideia de reprisar mais jogos importantes da seleção brasileira aos domingos enquanto durar a suspensão do futebol nacional. A reportagem apurou que a ideia da Globo é colocar três partidas para votação popular, assim como acontece em um paredão do Big Brother Brasil, por exemplo.

Serão dadas três alternativas, e a partida mais votada será reprisada na semana seguinte. As três primeiras opções do plano nesse esquema já foram escolhidas pelo Esporte da Globo e são jogos de inegável apelo popular.

As partidas que estão na fila são a goleada sobre a Argentina na final da Copa das Confederações de 2005, a vitória sobre a Espanha na decisão da Copa das Confederações de 2013 e o jogo que rendeu a medalha de ouro inédita nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

Por que SporTV exibe jogos clássicos da seleção sem narração original

Uol

Desde que foi forçado a mudar drasticamente sua programação por conta dos efeitos da pandemia da Covid-19, o SporTV tem como uma de suas apostas de audiência a exibição de jogos antigos da seleção brasileira em Copas do Mundo. Os repetecos dão sustância a sua nova atração na grade, a “Faixa Especial”. Um ciclo que começou com o Mundial de 1998 e agora resgata partidas da impactante edição de 1982.

Mas uma pergunta ficou no ar: por que as partidas estão sem narração original? O SporTV tem feito as transmissões com sua equipe atual, escalando nomes como Gustavo Villani, PVC, Júlio Oliveira, Sérgio Arenillas e Everaldo Marques. Eles assumem o microfone, no lugar de Galvão Bueno ou até mesmo de Luciano do Valle, que era o titular da Globo para cobrir a seleção até o ano de 1982.

A escolha passa por alguns motivos. O fator ao vivo é um deles. Caso uma notícia urgente ocorra, o narrador escalado para fazer a reprise atualizará o noticiário durante a transmissão. Uma prova disso ocorreu nesta terça (7), quando, durante a exibição de Brasil x União Soviética, pela Copa de 1982, Júlio Oliveira falou sobre a ida de Ronaldinho Gaúcho para a prisão domiciliar no Paraguai.

Além disso, a série tem sido importante para manter um mínimo de produção na casa. Serve também para rodar seus narradores e comentaristas, que ficariam parados, assim como estão fora do ar as competições esportivas. Everaldo Marques, por exemplo, que é titular da NBA, estreou em uma partida de futebol no Grupo Globo durante as reprises da Copa de 1998.

A “Faixa Especial” tem sido tratada como um “produto premium” nesse período de pandemia. Ou seja, é um dos maiores atrativos do canal esportivo da Globo para manter uma boa audiência nos atuais tempos e tem funcionado no atual formato.

Globo e briga: porque a Turner quer deixar o Brasileirão

MSN

Uma reunião por videoconferência nesta quinta-feira (9) pode levar a um fim prematuro do acordo que a Turner tem com oito times que neste ano vão disputar a Série A do Campeonato Brasileiro. Executivos da emissora e representantes de Athletico, Bahia, Ceará, Coritiba, Fortaleza, Internacional, Palmeiras e Santos debaterão como precisará ser cumprido o acordo firmado entre eles até 2024.

A reunião foi convocada pela Turner, que alega descumprimento de contrato por parte dos clubes. Segundo apurou a Máquina do Esporte com fontes ligadas à negociação, existe uma queda de braço em relação ao número de jogos que podem ser transmitidos para a mesma praça em que as partidas acontecem.

No contrato da Turner, há uma cláusula que exige que apenas seis jogos dos times que ela tem contrato possam ser exibidos na TV aberta para a mesma praça em que eles ocorrem. Essa cláusula era uma forma de garantir menor concorrência da audiência para a emissora americana, já que as partidas ficariam restritas ao pay-per-view.

O problema é que os clubes não colocaram essa limitação no contrato que assinaram com a Globo para a TV aberta. A emissora carioca, por sua vez, impôs um fator redutor em contrato que fez os clubes pedirem à Turner para não mostrar seus jogos para os seus estados de origem quando disputados em casa. Isso fez desabar a audiência dos jogos na TV paga. Em novembro, a Turner enviou uma notificação sobre o descumprimento da regra, e só teve resposta do Athletico.

Procurados, Turner e clubes se recusaram a comentar o teor da conversa que vão ter. A emissora americana apenas confirmou que enviou, na última sexta-feira (3), “uma notificação aos clubes com os quais mantém contrato para exibição da Série A do Campeonato Brasileiro 2020. Essa carta reitera o que já foi colocado aos clubes em novembro de 2019, sobre o que não tivemos quase nenhuma resposta, e pede que venham conversar com a Turner para solucionar questões pendentes. Há certas obrigações que a Turner deseja reforçar incluindo compromissos assumidos pelos clubes que são essenciais para que a Turner crie um modelo de negócios sustentável”.

Valor de mercado de jogadores desvaloriza durante a pandemia

Futebol Interior

A pandemia do novo coronavírus fez com que o valor de mercado dos jogadores de futebol desvalorizasse, no geral, 20%. Apenas jogadores nascidos de 1998 em diante tiveram uma redução menos acentuada, porém relevante, de 10% de seus valores estabelecidos no período anterior à disseminação global da doença.

Isso é o que aponta o site Transfermarkt, especializado em negócios do futebol. Ao todo, a desvalorização supera 9 bilhões de euros (R$ 51 bilhões).

“O mercado entrou em colapso, muitos clubes podem estar ameaçados de insolvência e os planos de transferência foram suspensos devido às muitas incertezas que existem na maioria das equipes. É dificilmente concebível que os preços de transferência continuem a subir no futuro como nos últimos anos”, explicou o fundador da página, Matthias Seidel.

A exemplo da desvalorização, o atacante Everton Cebolinha, do Grêmio, nascido em 1996, considerado pela plataforma o jogador mais caro do futebol brasileiro, teve seu valor de mercado reduzido de 35 milhões de euros (R$ 198 milhões) para 28 milhões de euros (R$ 158 milhões).

Em contrapartida, como apontado pelo site, o jogador do Palmeiras Gabriel Veron, nascido em 2002, teve seu valor de mercado reduzido de 25 milhões de euros (R$ 141 milhões) para 22,5 milhões de euros (R$ 127 milhões). Uma queda menos acentuada comparada com a de Everton.
“Uma avaliação individual dos valores de mercado no âmbito de atualizações regulares e a ajuda de nossos gestores de valor de mercado ainda é necessária e ocorrerá novamente o mais rápido possível, porque nem todos os jogadores devem experimentar a mesma perda de valor devido à crise”, disse Seidel, que prosseguiu.

“A atual redução geral no valor de mercado é uma reação à essa situação extraordinária, na qual não se pode descartar que dentro de poucas semanas outro ajuste tenha de ser feito”.

Na última terça-feira, a Fifa recomendou a prorrogação de contratos dos jogadores que teriam encerramento junto ao final da temporada regular europeia, em junho. A entidade máxima do futebol, também afirmou que o período de janelas de transferências poderá ser prorrogado. Elas aconteceriam entre o mês de julho e agosto. As recomendações foram elaboradas para amenizar os efeitos colaterais desencadeados pela interrupção do futebol no mundo.









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